sexta-feira 04 2012

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Físico maranhense será novo presidente da Agência Espacial Brasileira

Espaço

José Raimundo Coelho era diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Físico é considerado um dos homens de confiança de Marco Antônio Raupp, ministro de Ciência e Tecnologia

Talita Fernandes
José Raimundo Braga Coelho, físico e matemático assumiu a agência espacial brasileira José Raimundo Braga Coelho, físico e matemático assumiu a agência espacial brasileira (Divulgação)
A AEB (Agência Espacial Brasileira) tem novo presidente. O físico maranhense José Raimundo Coelho foi nomeado nesta sexta-feira para comandar o programa espacial do país. A decisão saiu no Diário Oficial da União.

Coelho era o favorito para substiuir Marco Antônio Raupp, atual ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação. O físico já havia substituído o ministro, em março de 2011, na direção do Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo, que ocupou até agora.

O novo presidente da AEB é considerado uma das pessoas de confiança de Raupp. Os dois trabalharam juntos no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), entre 1985 e 1989, quando Raupp era diretor do instituto. Coelho era chefe de cooperação internacional e de gabinete de Raupp. Também no Inpe, Coelho coordenou o programa de satélites feito com a China, chamado CBERS.

A presidencia da AEB estava sendo ocupada interinamente, desde janeiro, por Thyrso Villella, diretor da área de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB. De acordo com a assessoria da agência, uma cerimônia de posse deverá ser realizada até o fim da próxima semana.
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/fisico-maranhense-sera-novo-presidente-da-agencia-espacial-brasileira 

Cliente que encontrou larvas em chocolate é indenizado

Justiça

Em um semana, essa é a segunda condenação pelo mesmo motivo da empresa Kraft Foods do Brasil, responsável pela marca Lacta

Valmar Hupsel Filho
Chocolate Shot Chocolate Shot (Divulgação)
A Justiça paranaense condenou em segunda instância a Kraft Foods do Brasil S.A., empresa responsável pela marca Lacta, e o mercado Irmãos Muffato e Cia Ltda a pagarem indenização no valor de 18 000 reais a um consumidor que identificou a presença de larvas, ovos de inseto e restos de casulos em uma barra do chocolate Shot Amendoim Lacta. É a segunda condenação da empresa pelo mesmo motivo em apenas uma semana.
No último dia 25, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a companhia a pagar indenização de 5 000 reais a um consumidor que também encontrou larvas e ovos de insetos em um chocolate. Em janeiro, a empresa foi condenada a pagar 30 000 reais a uma consumidora que também havia encontrado larvas e ovos de insetos no mesmo chocolate.
A decisão da 9.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná ratificou, por unanimidade, a condenação em primeira instância que julgou procedente a ação de indenização por danos morais proposta por um consumidor contra as empresas, mesmo sob o argumento de que elas "realizam rigorosas inspeções nos produtos".
“É possível que tal contaminação ocorra mesmo com tais padrões de controle de qualidade, ou até mesmo que haja alguma imperfeição na embalagem que permita a entrada de insetos", argumentou em seu relatório o desembargador Renato Braga Bettega, que ratificou a condenação em primeira instância.
No recurso à ação movida pelo consumidor paulista, que chegou a passar mal depois de perceber a contaminação no chocolate, a Kraft Foods do Brasil S.A. usou o mesmo argumento. O consumidor dirigiu-se ao estabelecimento onde havia comprado o chocolate, abriu outra barra do mesmo produto na presença de uma funcionária e ambos constataram a presença de larvas e ovos de insetos.
Neste caso, o desembargador João Francisco Moreira Viegas, do TJ-SP teve entendimento semelhante ao do colega paranaense e responsabilizou o fabricante pela manutenção da qualidade e integridade dos produtos. “Em que pese utilizar rígido controle e fiscalização das matérias primas durante o processo de fabricação visando a preservação do produto, o fabricante deve ser responsabilizado pelo produto impróprio disponibilizado ao consumidor”, escreveu o magistrado, argumentando que a responsabilidade do fabricante por defeito do produto é garantida pelo artigo 12 do Código de Defesa do Consumidor. A Kraft Foods do Brasil S.A. não quis comentar o assunto.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cliente-que-encontrou-larvas-em-chocolate-e-indenizado

