terça-feira 28 2015
Efeito panelaço: Dilma desiste de falar na TV no 1º de Maio
Presidente foi alvo de protestos em todo o país na última vez em que utilizou a cadeia de rádio e televisão para um discurso
Alvo de panelaços em cidades de todo o país na última vez em que utilizou a cadeia de rádio e televisão para um pronunciamento, no Dia Internacional da Mulher (em 8 de março), a presidente Dilma Rousseff desistiu de fazer o tradicional discurso em rede nacional no 1º de Maio, Dia do Trabalho. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva.
É a primeira vez, desde que Dilma assumiu a Presidência em 2011, que ela não fará falará na TV no Dia do Trabalho. O panelaço de 8 de março durante o discurso da presidente precedeu uma série de protestos pelo país, que reuniram mais de 1,8 milhão de pessoas nas ruas contra o governo federal no dia 15 de março, no maior protesto contra um presidente na história da democracia brasileira, e 675.000 manifestantes em 12 de abril.
O ministro Edinho Silva negou que a presidente tenha desistido de um novo pronunciamento por temer nova reação semelhante. Justificou que Dilma desistiu de televisão e rádio porque prefere falar pelas redes sociais. "A presidente vai dialogar com os trabalhadores, com a sociedade brasileira, pelas redes sociais. É uma forma de valorizarmos outros meios de comunicação", afirmou o ministro.
"A presidenta não teme nenhuma forma de manifestação oriunda da democracia. Neste momento entendemos que a melhor forma de comunicação, até para que outros meios [sejam valorizados], são as redes sociais", disse.
De acordo com o ministro, o modelo em que a comunicação por meio da internet será feito ainda não foi fechado. Ele disse ainda que a avaliação sobre esse ponto foi tomada de forma unânime pela coordenação política do governo.
(com Agência Brasil)
segunda-feira 27 2015
Itamaraty já fez contato com 60 brasileiros no Nepal
Ministério das Relações Exteriores trabalha com a estimativa de que 79 brasileiros podem estar no país devastado por um terremoto
A Embaixada do Brasil em Katmandu localizou, até as 15h deste domingo, 60 brasileiros que estavam no Nepal durante o terremoto que já deixou mais de 2.500 mortos. Todos passam bem e escaparam ilesos do desastre. Para identificar possíveis vítimas, funcionários do Ministério das Relações Exteriores fizeram, desde sábado, contatos com hotéis, agências de turismo e hospitais. O Itamaraty trabalha com a hipótese de que 79 brasileiros estejam no país.
O apoio da embaixada só foi requisitado até agora para a expedição de passaportes de brasileiros que perderam documentos. O serviço diplomático em Katmandu passou a funcionar em regime de plantão no fim de semana.
Em nota, o Palácio do Itamaraty expressou condolências aos familiares das vítimas do terremoto. "O Governo brasileiro tomou conhecimento, com grande pesar, do terremoto que atingiu o Nepal na manhã de hoje, que causou a perda de centenas de vidas e significativa destruição material. A Embaixada do Brasil em Katmandu está mobilizada para prestar o apoio necessário aos cidadãos brasileiros que se encontram no país. Os brasileiros já localizados pela Embaixada não sofreram ferimentos e estão recebendo toda a assistência cabível. Não há, até o momento, informação sobre a presença de brasileiros entre as vítimas fatais.A Embaixada continuará a monitorar a situação e a acompanhar a evolução dos acontecimentos naquele país.O Governo brasileiro expressa suas condolências e sua solidariedade aos familiares das vítimas, ao povo e ao Governo do Nepal", diz o comunicado.
Brasileira localizada - Após quase 16 de horas de aflição à espera de notícias de Mariana Malaguti Uchôa, 26 anos, os pais da designer que está no Nepal em uma viagem sabática tiveram informações sobre a filha. O pai, Paulo Uchôa, contou que recebeu um telefonema por volta das 2h da madrugada deste domingo de um cunhado, avisando que Mariana tinha acabado de postar uma mensagem no Facebook. Na sequência, ela enviou um breve e-mail para os pais: "Estou em um lugar seguro, fiquem tranquilos. Menos medo".
