terça-feira 16 2017

Moro nega a Lula e à Procuradoria mais testemunhas no caso tríplex


O juiz federal Sérgio Moro negou nesta segunda-feira, 15, à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Ministério Público Federal ouvir mais testemunhas na ação penal do caso tríplex. Os advogados do petista e a força-tarefa da Operação Lava-Jato solicitaram em comum o depoimento da arquiteta da OAS Jessica Monteiro Malzone. Moro negou "a oitiva de Jessica Malzone por não reputar a prova relevante".
Na mesma decisão, de 11 páginas, o juiz fixou prazo das alegações finais. Para a Procuradoria da República, 2 de junho, para a Petrobras, assistente de acusação, 6 de junho, e para as defesas, 20 de junho.
Evaristo Sá/AFP

A defesa de Lula pediu também a Moro que a Construtora OAS e a OAS Empreendimentos informassem "quais seriam as empresas que realizariam auditoria sobre elas e depois para que estas sejam instadas a informar se teriam conhecimento se o acusado Luiz Inácio Lula da Silva teria praticado algum ilícito ou se houve irregularidade na transferência do empreendimento Solaris da Bancoop para a OAS Empreendimentos".

Para Moro, "a prova é absolutamente desnecessária". "O acusado se defende contra fatos objetivos", anotou o magistrado. "Se não há no processo notícia de que as auditorias sobre a OAS detectaram prática de ilícitos pelo acusado Luiz Inácio Lula da Silva, é isso que o Juízo considerará. Não há necessidade de provocá-las para esse tipo de manifestação em sentido negativo."

O juiz da Lava-Jato afirmou ainda que "é de se presumir que os acertos de corrupção entre o Presidente da OAS e o ex-Presidente da República, acaso existentes, não eram informados pelo primeiro às auditorias, nem por ela detectados, já que realizados em segredo".

Os advogados do petista solicitaram ainda que a OAS Empreendimentos informasse "quem seriam os responsáveis pela elaboração do Plano de Recuperação Judicial do âmbito da empresa". A defesa pediu que os responsáveis fossem ouvidos para que fossem esclarecidos "aspectos do plano de recuperação judicial da OAS sobre a propriedade do apartamento 164-A, do Condomínio Solaris, no Guarujá".

Moro anotou estar "bem demonstrado pela Defesa que o referido apartamento foi incluído, em março de 2016, entre os bens de titularidade da OAS na recuperação judicial". Para o juiz da Lava-Jato, "absolutamente desnecessária outra prova dessa inclusão".

"Tem o Juízo o fato como provado", afirmou o magistrado. "Se a inclusão do apartamento na recuperação judicial é ou não relevante para o julgamento, é uma questão que será apreciada na sentença", finalizou Moro.
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2017/05/15/interna_politica,868955/moro-nega-a-lula-e-a-procuradoria-mais-testemunhas-no-caso-triplex.shtml

segunda-feira 08 2017

Entrevista a José Mujica. Ex Presidente de Uruguay (Vale muito assistir)





Encantada com a entrevista de PEPE MUJICA, Ex Presidente do Uruguay.
Este homem me encanta em muitos aspectos... Muito mais pelo o desapego...
mujica uruguai frases marcantes

domingo 07 2017

Associação de procuradores vê “ameaça” em fala de Lula


Em evento do PT, ex-presidente afirmou em tom irônico que, se não o prendessem logo, ele iria mandar prender os que falam mentiras contra ele

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) lamentou na noite deste sábado as declarações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o 6º Congresso Estadual do PT, em São Paulo. Em críticas direcionadas à imprensa e aos investigadores da Operação Lava Jato, o petista afirmou: “Amanhã o Lula vai ser preso. Faz dois anos que eu estou ouvindo isso. Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prende-los por mentiras”.

Em nota, o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, afirmou que a frase tem tom de ameaça e que “não é digna” de alguém que já foi presidente da República. “De resto, apenas lamentar a frase, que soa como ameaça, de que — supõe-se legitimamente que depois de mais uma vez eleito presidente — irá mandar prender os que investigam. Isto não irá deter qualquer agente de Estado ou a marcha serena e impessoal da Justiça, mas não é uma declaração digna de quem foi por oito anos o supremo mandatário do país”, disse Cavalcanti, no texto. “O ex-presidente sabe muito bem que chefes do executivo não ‘mandam prender’ ninguém em um estado de direito. A Justiça é que o faz”, acrescentou.

Após eleição, Macron traz mensagem de otimismo para a França


O próximo desafio do recém-eleito Emmanuel Macron são as eleições legislativas, marcadas para 11 de junho