POR QUE SE INSTALOU SÓ AGORA A CPI E POR QUE JÁ HÁ MUITA GENTE ARREPENDIDA NA BASE DO GOVERNO

Em 03/05/2012 Reinaldo Azevedo da Veja Escreveu:
De Gaulle dizia que a velhice é um naufrágio — uma visão pessimista de mundo. Lucrécio (99 a.C.- 55 a.C.), um materialista, afirmava que, se a alma fosse imortal, não nos desfaríamos em lágrimas ao constatar que morremos. Huuummm… Tivesse eu sido contemporâneo de ambos (quando De Gaulle morreu, em 1970, eu tinha só 9 anos…) e privado de sua intimidade, recomendaria que cultivassem a memória como antídoto contra a morte — a verdadeira morte é o esquecimento — e que (cito Drummond) procurassem o próprio queixo no queixo dos filhos (também dos netos, sobrinhos…). A memória, felizmente, não me abandona. Recomendo vivamente: cultivem-na. Faço, assim, um introdução algo grandiloquente (não me conformo com o fim do trema…) para assunto até mesquinho, vulgar mesmo — em muitos aspectos, até vagabundo. Tento tornar esse mundo mais interessante…
Recuem — na área de pesquisa deste blog ou de qualquer site noticioso — a agosto do ano passado. Lembram-se da CPI do Dnit? Eu lembro!!! A oposição chegou a conseguir o número necessário de assinaturas para instalá-la. Mas aí o governo fez um trabalho intenso de retirada de assinaturas, como vocês verão abaixo, e conseguiu matá-la no nascedouro. O Planalto entrou com tudo. Curioso, não é?, que, enquanto isso, a Polícia Federal continuasse ali, com o sistema Espião ligado, ouvindo as maiores barbaridades… Tivesse topado, então, a investigação, talvez a área já estivesse mais limpa. Vamos recapitular algumas coisas. Transcrevo trecho de uma reportagem de João Domingos, no Estadão, do dia 4 de agosto do ano passado. Leiam com atenção. Volto em seguida.
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Tendo à frente a própria presidente Dilma Rousseff, que contou ainda com a ajuda de ministros e líderes na Câmara e no Senado, o governo conseguiu enterrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes requerida pela oposição. Para abortar a CPI, o Planalto prometeu acelerar obras, apoiar um candidato ao Tribunal de Contas da União (TCU) e até garantir a presença de Dilma na inauguração de uma ponte.
O governo conseguiu que dois senadores da base aliada retirassem suas assinaturas a favor da CPI. Como a oposição havia coletado 27 assinaturas - número mínimo para a instalação de comissão parlamentar no Senado -, as duas baixas inviabilizaram a iniciativa. Com apenas 25 assinaturas, o requerimento foi mandado pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) diretamente para o arquivo. Se quiser abrir uma CPI, a oposição terá que recomeçar a coleta de assinaturas. O objetivo da CPI era investigar as irregularidades no setor de transportes, que já resultaram na demissão de 27 pessoas, entre elas o ex-ministro Alfredo Nascimento e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit) Luiz Antonio Pagot.
O senador João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU. Até então, Dilma mostrava-se simpática à candidatura da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Carneiro conseguiu da bancada de 86 deputados do PT a promessa de que cada um buscará o voto de um colega a seu favor na disputa pelo TCU. O cargo de ministro do tribunal é vitalício.
(…)
Durval teria recebido ainda a promessa de que, enfim, será construído um anel viário em Feira de Santana, núcleo de sua base eleitoral, reivindicação que ele faz há cinco anos ao governo. Como Alfredo Nascimento prometia o anel viário e não o fazia, Durval vingou-se assinando o requerimento da CPI. Mas recuou para não prejudicar o filho.
“O governo operou mesmo para impedir a CPI”, disse ontem o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR). “A CPI não vai servir de instrumento de açoite do governo pela oposição.” Já o líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), afirmou que trabalhou nas últimas 24 horas para acabar com a CPI antes mesmo que ela começasse. Também retirou a assinatura o senador Reditário Cassol (PP-RO), suplente e pai do titular Ivo Cassol (PP). O próprio filho ajudou o governo a levar o pai ao recuo. De acordo com parlamentares da base, o filho lembrou ao patriarca que os Cassol são empresários do setor de geração de energia elétrica e fazem negócios com o governo.
(…)
Voltei
Sim, não se conheciam ainda detalhes do esquema de Carlinhos Cachoeira, mas o que as reportagens de VEJA havia mostrado provavam que algo de muito podre se passava no Ministério dos Transportes e no Dnit. Como se nota pela confissão dos líderes governistas, a ordem era não instalar a CPI. Ponto!