O recado encerrou um período de agonia de Paulo e sua mulher, Cristina Malaguti Uchôa. "Ficamos o dia inteiro sem informação, foi horrível", disse o pai. A descoberta sobre o terremoto no Nepal, que deixou mais de 2.000 mortos, ocorreu na manhã de sábado, quando Cristina acessou um portal de notícias.
Mariana está em um vilarejo a cerca de 10 km da capital, onde dá aulas de capoeira para crianças e pratica yoga. Em um relato no Facebook, ela disse que no local onde está não houve "muitos danos físicos", uma vez que a cidade tem pequenas construções.
"Pude sentir muito forte o tremor aqui, e mais uma vez pude acreditar e vivenciar a potência da natureza. Parece que o tremor pode voltar hoje, mas estou em área de segurança, não tem grandes prédios nem construções", afirmou aos amigos, a quem pediu calma e acrescentou: "Aqui a terra treme e aí os corações palpitam!".
A viagem da designer, programada por um ano, teve início em dezembro de 2014, quando a jovem foi para a Índia, onde percorreu diversas cidades, e depois seguiu para o Nepal. Ela já tinha ido embora do País, mas decidiu voltar. Há cerca de 15 dias está no Nepal.
Vídeo de alpinista registra pânico no Everest durante o terremoto
Terremoto de magnitude 7,8 atingiu o país no sábado; outro mais fraco, de 6,7 pontos, foi registrado neste domingo
Um vídeo postado no YouTube pelo alpinista alemão Jost Kobusch registra os momentos de pânico que sucederam o terremoto que atingiu o Nepal no sábado. Kobusch estava na na base do Monte Everest, acampado com outros alpinistas, quando uma avalanche atingiu o local. Até este domingo, as autoridades do Nepal contabilizaram 2.500 mortos após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o país. Neste domingo, outro tremor atingiu o local, porém, em menor magnitude: 6,7.
Mais de 1.100 pessoas estavam no Vale do Katmandu, um lugar que reúne as características das civilizações antigas da Ásia e também a pujança econômica da nação himalaia de 28 milhões de pessoas. Helicópteros militares indianos levaram alguns feridos para hospitais locais, mas funcionários do governo disseram que as operações haviam sido atrapalhadas pela chuva, névoa e tremores posteriores. Com milhares de pessoas dormindo a céu aberto, sem energia elétrica e água, e com previsão de chuva, há temores de um desastre humanitário ainda maior. Por todo o país, centenas de vilarejos foram deixados à própria sorte.
Devastação - O terremoto de sábado foi o maior a atingir o país em 80 anos. Seu epicentro foi no distrito de Gorkha, cerca de 80 quilômetros a noroeste de Katmandu, de acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). As estradas para essa região foram bloqueadas por deslizamentos, dificultando o trabalho de equipes de resgate, que estão caminhando pela montanha para chegar às vilas mais remotas.
No centro da capital, Katmandu, vários edifícios desabaram, incluindo templos e minaretes. Entre eles, estava a torre de nove andares conhecida como Dharahara Tower, um dos marcos de Katmandu, construída pelos governantes reais do Nepal e reconhecida pela Unesco como patrimônio histórico.
O terremoto foi tão forte que pôde ser sentido em partes da Índia, Bangladesh, Paquistão e na região do Tibete, na China. Ele também desencadeou uma avalanche no Monte Everest, que atingiu acampamento na base da montanha. Pelo menos 17 pessoas morreram e 61 ficaram feridas como resultado dos deslizamentos, entre eles o executivo do Google Dan Fredinburg.
domingo 26 2015
Senado articula bloco contra pauta de Eduardo Cunha
- Atualizado em
Senadores começaram a articular a criação de uma frente suprapartidária com o objetivo de "barrar" pautas patrocinadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que eventualmente cheguem à Casa. A principal intenção do grupo, ainda embrionário, é respaldar a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de "desacelerar" a tramitação do projeto que trata da regulamentação da terceirização do País, ao contrário da rápida votação que a matéria teve na Câmara sob a gestão de Cunha.