O candidato independente Emmanuel Macron foi eleito por 66,06% dos votos. Marine Le Pen recebeu 33,94% de apoio no segundo turno das eleições na França neste domingo. Três dias antes da eleição que consagrou Macron o novo presidente da França, o escritor mais popular do país definiu assim o movimento do candidato centrista: “É uma terapia de grupo para converter a França ao otimismo”.
Para Michel Houellebecq, autor de “Submissão” e grande tradutor do mal-estar francês contemporâneo, Macron surge como uma cura para um país doente de pessimismo, “que se compara de maneira obsessiva com a Alemanha” para descobrir que não consegue ser como o vizinho.
No universo houellebequiano, o otimismo com a vitória de Macron traz em si o seu contrário, uma melancolia que reconhece que não há mais retorno ao passado da França industrializada. Eleger Macron é “aceitar a mundialização e fazer coisas diferentes de um smartphone. Somos bons no artesanato, na gastronomia, no turismo”, listou Houellebecq, no palco do programa Emission Politique, no tom depressivo de sempre. O otimismo francês dura poucas frases.
Nos cartazes fixados por todo o país, abaixo do olhar sério de Macron, o slogan “A França deve ser uma chance para cada pessoa” tinha ares de autoajuda, principalmente quando somada aos discursos emocionais do jovem candidato, poucas vezes vistos na sisuda política francesa. Emoção que chegou ao seu auge na tarde de 18 de fevereiro.
Em um comício na cidade de Toulon, Macron paralisou a multidão ao usar uma frase ícone de Charles de Gaulle: “Eu entendi vocês” disparou, em tom dramático, fazendo referência ao discurso feito pelo primeiro presidente da 5ª república em 4 de junho de 1958, na Argélia. Na ocasião, De Gaulle começou abriu a fala histórica com esta frase na intenção de acalmar a multidão que lhe assistia na Praça do Fórum de Argel em plena guerra pela independência da colônia.
Na versão de Macron, o célebre “Je vous ai compris” ganhou um complemento. “Eu entendi vocês. E eu amo vocês”, disparou, dando o toque emocional quase populista característico de sua retórica. Desde então, a França discute o que é o “Macronismo”, essa força que agora sobe ao poder.
“O macronismo tem sentido por um lado e eletricidade por outro”, na definição de François Lenglet, analista econômico da rede France2. O sentido, ele não tem dúvida, é liberal: “É o desenvolvimento da economia privada, é reduzir o estado. Um programa liberal clássico”, definiu, em análise após a vitória. O lado que forneceria a eletricidade seria o carisma e a proposta social, a “flexi-seguridade” escandinava, grande inspiração de Macron.

Primeiro desafio: eleição legislativa

Se por um lado falou ao coração dos franceses, Macron não abriu mão de algumas propostas altamente impopulares. O tema reforma trabalhista, que faz os franceses terem arrepios, esteve na linha de frente durante toda a campanha, sem constrangimento. O novo presidente é claro: é preciso tornar o atual modelo de emprego francês menos protetor para incluir os 10% de desempregados no mercado de trabalho. O fato de 65% dos eleitores terem dado seu voto por um candidato que quer mexer nesta instituição francesa que são os direitos trabalhistas é o maior sinal de que o país está mudando – e que Macron soube perceber isso.
A casca de banana que pode aparecer no caminho do novo governo e fazer o otimismo virar fúria tem data marcada para aparecer: 11 de junho, quando os franceses vão às urnas novamente eleger o novo parlamento. Os discursos de Marine Le Pen e do radical de esquerda Jean-Luc Mélenchon – que obteve quase 20% dos votos no primeiro turno – já mostram que as duas forças extremistas estão mobilizadas para compor uma forte oposição ao novo governo.
Mélenchon e seu movimento França Insubmissa deve constituir a maior resistência às reformas e já deixou claro que poderá repetir as cenas de protesto e pancadaria nas ruas das grandes cidades franceses verificadas no ano passado, quando François Hollande fez uma tímida mudança na lei trabalhista.

segunda-feira 01 2017

Sua vida pode ser incrível

Mas para acontecer isso você precisa se entregar de verdade aos seus projetos. Essa é a chave para ser o que você sempre sonhou.
Resultado de imagem para Sua vida pode ser incrível
Luiz Felipe Buff, 36, é descendente de quatro gerações de juristas. Aos 28 anos, ele se deu conta de que não gostava nem de ser advogado nem da sua vida em São Paulo. E tomou uma atitude radical: abandonou tudo e saiu em busca do que o faria realmente feliz.Ter essa coragem é fundamental para quem quer ter uma vida plena e com propósito.
Para o psicanalista Manoel Thomaz Carneiro, autor do livro “Pense Bem – Ideias para Reinventar a Vida” (Casa da Palavra), essa entrega faz toda a diferença. Viver “em pedaços” é justamente o que faz muita gente se sentir vazia. “Muitos estão no cinema e ao mesmo tempo no celular, já pensando no dia seguinte”, diz. “Uma vida incrível é aquela em que a pessoa está interessada e inteira.”

Buff encontrou o sentido da sua em um caiaque. Hoje, é instrutor de uma entidade que desenvolve liderança por meio de expedições em locais como Alasca e Patagônia. Nas horas vagas, realiza missões próprias. A próxima: remar por toda a costa brasileira. “Tenho paixão absoluta pelo que faço. Antes, era até difícil difícil voltar a São Paulo e conversar com os amigos. A maioria vivia reclamando, ricos e infelizes.

Buff lembra que foi uma “batalha” contrariar o desejo da família e que ficou inseguro no início. Sair da zona de conforto e assumir riscos é duro. Por isso mesmo é preciso ir com tudo. “Quando você se entrega totalmente, cresce muito”, diz.

Lembre-se de pessoas que você admira, sejam elas atletas, artistas, empreendedores… Por mais diferentes que sejam, é provável que tenham isso em comum: entregaram-se a algo de corpo e alma. E você? Vai viver pela metade?
http://super.abril.com.br/comportamento/ideia-2-nao-viva-pela-metade/