E por que, agora, a CPI do Cachoeira andou tão depressa? Porque a oposição topou imediatamente a investigação e, desta vez, uma parte do petismo aderiu, toda assanhada, à proposta. Havia a crença, FUNDADA EM INFORMAÇÕES FALSAS E NA PURA FOFOCA, de que a tal “mídia” — sabem, né?, “mídia” é jornalismo decente, que os petralhas odeiam — estaria comprometida com o esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira. Alimentou-se a fantasia, certamente baseada em leituras apressadas e fragmentadas, de que as revelações da Polícia Federal destruiriam o jornalismo independente, o que era, obviamente, do interesse dos mensaleiros.
Mais: num primeiro momento dos vazamentos, a anti-estrela solitária da lambança era o senador Demóstenes Torres (GO), até então uma das figuras mais vistosas da oposição — era respeitado até por quem não comungava dos valores ideológicos que alardeava. Desmoralizar a oposição e a “mídia” pareceu a Lula e a Zé Dirceu uma chance de ouro. Mais:  vazamentos seletivos indicavam que a confusão iria bater às portas, e foi mesmo!, do tucano Marconi Perillo, governador de Goiás, detestado pelo Apedeuta. Bom demais para ser verdade, devem ter pensado os que sempre sonharam com o Partido Único. Seriam aniquiladas num só golpe a oposição e a… mídia!
Tiro n’água
A acusação contra a imprensa foi desmoralizada de maneira até vexaminosa. Subsiste hoje apenas na pena de alguns aloprados, que têm de continuar a fazer o serviço pelo qual são pagos — com dinheiro público! E, ora vejam, surgiu uma Delta no meio do caminho, com a sua, digamos assim, força avassaladora. Na mesma corrente em que o PT sonhou arrastar Marconi Perillo, também podem rodar Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal (e esse é apenas um de seus problemas), e a figura até então ascendente da política (eu, ao menos, nunca entendi por quê…) Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio. E isso pode ser apenas o começo. Imaginem, então, se Luiz Antônio Pagot (ver post abaixo) resolver falar.
Os que se assanharam na esperança de “destruir a mídia” — e se destaque, em nome da precisão, que esse ímpeto foi de Lula e José Dirceu, não do Planalto (embora se ligue à chicana, sim, já digo como) — certamente ignoravam o grau de intimidade entre a Delta e o esquema de Carlinhos Cachoeira. Aí tudo ficou, de fato, enrolado demais! PT e PMDB fecharam ontem uma espécie de pacto para deixar os governadores fora da investigação — e o PSDB  não vai reclamar se as coisas caminharem por aí. Ficariam, assim, fora da CPI Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral. Com isso, pretende-se, também, afastar Fernando Cavendish, o dono da Delta, dão imbróglio. Nota à margem: o governo se liga à chicana à medida que órgãos públicos e estatais financiam a pistolagem na Internet. Sigamos.
Para onde vai a CPI? Sabendo o que sabem, Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres aceitarão arcar sozinhos com a punição? Vamos ver quais instruções lhes darão seus respectivos advogados, dois criminalistas experimentados: Márcio Thomaz Bastos e Antônio Carlos de Oliveira Castro, respectivamente. Parece-me que tudo caminha para a chamada estratégia de redução de danos. Se decidiram botar fogo no circo, arrastando meio mundo político junto, eles próprios sabem que o futuro não lhes será leve. Entre se danar muito danando a muitos e se danar menos preservando alguns parceiros de viagem, a racionalidade lhes apontaria o segundo caminho.
Quando o Planalto percebeu — e tarde! — o tamanho do rolo, já não dava mais tempo de recuar. Lula e Zé Dirceu, por sua vez, viram frustrado o intento de mandar a imprensa para o banco dos réus. Anos de gravação flagraram o jornalismo fazendo o seu se trabalho, buscando notícias que eram do interesse público, como aquela que levou à demissão de 27 valentes do Ministério dos Transportes — inclusive, sim, Luiz Antônio Pagot (ver post abaixo).
E a tentativa de negar a existência do mensalão, origem da fúria da turma? O tiro saiu pela culatra. Em vez de jogar areia nos olhos da população, chamou a atenção para a tentativa de golpear a moralidade. A pressão para que o ministro Ricardo Lewandowski conclua a revisão do processo só cresceu. PODE ATÉ SER QUE O SUPREMO INOCENTE TODO MUNDO, MAS NÃO SERÁ POR CAUSA DESSA CHICANA.
Pois é… Lula e Zé Dirceu quebraram a cara desta vez: a) a imprensa independente sai limpa dessa história; b) muita gente que estava alheia acordou para o mensalão; c) é a base governista quem se articula mais freneticamente para esfriar a CPI. De quebra, o jornalismo financiado pelo estado mostrou a cara como nunca. O Zé forçou a amizade, e a turma teve de se ajoelhar no ridículo. Não há quadrilha na Internet que consiga mudar os fatos, as gravações, o conteúdo do inquérito. O Brasil ainda não é a Venezuela, a Argentina ou o Equador.
E, se depender dos brasileiros e da imprensa livres, não será!
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/por-que-se-instalou-so-agora-a-cpi-e-por-que-ja-ha-muita-gente-arrependida-na-base-do-governo/ 

