quarta-feira 18 2015

José Eduardo Cardozo 1 – A demissão moralmente obrigatória de quem nunca deveria ter sido nomeado

José Eduardo Cardozo

18/02/2015
 às 5:03


Quem me acompanha aqui sabe que já discordei de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo, muitas vezes. E já concordei com ele também. E nem sempre o PT estava em pauta. Eu não critico ou aplaudo pessoas, mas sua atuação pública e suas opiniões. Barbosa voltou a ser alvo da fúria dos petralhas porque, há quatro dias, postou esses dois comentários em sua conta no Twitter — eu os reproduzo também em texto para facilitar a vida de quem replica meus posts.1) “Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a Presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça.”
2) “Ajuda à memória coletiva: pesquisem sobre 1 controvertida decisão do TCU de jun/jul 2012, pouco antes do início do julgamento da Ap 470.”
José Eduardo Cardoz0-Barbosa 1
José Eduardo Cadozo-Barbosa 2
Vamos entender o que ele escreveu. Barbosa se referia à reportagem da mais recente edição da revista VEJA, informando que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fez uma reunião, em seu gabinete, com o advogado Sérgio Renault, defensor da empreiteira UTC, que pertence ao empresário Ricardo Pessoa, preso desde novembro pela Operação Lava-Jato. O ex-deputado e advogado petista Sigmaringa Seixas também estava presente. Pessoa é visto pelo Planalto como homem-bomba. Amigo pessoal de Lula, considera que foi abandonado pelo petismo e já deixou registrado num manuscrito que a dinheirama financiou os companheiros, inclusive a candidatura de Dilma. É claro que há aí uma senda para o impeachment, daí o pânico.
Cardozo primeiro negou o encontro. Ao perceber que era inútil, admitiu o que seria uma conversa informal — parte de suas atribuições, segundo disse. O estranho é que a audiência não estava em sua agenda. Mais estranhas ainda foram as, digamos, garantias que ele passou a Renault em sua conversa. Anunciou uma reviravolta no caso da Lava-Jato logo depois do Carnaval, quando nomes graúdos da oposição também seriam tragados pela voragem. Como o ministro sabe? Eis um mistério.
Fato: depois da conversa de Cardozo com o advogado, a UTC, a OAS e a Camargo Corrêa recuaram de eventuais acordos com o Ministério Público. Segundo um advogado confidenciou à revista VEJA, também se tratou de outro assunto naquela reunião: a garantia de que Lula estava entrando pessoalmente na, digamos, “jogada”. Com que poder? Não se sabe.
É evidente que conversa dessa natureza é inaceitável. E, por isso, com justeza, Barbosa cobrou a cabeça de Cardozo — a quem, diga-se, ninguém minimamente razoável reconhece credenciais para ocupar aquele cargo. Vamos entender agora a segunda mensagem do ex-ministro do STF.  Escreveu ele: “pesquisem sobre uma controvertida decisão do TCU de jun/jul 2012, pouco antes do início do julgamento da Ap 470”. A Ação Penal 470 é a do mensalão.
Muita gente não entendeu. Refresco a memória de vocês. O caso é um pouco complicado e eu o  expliquei em detalhes aqui em meu blog no dia 20 de julho de 2012. Para entender o caso, leitor, você tem de saber o que é “bonificação por volume”. Trata-se do desconto que veículos de comunicação concedem a agências de publicidade, que costumam ficar com o dinheiro como parte de sua remuneração, em vez de devolvê-lo aos anunciantes. Segundo a lei que havia no Brasil, no caso de estatais, as agências eram obrigadas a devolver esse desconto às empresas. Pois bem: o TCU constatou que agências de publicidade, muito especialmente as de Marcos Valério, haviam embolsado, até 2005, ano em que explodiu o mensalão, R$ 106,2 milhões.
Agora, é preciso a gente se lembrar que Ana Arraes, a mãe do então lulista Eduardo Campos, foi conduzida ao TCU em setembro de 2011. E foi ela a relatora justamente desse caso do dinheiro sequestrado pelas agências. Ana contrariou o parecer técnico do tribunal e disse não ver nada de errado na retenção. E o fez com base em uma lei proposta sabem por quem? Pelo então deputado federal petista José Eduardo Cardozo, o mesmo que faz reuniões impróprias.
A “lei” inventada por Cardozo, a 12.232,  mudava a regra: as agências poderiam ficar com o dinheiro do desconto e pronto! Só foi sancionada pelo então presidente Lula em 2010. Ocorre que o texto tornava legal a retenção daquele dinheiro também para contratos já encerrados. Entenderam? Cardozo assinou um projeto, sancionado de bom grado por Dom Lulone, que, na prática, tornava legal a ilegalidade praticada por Valério. Uma lei não pode retroagir para punir ninguém, mas, para beneficiar, pode. Ao tentar legalizar parte da dinheirama do mensalão, é evidente que o deputado Cardozo procurava influenciar a decisão dos ministros do Supremo no julgamento do mensalão.
Felizmente, a operação deu errado, e a cúpula do PT foi parar atrás das grades, ainda que já tenha saído de lá. Mas a operação vergonhosa deixou sua marca. Em outro post (abaixo), trato da face cordial da truculência.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/jose-eduardo-cardozo/

