terça-feira 03 2012

Fraxel – rejuvenescimento a laser




O efeito rejuvenescedor dos tratamentos a laser é fascinante. Eles renovam a pele, melhoram a textura, suavizam rugas, removem manchas. Apesar dessa tecnologia ser relativamente recente, ela já evoluiu muito e hoje existem vários tipos de laseres disponíveis. A vantagem é poder escolher o mais indicado para o seu caso.
Nessa coluna vou falar sobre o Fraxel, um dos laseres mais modernos, extremamente eficiente no poder de recuperação da pele envelhecida. Para você entender o diferencial desse aparelho, aí vai uma breve explicação sobre laseres rejuvenescedores. Antes do Fraxel, os laseres eram divididos em dois grupos básicos: os que machucam muito a pele e os que machucam pouco. Todos eles com a característica de atingir inteiramente a superfície da pele tratada: toda a pele do rosto, do pescoço ou das mãos (característica diferente do Fraxel, como você vai perceber mais adiante).
Na hora de escolher o tratamento, médico e paciente decidiam entre uma agressão mais profunda ou mais suave.
No tratamento mais agressivo, a vantagem é o resultado extremamente eficiente com apenas uma sessão. Há notável suavização das rugas, até das mais profundas; melhora das rugas ao redor dos olhos e lábios; melhora de manchas; retração da pele, num efeito parecido ao de um lifting suave. Em grande parte, o efeito rejuvenescedor desse tratamento vem do estímulo à proliferação do colágeno. Mas esse tratamento é sofrido, pois as camadas mais superficiais da pele são removidas. A pele fica muito machucada e bem avermelhada por pelo menos duas semanas. O tratamento dói, requer curativos e reclusão por um período que pode chegar a um mês. Na correria da vida moderna, para a maioria das pessoas, isso é impraticável.
No tratamento mais suave, a camada mais externa da pele é poupada. As manchas são removidas e estimula-se o colágeno sem deixar a pele ferida. O tratamento é excelente e provoca muito menos lágrimas. São necessárias algumas sessões para o resultado final, que no entanto não vai ser tão bom quanto o do tratamento agressivo.
E finalmente chegamos ao Fraxel, um intermediário entre os dois tipos de tratamento já citados. Ele surgiu de uma descoberta interessante: fazendo uma agressão potente, mas que atinge pontos microscópicos da pele, espalhados pela área de tratamento, o resultado final é muito bom. Para compreender o que significa atingir a pele em pontos isolados, pense em um cano jorrando água. Isso é o laser "comum". Agora, visualize um chuveiro. Isso é o Fraxel. Ele atinge nossa pele em milhares de pontinhos microscópicos, muito mais finos que um fio de cabelo, mas agressivos. Cada pontinho de agressão penetra profundamente da pele, criando colunas de pele tratada entremeadas a áreas de pele sã. O médico seleciona a profundidade da penetração na pele e a densidade da agressão.
Observou-se que a agressão salteada da pele faz com que o corpo, através de um mecanismo de cicatrização e reparo de feridas, produza colágeno. Com isso, a pele por inteira fica mais firme e rugas são apagadas. A agressão salteada também elimina células envelhecidas. Manchas de idade melhoram e a pele rejuvenesce, fica mais macia, mais uniforme e mais tensa. O tratamento também suaviza cicatrizes de acne. Isso tudo com a vantagem de uma recuperação rápida. O Fraxel pode ser aplicado em qualquer local da nossa pele, como rosto, pescoço, colo, braços ou mãos.
Para um bom resultado são necessárias de três a cinco sessões, com intervalos de duas a quatro semanas. Há sensação de queimação por poucas horas, a pele fica inchada por um dia, e avermelhada por menos de uma semana. Nada parecido com o sofrimento causado pelos laseres mais agressivos. E, comparando com os mais suaves, o resultado em relação à suavização das rugas e firmeza da pele é melhor.
Por Lucia Mandel
http://veja.abril.com.br/blog/estetica-saude/arquivo/fraxel-rejuvenescimento-a-laser/