Cunha Lima quer transcrição de ligações de Cachoeira

Política

Por Ricardo Brito
Brasília - O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) apresentará nesta sexta-feira à CPI do Cachoeira um requerimento para cobrar da Polícia Federal o acesso integral das transcrições das conversas telefônicas feitas com autorização judicial das operações Monte Carlo e Vegas. Segundo Cunha Lima, a medida tem por objetivo evitar o uso político e eleitoral da comissão parlamentar. O pedido terá de ir à votação.
Os tucanos são os que mais têm se reclamado com o que classificam como "vazamento seletivo" de informações das duas operações. As escutas já revelaram um relacionamento do deputado Carlos Alberto Leréia (GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Também a proximidade do governador de Goiás, Marconi Perillo, com Cachoeira.
Cunha Lima diz estar preocupado em garantir respaldo jurídico para os trabalhos da comissão parlamentar. O senador argumenta que recentemente o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que uma denúncia apresentada pelo Ministério Público baseada apenas em grampos telefônicos só é considerada válida se tiver anexa a ela a íntegra das transcrições. O tucano receia que, sem o acesso a todo o material, os investigados possam anular os trabalhos da CPI.

Sentimentos positivos podem reduzir risco de doenças cardiovasculares(VEJA)

Saúde do coração

Pesquisa mostrou que, mais do que a ausência de emoções negativas, otimismo e felicidade contribuem para uma melhor saúde

Emoções positivas: otimisto, sensação de bem-estar e felicidade pode reduzir risco de problemas cardiovasculares Emoções positivas: otimisto, sensação de bem-estar e felicidade pode reduzir risco de problemas cardiovasculares (Jacob Wackerhausen/Getty Images/iStockphoto)
Pensamentos positivos reduzem o risco de doenças cardiovasculares, segundo concluíram pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Esse resultado faz parte da primeira grande revisão sobre o assunto, já que várias outras pesquisas apontaram somente para a influência de sentimentos negativos, como depressão, ansiedade e raiva, sobre a saúde. O estudo foi publicado nesta terça-feira no periódico Psychological Bulletin.
De acordo com Julia Boehm, uma das autoras do estudo, é importante lembrar que a ausência de sentimentos negativos não é a mesma coisa que a presença de emoções positivas. “Descobrimos que fatores como otimismo, satisfação com a vida e felicidade estão associados a um menor risco de doenças cardiovasculares, e isso independe da idade, nível socioeconômico, peso corporal e hábitos, como o tabagismo, de uma pessoa”, diz a pesquisadora.
Meta-análise — Nesse estudo, foram revisados mais de 200 pesquisas sobre comportamento e incidência de problemas cardiovasculares. Os pesquisadores observaram que emoções positivas, mas especialmente o otimismo, proporcionam uma proteção contra doenças cardiovasculares, além de serem capazes de retardar o progresso de um problema com esse caso ele venha a ocorrer. “Os indivíduos mais otimistas tiveram um risco aproximadamente 50% menor de sofrer um evento cardiovascular do que as pessoas menos otimistas”, afirma Boehm.
Além dos relatos das pessoas sobre sentimentos positivos, essa pesquisa também observou que incidência de problemas cardiovasculares diminuiu com hábitos relacionados ao sentimento de bem-estar, como prática de atividades físicas, dieta equilibrada e sono adequado.
Para Laura Kuzbansky, uma das autoras do estudo, essas descobertas sugerem que, mais do que atenuar os sentimentos negativos, as abordagens de melhora de saúde cardiovascular devem também reforçar os sentimentos positivos de um indivíduo. Segundo o estudo, níveis mais elevados de satisfação, felicidade e otimismo podem ter fortes implicações nas estratégias de prevenção tratamento para esse tipo de problema.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/sentimentos-positivos-podem-reduzir-risco-de-doencas-cardiovasculares 

