sexta-feira 25 2015

PSDB pede ao STF abertura de investigação contra Dilma


Partido utilizou como argumento o pedido da Polícia Federal para investigar o ex-presidente Lula, entregue ao Supremo na semana passada

Deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP)
PSDB entra com pedido ao STF para investigar presidente Dilma Rousseff no caso da Lava Jato(Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados)
O PSDB protocolou nesta sexta-feira uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede autorização do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, para abertura de uma investigação contra a presidente Dilma Rousseff. A demanda teve como base uma solicitação da Polícia Federal entregue ao Supremo na semana passada, que pedia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passasse a fazer parte das investigações.
O partido argumenta ao STF que, pela peça da Polícia Federal, "há elementos mais do que suficientes para dar início às investigações de Dilma Rousseff". A vedação à responsabilização de presidente da República, segundo o partido, precisa de uma reanálise. Com base em despacho do próprio ministro Teori Zavascki, o PSDB afirma que a presidente pode ser investigada, restando restrita apenas a abertura de uma ação penal.
O documento é assinado pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio. "A presidente Dilma Rousseff pode, sim, ser investigada. O que ocorreu naquele caso concreto é que, no entendimento de Vossa Excelência, não haveria elementos para que a mesma fosse investigada", escreveu o deputado, sobre a avaliação da PGR endossada pelo ministro Teori Zavascki de não investigar Dilma em março, quando inquéritos contra políticos foram abertos no STF.
"Entretanto, diversa é a hipótese deste processo, em que todos os elementos conduzem para a necessidade de se investigar. A própria condição funcional de Dilma Vana Rousseff à época dos fatos, ou seja, Ministra de Minas e Energia, Presidente do Conselho de Administração da Petrobras e Ministra da Casa Civil, por si só, a coloca no centro dos fatos criminosos, exigindo, no mínimo, explicações plausíveis e aceitáveis para eventual alegação de que 'nada sabia'", escreve o PSDB.
Lula - Na última semana, o delegado da PF solicitou ao STF uma autorização para tomar depoimento de Lula - o procedimento faz parte do inquérito que investiga uma suposta organização criminosa que atuou no petrolão. Zavascki ainda aguarda parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a solicitação, já que a PGR é a condutora do inquérito que corre perante o Supremo. No mesmo relatório, a PF aponta que a Constituição veda a investigação da presidente Dilma, ao estabelecer que o "presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções".
(Com Estadão Conteúdo)

Sérgio Moro, precisa ter nosso total e irrestrito apoio! Este vídeo merece ser compartilhado muitas e muitas vezes...





O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, participou do Exame Fórum 2015 e, em entrevista ao diretor de redação do site de VEJA Carlos Graieb, afirmou que o sistema judicial brasileiro é falho e que promove "processos sem fim". Assista


Sergio Moro: 'Na Lava Jato, me deparei com um quadro de corrupção sistêm...





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Marido da ex-ministra Ideli Salvatti ganha cargo de US$ 7,4 mil


Com a alta do dólar, salário de Jeferson da Silva Figueiredo chega a mais de R$ 30.000 reais mensais

Ideli Salvatti
Ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais(Reprodução/Radar/VEJA)
Com a nomeação da ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ideli Salvatti como assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos, o governo indicou o marido da petista para o cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa, também na capital americana. As nomeações provocaram desconforto na própria OEA, no Itamaraty e entre militares.
O segundo-tenente músico do Exército, Jeferson da Silva Figueiredo, casado com a petista, assume as novas funções no dia 1º de outubro. Ele vai exercer o cargo por dois anos e terá remuneração de 7.400 dólares, o que corresopnde a mais de 30.000 reais mensais. Figueiredo também recebeu ajuda de custo para sua ida para os Estados Unidos de cerca de 10.000 dólares, mais de 40.000 reais.
A nomeação foi feita antes de o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ter anunciado o novo corte no Orçamento e severas restrições de gastos públicos para enfrentar a crise econômica. A portaria de transferência do marido de Ideli foi assinada no dia 5 de agosto pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, a pedido da ex-ministra.
Ideli inicialmente procurou o Exército para pedir a designação de Figueiredo. Mas foi avisada de que essas nomeações passam por um processo de seleção, em que vários fatores são analisados e que a Força não dispunha dessa vaga. Ideli, então, recorreu a Wagner, que atendeu seu pedido e assinou a portaria avocando o parágrafo único do artigo 1º do decreto 2.790 de 1998, que dizia que "ao ministro do Estado Maior das Forças Armadas é delegada competência" para baixar atos relativos aos militares que servem naquele órgão (OEA) e que, nas Forças, a prerrogativa é dos comandantes.
Um mês depois, esse decreto foi revogado e os comandantes perderam essa prerrogativa, sem serem avisados. Diante da repercussão negativa entre os militares, o governo foi obrigado a recuar.
Com a nomeação de Figueiredo, o Brasil passará a contar com dezenove militares na Junta Interamericana de Defesa: onze oficiais e oito praças. Conforme o Ministério da Defesa, trabalham na entidade 57 militares e civis de 23 dos 27 Estados-membros. A Junta tem a função de prestar à OEA "serviços de assessoramento técnico, consultivo e educativo sobre temas relacionados com assuntos militares e de Defesa".
Figueiredo, de acordo com a pasta, exercerá atribuições em funções administrativas. A "missão é do tipo transitória e de natureza militar", conforme portaria de designação. A jornada de trabalho é de 32 horas semanais. O ministério afirma que Figueiredo "preenche os requisitos necessários para ocupar o cargo".
No início do ano passado, o marido da ex-ministra já tinha sido alvo de comentários. Ele foi designado para sua primeira missão internacional pelo então ministro da Defesa Celso Amorim para que fosse à Rússia, por duas semanas, integrando uma comissão de dez pessoas que foi avaliar o sistema antiaéreo Pantsir-S, que o Exército brasileiro estava interessado em comprar. Sua habilitação e formação para a função foram questionadas para a missão, mas o marido de Ideli explicou que fora escolhido porque fala russo.
Apesar de trabalhar em Washington, Ideli não deverá seguir para Nova York para se encontrar com a presidente Dilma, que chegou nesta sexta-feira aos EUA.
(Com Estadão Conteúdo)

Frank Sinatra- Let me try again





I Swear - Eu Juro





Helicóptero usado por Dilma solta labareda na decolagem


De acordo com a assessoria da FAB, o voo da presidente foi "100%

 seguro"


Labareda vista no helicóptero usado pela presidente Dilma Rousseff antes de decolar do Palácio da Alvorada para a Base Aérea de Brasília - 24/09/2015
Labareda vista no helicóptero usado pela presidente Dilma Rousseff antes de decolar do Palácio da Alvorada para a Base Aérea de Brasília - 24/09/2015(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O helicóptero usado pela presidente Dilma Rousseff para ir do Palácio da Alvorada até a Base Aérea de Brasília nesta quinta-feira (24) soltou uma labareda instantes antes de decolar. O momento, que durou cerca de três segundos, foi registrado pelo jornal O Estado de S.Paulo. De acordo com a assessoria da Força Área Brasileira (FAB), o voo de Dilma foi "100% seguro". A FAB afirma que o piloto do helicóptero, modelo H-34 Super Puma, tomou conhecimento do episódio, mas resolveu seguir o plano de voo porque o painel de controle não apontou nenhuma falha. Da Base Aérea de Brasília, Dilma embarcou rumo a Nova York para participar da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
(Com Estadão Conteúdo)