Bigode chinês

Beleza
Thinkstock
                                             
Meu nome é Christiana e tenho 41 anos. Estou incomodada com meu “bigode chinês”, que cada dia fica mais profundo. Não quero fazer tratamento invasivo, eu detestaria ficar com aparência artificial. Cremes preenchedores suavizam essas rugas?
Bigode chinês é o apelido do par de rugas que vão dos cantos do nariz até os cantos dos lábios. Aparece depois dos 30 anos, por uma mistura de tendência genética, ação da gravidade e repetição de expressões faciais.
Cremes preenchedores se propõem a suavizar rugas de expressão, como é o bigode chinês. A ideia é tentadora, por ser mais cômoda do que a outra alternativa, invasiva, o preenchimento com ácido hialurônico.
Um creme preenchedor costuma incluir ingredientes como retinol, que estimula a formação de colágeno da pele, e ácido hialurônico fragmentado, hidratante de penetração profunda na pele. Outros ingredientes ativos também podem integrar o creme, sempre com o objetivo de hidratar e recuperar a qualidade do colágeno da pele.
Entretanto um creme preenchedor de rugas tem pouco efeito para suavizar rugas. Seu uso é válido para deixar a pele viçosa e hidratada e, dependendo de avaliação médica, para complementar um tratamento de preenchimento, invasivo porém mais efetivo.
Compreendo seu receio em se submeter a um tratamento estético como o preenchimento. Ninguém quer ficar com aparência artificial, ou mesmo deixar nítido que houve um procedimento estético no rosto. Mas, quando bem realizado, o preenchimento suaviza muito as rugas, sem alterar a naturalidade ou as expressões faciais.
Por Lucia Mandel
 http://veja.abril.com.br/blog/estetica-saude/beleza/bigode-chines/

Ainda o caso Demóstenes, a vingança dos imorais e a turma do bobó de camarão com caipirinha