O grupo, que começou a ser formado durante a tramitação do projeto que fixa o marco legal da biodiversidade, na semana passada, definiu ao menos quatro pautas prioritárias para serem discutidas em outro ritmo no Senado: além da terceirização, as propostas que tratam da redução da maioridade penal, da flexibilização do porte de armas com mudanças no Estatuto do Desarmamento e o chamado Estatuto da Família, que determina, entre outros pontos, que apenas a união de um homem e uma mulher pode constituir uma família. Desses, apenas a terceirização já passou pela Câmara.
"Temos um momento novo na política e um presidente da Câmara que está vindo com uma agenda extremamente conservadora e de supressão de direitos", afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), um dos articuladores da criação da frente. "(É preciso) somar força com o presidente Renan Calheiros no enfrentamento dessa ameaça que o presidente da Câmara, lamentavelmente, faz", disse ontem o 1.º vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC).
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), outro articulador da frente, disse ter ficado "horrorizado" com o fato de Cunha falar que vai restabelecer a proposta de terceirização aprovada pela Câmara caso o Senado realize modificações. "É a primeira vez que vejo uma posição monocrática, como se todos fossem vassalos dele", afirmou. "Se ele tem esse poder, muito bem, que exerça, mas nós no Senado temos que cumprir o nosso papel", completou o pedetista, que, embora não tenha apoiado em fevereiro a reeleição de Renan, é a favor da posição dele de manter uma tramitação normal da proposta no Senado.
Lindbergh afirmou que vai intensificar na próxima semana as conversas com integrantes da base e da oposição para aumentar as adesões ao grupo que, acredita, pode chegar a 30 senadores. A primeira reunião formal do grupo está marcada para terça-feira, no gabinete do líder do PSB, João Capiberibe (AP).
O objetivo imediato do petista é fazer com que o projeto de terceirização só seja concluído no Senado depois de janeiro de 2017, quando Cunha deixará a presidência da Câmara. "Se (o projeto) demorou 11 anos na Câmara, não vejo como esse projeto, passando por quatro comissões, demore menos de dois anos no Senado", afirmou.
Mesmo tendo sido aprovado na quarta-feira pela Câmara, o projeto ainda não chegou oficialmente ao Senado, o que só deve ocorrer amanhã. Só a partir daí, e com a decisão do presidente da Casa, será possível saber qual tramitação a proposta terá no Senado. A intenção de Lindbergh coincide com as discussões que Renan tem tido nos bastidores de "engavetar" o projeto que trata da terceirização, embora, oficialmente, negue intenção de polemizar com Cunha.
Os presidentes do Senado e da Câmara têm protagonizado nos bastidores uma queda de braço desde que o aliado de Renan, Vinícius Lages, foi desalojado do Ministério do Turismo em favor do apadrinhado de Cunha, o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves.
(Com Estadão Conteúdo)
Encontros continuam... Rodrigo Janot continua sem dar explicações sobre a seus encontros com políticos.
Rodrigo Janot continua sem dar publicidade a seus encontros com políticos. Alimenta, assim, teorias da conspiração em gabinetes de Brasília.
Em fevereiro, esteve secretamente com José Eduardo Cardozo dias antes da divulgação da lista dos envolvidos na operação Lava-Jato. Este mês, teve encontros não divulgados com Humberto Costa e Arthur Lira, ambos investigados no Petrolão.
(Atualização, às 17h17: Arthur Lira entrou em contato para dizer que seu encontro com o PGR foi para tratar de assuntos da Comissão de Constituição e Justiça, da qual é presidente)
Veja.Com
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