Corrida em ritmo moderado aumenta expectativa de vida em até seis anos

Atividade física

Estudo apontou que benefício é melhor com até 2,5 horas da prática na semana do que correr em intensidade exagerada

Correr reduz risco de morte em até 44% Correr reduz risco de morte em até 44% (Thinkstock)
Praticar corrida regularmente aumenta a expectativa de vida de homens e mulheres em ao menos cinco anos, concluiu uma nova pesquisa apresentada nesta quinta-feira no encontro anual da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês), em Dublin, na Irlanda. Segundo o estudo, uma maior longevidade pode ser alcançada com entre uma e duas horas e meia da atividade por semana em ritmo lento ou moderado.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Jogging-healthy or hazard?

Onde foi divulgada: encontro anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, Irlanda

Quem fez: Peter Schnohr, cardiologista chefe do Estudo do Coração da Cidade de Copenhague

Instituição: Estudo do Coração da Cidade de Copenhague

Dados de amostragem: 20.000 homens e mulheres de 20 a 93 anos

Resultado: Correr de uma a duas horas e meia por semana reduz chances de morte em até 44% em homens em mulheres, além de aumentar em 6,2 e 5,6 anos a expectativa de vida dos sexos masculino e feminino, respectivamente. O benefício é maior quando a atividade é feita com essa frequência e em ritmo leve a moderado
Essa conclusão faz parte do Estudo do Coração da Cidade de Copenhague, um trabalho que vem sendo feito na Dinamarca desde 1976 com mais de 20.000 pessoas com idades entre 20 e 93 anos. Esse levantamento busca aumentar o conhecimento sobre prevenção de doenças cardíacas e também sobre outros problemas, como os de sono e de alergia, por exemplo. Mais de 750 pesquisas já foram publicadas ao longo desses anos a partir de resultados do estudo.
Como explicam os pesquisadores, há diversos trabalhos que sugerem que a corrida pode ser prejudicial para a saúde de adultos e idosos. No entanto, o novo estudo, segundo os próprios autores, ao buscar oferecer uma resposta definitiva ao assunto, concluiu que correr é bom para a saúde e aumenta a longevidade. “A corrida proporciona vários benefícios à saúde: melhora a absorção de oxigênio, aumenta a sensibilidade à insulina, reduz a pressão arterial e melhora as funções cardíaca e respiratória. E a boa notícia é que você não precisa fazer muito para conseguir esses efeitos positivos”, afirma Peter Schnohr, cardiologista chefe do estudo.
A pesquisa — Foram acompanhados, de 1976 a 2003, 1.116 homens e 762 mulheres que costumavam praticar corrida, e suas informações foram comparadas com as do restante dos indivíduos cadastrados no estudo, os quais não costumavam correr. Todos os participantes responderam a questionários sobre a frequência e o ritmo (lento, médio ou rápido) em que corriam. Os dados foram coletados quatro vezes: entre 1976 e 1978; entre 1981 e 1983; entre 1991 e 1994; e de 2001 a 2003.
No período do estudo, 10.158 pessoas que não praticavam corrida e 122 corredores morreram. A análise feita pelos especialistas mostrou que a corrida reduziu em 44% o risco de morte em indivíduos de ambos os sexos e aumentou a expectativa de vida em 6,2 anos entre os homens e em 5,6 anos entre as mulheres. Segundo os pesquisadores, o melhor benefício foi conquistado com a prática de uma a duas horas e meia de corrida por semana, especialmente quando esse tempo foi dividido em três sessões da atividade, em ritmo lento ou moderado, em uma semana. De acordo com os autores do estudo, essa intensidade é caracterizada quando uma pessoa, ao fazer esforço, se sente um pouco ofegante, mas não com muita falta de fôlego.
Segundo o trabalho, essa frequência surtiu efeitos mais positivos do que quando uma pessoa não corria ou realizavam exercícios com frequência e intensidade extremamente intensos. “Essa associação se parece com a estabelecida em relação ao consumo de álcool. Ou seja, o consumo moderado é melhor do que ser abstêmio ou ingerir quantidades excessivas da bebida”, diz  Schnohr .
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/corrida-em-ritmo-moderado-aumenta-expectativa-de-vida-em-ate-seis-anos--2