Em03/04/2012
às 7:49 Reinaldo Azevedo escreveu:
Esta terça pode ser um dia decisivo para Demóstenes Torres (GO). É o prazo anunciado pelo DEM para que ele apresente as suas “explicações”. Tudo indica que o senador manterá seu silêncio, seguindo a estratégia do advogado que o defende. Se não pedir a desfiliação ou renunciar, é praticamente certo que o DEM o expulse. Há posts abaixo que tratam do assunto. Quero aqui me ater a outro aspecto, que chamo de vingança dos imorais, agora desreprimidos…
Por que o senador Demóstenes está prestes a ser expulso do DEM e pode perder o mandato? A resposta é simplíssima: porque o que veio a público de suas relações com Carlinhos Cachoeira sugere que ele não vivia conforme o credo que anunciava. Professava em público valores que, segundo indicam as conversas, não eram seguidos à risca pelo próprio arauto. Já escrevi aqui quão ruim isso é para a política e, obviamente, para a oposição.
Atenção! Não retiro uma linha dos vários elogios que fiz à atuação de Demóstenes no Senado. Ele tinha um desempenho correto e atento. Ou, então, digam por que não! Foi, aliás, o relator da Lei da Ficha Limpa na Casa — com a qual não concordo, mas que goza de grande prestígio. Até parlamentares da base do governo o reconheciam como sério e aplicado, ainda que discordassem dele.
Mas por que os blogueiros que jantam com José Dirceu na casa de Paulo Henrique Amorim estão em festa? Seria só porque um senador da oposição quebrou a cara? É claro que não! A oposição já é raquítica hoje, com Demóstenes e tudo. O governo Dilma sabe que não tem nada a temer a não ser, eventualmente, os grilhões do PMDB e um ou outro partido menor da base aliada. A turma que divide com o Zé bobó de camarão com caipirinha na casa daquele gigante do progressismo está celebrando outra coisa: “Ora, se até o senador Demóstenes caiu, e de maneira tão avassaladora, está provado que moral política não existe mesmo! Fica evidenciado que todos pecam. Mais ainda: os que mais falam em moral e retidão são os piores”.
É a vingança da imoralidade, vivendo seu momento de desrepressão. Eles não querem apenas ver Demóstenes morto politicamente. Isso, convenham, já aconteceu. Querem liquidar com a própria moralidade, como se todos os maus passos dados pelo senador na relação com Carlinhos Cachoeira fossem um desdobramento, uma consequência ou um apanágio da sua pregação e de sua atuação. E A VERDADE ESTÁ JUSTAMENTE NO OPOSTO: tudo o que ficamos sabendo dia após dia só nos diz que havia incongruência entre intenção anunciada e gesto. E é isso o que choca.
Não para a turma do bobó de camarão com caipirinha — aquele gigante não iria servir vinho caro pra “blogueiro progressista”, né? A cada um segundo a sua classe…
Que o senador Demóstenes arque com as consequências de suas relações com Carlinhos Cachoeira, mas atenção:
— isso não torna errada a pregação que o notabilizou; ao contrário: porque ela estava certa, ele está pagando um preço muito alto;
— isso não desculpa ou explica os mensaleiros; ao contrário: isso só nos diz da necessidade de dar andamento rápido àquele processo.
Pensem bem: que boa razão existe para que políticos da oposição flagrados em delito sejam calcinados com tamanha rapidez, e o processo dos 37 do mensalão se arraste JÁ POR SETE ANOS? Se o ministro Ricardo Lewandowski não agir rapidamente, talvez tenhamos outros sete pela frente…
Alguém dirá: “Ah, Reinaldo, são coisas diferentes, com ritos processuais distintos…” Oh, sim, eu sei. Sou razoavelmente aplicado na leitura de coisas da área. O problema é que mensaleiros e aloprados, para a sua sorte e infelicidade do país, nunca contaram com uma Polícia Federal diligente para fazer gravações, não é? Até agora, esse é um método que só foi testado com políticos de oposição.
Contra os fatos
O mais espantoso é ver que o Jornalismo da Esgotosfera Governista (JEG) vende para os trouxas que caem na sua conversa a falácia de que a imprensa estaria pegando leve com Demóstenes ou sendo menos exigente com o senador do que é com petistas, por exemplo. Mentira! Ao contrário: dado o que já vazou, o senador já não tem mais saída política. O país tem a lamentar, sim! A lamentar o quê? A perda do que se conhecia de sua atuação, não do que se ignorava!
As pessoas decentes que querem que Demóstenes pague por sua intimidade com Cachoeira o querem porque consideram que sua ação era incompatível com o seu discurso. Os que celebram com Dirceu o bobó de camarão e proclamam a sua inocência o fazem porque acreditam que suas práticas são compatíveis com seu discurso.
Não vejo ninguém a defender a atuação de Demóstenes — não essa que era desconhecida; uns poucos têm o bom senso de reconhecer que a sua atuação visível era correta, destemida até. Mas se vê a rede organizada que tem a cara de pau — e o bolso de ouro — de defender mensaleiros.
É a velha moral dessa gente: os adversários serão sempre criminosos, até quando são inocentes; já os da turma serão sempre inocentes, mesmo quando são criminosos. Demóstenes não conta com a sorte de ter admiradores assim. Os valores que ele pregava no Senado, que eram os corretos, não justificam o crime, o desvio ético e a promiscuidade política; os que o admiravam são os primeiros a puni-lo. Já os valores da esquerda, que dão ânimo aos mensaleiros, compõem a essência do próprio crime.
O caso Demóstenes, pois, não pode ajudar a livrar a cara dos mensaleiros, não! Tem é de colaborar para a punição exemplar.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

segunda-feira 02 2012

Painel da ONU prevê ondas de calor, secas e tempestades cada vez mais intensas(VEJA)

Aquecimento global

Relatório aponta a relação entre emissões de gases, aquecimento global e eventos meteorológicos extremos

Clima da Terra já foi alterado, de acordo com previsões do IPCC, painel de cientistas do clima ligado à ONU Clima da Terra já foi alterado, de acordo com previsões do IPCC, painel de cientistas do clima ligado à ONU (NASA)
O planeta deve se preparar para enfrentar mais calor, secas mais fortes e chuvas mais violentas. Esta é a principal advertência do relatório publicado nesta quarta-feira pelo Painel Intergovernamenal de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), colegiado de cientistas sob o guarda-chuva da ONU.

Saiba mais

IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua missão é produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007.
O documento de 592 páginas, cujas principais conclusões já foram publicadas em novembro, é a síntese mais completa até agora para expor a relação entre emissões de gases que aceleram o efeito estufa, aquecimento global e eventos meteorológicos extremos, como furacões, secas, ondas de calor e inundações.

