domingo 22 2015

Eddie Vedder - Pearl Jam pede punição em show após desastre em Mariana










Pearl Jam pede punição em show após desastre em Mariana; veja vídeo

Banda norte-americana tocou pela primeira vez em BH, no Mineirão.

A banda disse, no palco, que doará o cachê a vítimas do desastre em MG.


21/11/2015 09h44 - Atualizado em 21/11/2015 16h19

Pearl Jam pede punição em show após desastre em Mariana; veja vídeo

Banda norte-americana tocou pela primeira vez em BH, no Mineirão.
A banda disse, no palco, que doará o cachê a vítimas do desastre em MG.











A banda Pearl Jam fez um show histórico na noite desta sexta-feira (20), em Belo Horizonte. No meio do show, o vocalista Eddie Vedder disse que os responsáveis pelo desastre em Mariana, após o rompimento da Barragem de Fundão, devem ser "duramente punidos e cada vez mais punidos". O vídeo acima foi gravado por Rodrigo de Castro e enviado ao G1.
Eddie Vedder, do Pearl Jam, durante show no Mineirão, em Belo Horizonte (Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo)Eddie Vedder, do Pearl Jam, durante show no Mineirão, em Belo Horizonte (Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo)
O vocalista parou o show e discursou em português contra empresas que exploram o meio ambiente. "Acidentes tiram vidas e destróem rios. E ainda assim eles conseguiram lucrar. Esperamos que eles sejam punidos, duramente punidos e cada vez mais punidos. Para que nunca esqueçam o triste desastre causado por eles", disse Vedder, sendo ovacionado pelo público de 42 mil pessoas.
Eddie Vedder disse, no palco, que o cachê da banda será doado às vítimas de Mariana. A banda também disse que tem planos de criar um fundo de assistência aos atingidos pelo desastre. O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da turnê do Pearl Jam no Brasil, mas não teve sucesso. A Prefeitura de Mariana disse que ainda não recebeu contato da banda a respeito desta doação. A Samarco, cujas donas são a Vale e a anglo-australiana BHP, disse que respeita o direito à manifestação.
Este foi o primeiro show da banda norte-americana no Mineirão. Dezenas de milhares de pessoas foram ao estádio assistir ao show, mesmo debaixo de chuva.
Logo após o manifesto, a banda tocou "Do the evolution", uma música que fala da ganância humana pela evolução da espécie. Em uma das estrofes, a letra diz "Esta terra é minha / esta terra é livre / Eu faço o que eu quiser, mas irresponsavelmente / É a evolução, querida".
A barragem de Fundão, da mineradora Samarco, foi rompida no dia 5 de novembro, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e afetando Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce. Os rejeitos também atingiram dezenas de cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. Oito corpos foram identificados e quatro aguardam reconhecimento. Onze pessoas estão desaparecidas, dentre elas oito trabalhadores e três moradores da região.
Atentados em Paris
O show ainda falou sobre os atentados em Paris, no dia 13 de novembro. Pearl Jam tocou "I want you so hard", da banda Eagles of Death Metal, que se apresentava na casa de shows Bataclan, um dos alvos dos terroristas na capital francesa. Mais de 80 pessoas foram mortas por atiradores neste local. O show foi interrompido e a banda decidiu cancelar sua turnê europeia, segundo informou a organizadora de seus show na Alemanha. Ao todo, 130 pessoas morreram nos atentados de Paris.
Vocalista Eddie Vedder faz discurso durante show em Minas Gerais  (Foto: Fabio Tito/G1)

EDDIE VEDDER - Pearl Jam pede justiça a Mariana e promete doar cachê às vítimas

Eddie Vedder mostrou sentimento de revolta ao saber do rompimento da barragem em Mariana (MG), que deixou milhares de desabrigados.


Em show em Belo Horizonte, na última sexta-feira (20), o vocalista do Pearl Jam clamou por justiça e pediu que os responsáveis da mineradora Samarco sejam punidos pelo desastre. A banda também prometeu doar o cachê daquela noite às vítimas.
Munido de uma "cola" em português, Vedder discursou contra empresas que exploram o meio ambiente.
"Enquanto essas grandes empresas usam e abusam de terra apenas para lucrar, sem nenhum respeito pelo meio ambiente, acidentes tiram vidas e destroem rios. E ainda assim eles conseguiram lucrar", protestou. "Esperamos que eles sejam punidos, duramente punidos e cada vez mais punidos para que nunca esqueçam o triste desastre causado por eles", disse Vedder.
Foi o primeiro show da banda na capital mineira. Eles também tocaram em São Paulo, Porto Alegre, Brasília e vão tocar no Rio no domingo.