Intensificação — Os especialistas afirmam que já se sabe o suficiente para que os governos tomem as decisões adequadas sobre a forma de enfrentar os riscos de catástrofes climáticas.
Segundo o IPCC, há indícios de que certos episódios extremos 50 anos atrás já foram consequência das mudanças climáticas, e os cientistas preveem uma intensificação dos fenômenos nas próximas décadas. "No futuro é provável que a duração e o número de ondas de calor aumentem em muitas regiões do mundo", afirmaram os cientistas.

Eles também preveem uma frequência maior de fortes chuvas, em particular nos trópicos. As secas também serão mais prolongadas e intensas em determinadas regiões, sobretudo no sul da Europa e nos países mediterrâneos, mas também no centro da América do Norte.

Adaptar e reduzir — O relatório distingue regiões particularmente vulneráveis, como as grandes cidades dos países em desenvolvimento, as zonas costeiras e ilhas. O relatório se refere ainda à vulnerabilidade da cidade de Mumbai, na Índia, onde algumas áreas poderiam se tornar inabitáveis.

"O mundo deverá se adaptar e reduzir as emissões de gases que aceleram o efeito estufa se quisermos enfrentar as mudanças climáticas", disse o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC.

Este relatório, que se baseia em mais de mil estudos já publicados, contribuirá para o próximo grande informe do painel intergovernamental, aguardado para 2013-2014. Entre os 831 especialistas do Painel que vão redigir seu quinto relatório de avaliação climática, a ser publicado em 2014, 25 são brasileiros. O último informe foi publicado em 2007.
(Com Agência France-Presse)
 http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/terra-deve-enfrentar-secas-calor-e-chuvas-mais-intensas#ipcc

Via Láctea abriga bilhões de planetas habitáveis, diz estudo(VEJA)

Astronomia

Astrônomos estimam que 40% das anãs vermelhas - estrelas mais comuns de nossa galáxia - possuem planetas maiores do que a Terra em sua órbita

Representação artística de como os astrônomos acreditam ser o entardecer no planeta recém-descoberto Gliese 667 Cc, o mais semelhante à Terra já encontrado Representação artística de como os astrônomos acreditam ser o entardecer no planeta recém-descoberto 'Gliese 667 Cc', o mais semelhante à Terra já encontrado (European Southern Observatory (ESO))
Pesquisa realizada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) – uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia – descobriu que a Via Láctea abriga bilhões de planetas rochosos maiores do que a Terra, que ocupam as zonas habitáveis de estrelas conhecidas como anãs vermelhas. Os dados foram obtidos pelo espectrógrafo HARPS, um instrumento que tem como função descobrir planetas, instalado em um telescópio do observatório La Silla, no Chile.

Saiba mais

ANÃ VERMELHA
As estrelas conhecidas como anãs vermelhas são pequenas – menores que a metade da massa do Sol –, têm a superfície relativamente fria, quando comparadas à temperatura solar, e apresentam fraca luminosidade. São, porém, muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo a cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
SUPER-TERRA
Planetas maiores do que a Terra, mas menores que os planetas gigantes do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno, são chamados de super-Terras. Eles possuem massas de uma a dez vezes maiores do que a massa terrestre. O termo se refere apenas à massa do planeta, excluindo qualquer outra característica, como temperatura, composição e habitabilidade.
Nas vizinhanças imediatas do Sistema Solar, os cientistas estimam que haja cerca de uma centena dos tais planetas, chamados de super-Terras, por possuírem massas maiores do que o nosso planeta. Segundo eles, essa foi a primeira vez em que foi medida de forma direta a frequência desses planetas em torno das estrelas mais comuns da nossa galáxia, as anãs vermelhas, que constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.

"Cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra em sua zona habitável", diz Xavier Bonfils, coordenador da equipe que realizou o estudo. "Como as anãs vermelhas são muito comuns – existem cerca de 160 bilhões delas na Via Láctea –, chegamos ao resultado surpreendente de que deve haver dezenas de bilhões planetas deste tipo só em nossa galáxia", explica. Planetas gigantes, com massa de 100 a 1.000 vezes maior do que a terrestre, são menos comuns em torno delas. A estimativa é de que astros semelhantes a Júpiter e Saturno apareçam em menos de 12% das anãs vermelhas.
Os astrônomos chegaram a esses números após analisar, durante seis anos, uma amostra cuidadosamente selecionada de 102 estrelas anãs vermelhas. Neste grupo, eles encontraram nove super-Terras e conseguiram estimar suas massas e a que distância elas orbitavam as estrelas. Reunindo esses dados a observações de estrelas sem planetas e à fração de planetas existentes que ainda podem ser descobertos, a equipe chegou à frequência de super-Terras em zonas habitáveis: 41%, podendo variar de 28% a 95%.

"A zona habitável em torno de uma anã vermelha, onde a temperatura é favorável à existência de água líquida na superfície do planeta, encontra-se muito mais próxima da estrela do que a Terra está próxima do Sol", diz Stéphane Udry, membro da equipe. "Mas sabe-se que as anãs vermelhas estão sujeitas a erupções estelares, o que faz com o planeta seja banhado por radiação ultravioleta e raios-X, tornando assim a vida mais improvável", conta.
"Agora que sabemos que existem muitas super-Terras na órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas. Esperamos que alguns destes planetas passem na frente das suas estrelas hospedeiras, o que nos dará a excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida", explica Xavier Delfosse, outro astrônomo que participou do estudo.

(Com agência EFE)
  http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/estudo-indica-que-via-lactea-tem-bilhoes-de-planetas-supostamente-habitaveis

Fumo passivo atinge 94,6% da população mundial, diz OMS

São Paulo e Rio adotaram proibição do fumo em lugares fechados




Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado nesta quarta-feira, afirma que 94,6% da população mundial ainda não está protegida por leis contra os males causados pelo fumo passivo.


No segundo grande relatório organizado pela instituição a respeito do que chama de “epidemia do fumo”, a OMS diz que 5,4% da população do mundo estava protegida por leis antifumo abrangentes em 2008, um aumento de 3,1% em relação a 2007.


Este número significa que 154 milhões de pessoas não estão mais expostas aos danos causados pelo tabagismo em locais de trabalho, restaurantes, bares e outros ambientes públicos fechados.


"Apesar de significar um progresso, o fato de que mais de 94% das pessoas ainda não estão protegidas por leis antifumo abrangentes mostra que é preciso trabalhar mais", disse Ala Alwan, diretor-assistente para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.


O documento diz que sete países (Colômbia, Djibuti, Guatemala, Maurício, Panamá, Turquia e Zâmbia) implementaram leis antifumo em 2008, elevando naquele ano o total de países com estas leis para 17.


Mortes


O relatório, divulgado em Istambul, na Turquia, se concentra na Convenção para Controle do Fumo, principalmente o artigo 8, que cuida da proteção contra a fumaça de cigarro. A convenção foi elaborada em 2005 e ratificada por 170 países.
O texto descreve os esforços de alguns países para implementar medidas determinadas por esta convenção.


Segundo o documento, o fumo passivo "causa cerca de 600 mil mortes prematuras por ano, incontáveis doenças e perdas econômicas da ordem de dezenas de bilhões de dólares ao ano".
"Não há um nível seguro de exposição ao fumo passivo. Então, é necessária uma ação dos governos para proteger as pessoas", afirmou Alwan.


Brasil
O relatório da OMS cita o Brasil como exemplo de país onde autoridades municipais ou estaduais estão implantando políticas contra o fumo passivo.


"Das cem maiores cidades do mundo, 22 têm leis antifumo - e mais três (Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador) se transformaram em cidades livres do fumo desde que os dados para este relatório foram coletados", afirma o documento.


O relatório também destaca a "alta prioridade e compromisso com o combate à epidemia" no Brasil.


"Em 2005, todos os Estados e mais de dois terços dos municípios tinham treinado funcionários para implementar atividades de controle do fumo, e um terço dos municípios, incluindo todas as grandes cidades do Brasil, adotaram programas específicos de controle do fumo", diz o documento da OMS.


De acordo com o relatório da OMS, o fumo continua em primeiro lugar entre as causas de morte que podem ser evitadas, com um total de cinco milhões de óbitos por ano.


A organização estima que, a não ser que sejam tomadas providências urgentes, esse número poderá chegar a 8 milhões por ano até 2030 – e a maior parte das mortes ocorreria nos países mais pobres.

I Say a little pray for you - Cena de O Casamento de Meu Melhor Amigo - ...