BENTO RODRIGUES MARIANA - MG BRAZIL - TRILHA PEARL JAM





Publicado em 14 de nov de 2015
O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE REJEITO DE MINÉRIO EM MARIANA - MG NO DIA 05 DE NOVEMBRO DE 2015,CAUSOU UMA TRAGEDIA AMBIENTAL IRREPARÁVEL AO MEIO AMBIENTE E AS PESSOAS. O PEARL JAM VEM TOCAR EM BH JUSTAMENTE NESSE PERÍODO EM QUE ACONTECE ESSA TRAGÉDIA,A BANDA DE EDDIE VEDDER SEMPRE FOI LIGADA A QUESTÕES AMBIENTAIS E LEVAM ESSA MENSAGEM AO MUNDO TODO. FIZ ESSE VIDEO COM TRILHA SONORA DO PEARL JAM POR SE TRATAR DE UMA BANDA ATIVISTA LIGADA AO MEIO AMBIENTE E ESTARÁ EM BH DIA 20 DE NOVEMBRO DE 2015. QUEM PUDER ASSISTIR O FILME NA NATUREZA SELVAGEM ENTENDERÁ,A TRILHA SONORA TODA É COMPOSTA POR EDDIE VEDDER. OBRIGADO


sábado 21 2015

Sarah Brightman - ANDREA BOCCELLI - TIME TO SAY





Sarah Brightman - ANDREA BOCCELLI - TIME TO SAY - LEGENDADO



José Roberto Arruda mentindo e admitindo





Publicado em 19 de out de 2009
O então senador Luiz Estevão (PMDB) rivalizava com o então senador José Roberto Arruda (PSDB) na política do DF e tinha antipatia do hoje finado senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) desde a morte do seu filho, o deputado Luís Eduardo Magalhães.

Acusado de desviar verbas públicas, Luiz Estevão foi julgado e cassado pelo Senado Federal em 28 de junho de 2000 com 52 votos a favor, 18 votos contrários e 10 abstenções. Na época Arruda era líder do governo FHC e ACM presidente do Senado.

Na véspera da votação, a diretora do Prodasen, setor de informática do Senado Federal, Dra. Regina Célia Borges, foi ao apartamento do senador Arruda, que queria lhe fazer uma consulta pessoalmente. No encontro, Arruda pergunta se era possível saber o voto de cada senador na votação supostamente secreta que ocorreria no dia seguinte. Regina Borges nega esta possibilidade, mas depois de consultar outro técnico, Heitor Ledur, descobre ser possível.

No dia seguinte, a votação ocorre normalmente, de forma nominal pelo painel do Senado Federal. O técnico Heitor Ledur retira a lista com o nome de todos os senadores e como cada um votou.

A Dra. Regina Célia entrega a lista a Domingos Lamoglia, assessor do gabinete de Arruda, que a entrega ao chefe. De posse da lista, Arruda vai ao gabinete de ACM, onde conferem os votos e o cumprimento dos acordos feitos para viabilizar a cassação.

Meses depois, no dia 19 de fevereiro de 2001, Antônio Carlos Magalhães resolve visitar três procuradores, Eliana Torelly, Guilherme Schelb e Luiz Francisco de Souza. Este último gravou a conversa. Sem saber que estava sendo gravado, ACM afirma que a senadora Heloísa Helena teria votado contra a cassação de Luiz Estevão e que sabia como cada senador votara.

A conversa é publicada pela revista IstoÉ na semana seguinte e o escândalo torna-se inevitável.

No dia 18 de abril daquele ano, logo depois de ser envolvido no escândalo, Arruda sobe à tribuna para negar com veemência qualquer participação ou conhecimento sobre a fraude. "Chega de leviandade!", brada. Fala em honra, em seus filhos e em Deus. Depois do discurso ele comenta, "matei a pau", achando que o caso logo se encerraria e ele sairia ileso.

No dia seguinte, 19, Regina Célia Borges presta depoimento ao Conselho de Ética transmitido ao vivo pela TV Senado. Regina confessa a culpa pela violação e confirma que obteve a lista dos votos a pedido de Arruda e por ordem de ACM. "Tenho plena consciência do futuro que me espera. Meu único caminho agora é falar apenas a verdade", disse.

Mesmo sem mostrar qualquer prova, a ex-diretora do Prodasen convence a todos de que fala a verdade. "Se essa mulher estiver mentindo, é a melhor atriz do mundo", afirmou o senador Amir Lando, do PMDB de Rondônia, logo depois o depoimento de Regina.

Arruda volta à tribuna no dia 23 de abril e confessa sua participação. Chora, se faz de vítima e tentar mostra o acontecimento como uma simples falha de comunicação. Disse que apenas perguntou se seria possível, mas não ordenou a tiragem da lista.

O conselho de ética aprovou relatório do senador Roberto Saturnino Braga por 10 a 5 pedindo a cassação dos mandatos de ambos os senadores no dia 23 de maio. No dia seguinte, 24, Arruda renuncia ao mandato para fugir da cassação.

Pelas regras atuais, como o pedido de cassação já havia sido aprovado no conselho de ética, a renúncia faria ele perder os direitos políticos por oito anos começando a contar do fim da legislatura, isto é, até hoje ele não poderia concorrer a eleições.