terça-feira 17 2015

Como prevenir um infarto

Controlar os níveis de colesterol


Um dos principais fatores para evitar acúmulo de gordura na parede das artérias (a chamada aterosclerose) é controlar os níveis de colesterol. Enquanto o colesterol ruim (LDL) deposita gordura na parede das artérias, o colesterol bom (HDL) leva o excesso de gordura para o fígado, de onde ele será eliminado pelo intestino.
Taxas saudáveis de LDL e HDL evitam a formação de placas de gordura, que causam coágulos. “A aterosclerose diminui o calibre do vaso e pode levar até à obstrução do fluxo sanguíneo. Ou ela pode criar uma fissura que exponha o núcleo da placa de gordura. Essa parte, ao entrar em contato com o sangue, origina o coágulo”, explica o cardiologista Cesar Jardim, responsável pelo Clinic Check up do Hcor Diagnóstico, em São Paulo.
Seguir uma dieta pobre em gordura saturada e rica em fibras, praticar atividade física e parar de fumar são medidas que ajudam no controle do colesterol.

Praticar atividade física

De acordo com o cardiologista José Renato, do Hospital Samaritano de São Paulo, a atividade física é uma das medidas isoladas mais benéficas para a prevenção do infarto. Hormônios liberados pelo organismo depois do exercício, como a endorfina, relaxam a parede das artérias. A pressão arterial cai, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom, que elimina o excesso do colesterol ruim no organismo, se eleva. A recomendação é praticar 30 minutos de atividade física como corrida, caminhada e natação no mínimo três vezes por semana.

Não fumar

Substâncias presentes no cigarro, como a nicotina, facilitam a coagulação sanguínea e fazem as placas de gordura se lesionarem com mais facilidade. “O cigarro funciona como uma gasolina para a aterosclerose se formar e se romper”, explica o cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo, Marcelo José de Carvalho Cantarelli, coordenador da campanha Coração Alerta da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Controlar o diabetes

Altas taxas de açúcar no sangue facilitam a formação das placas de gordura na artéria que, por sua vez, podem ocasionar um coágulo. Isso acontece porque o diabetes enrijece a parede interna do vaso (endotélio), ao alterar seu metabolismo. “Além disso, a síndrome desregula o nível de colesterol no sangue, outro fator que favorece a formação de coágulos e a ocorrência do infarto”, explica Marcelo José de Carvalho Cantarelli.

Evitar o stress

Quando o organismo está submetido ao stress contínuo, libera uma grande quantidade de noradrenalina, um neurotransmissor que contrai os vasos e favorece a coagulação. “O stress crônico aumenta os níveis de pressão arterial e de glicemia, por exemplo, fatores que elevam o risco de infarto”, afirma cardiologista José Renato, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Controlar a hipertensão

A hipertensão pode causar lesões nas paredes internas das artérias e torná-las menos elásticas e mais predispostas ao endurecimento. “Esse processo aumenta o risco de infarto por facilitar o depósito de gordura no vaso e, consequentemente, o desenvolvimento da aterosclerose”, diz Cesar Jardim.

Manter o peso ideal

A obesidade pode levar ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes, fatores de risco para o infarto. Por isso, é preciso monitorar a balança. O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e taxa de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.

Tomar cuidado ao associar anticoncepcionais e tabagismo

O infarto costuma ser associado ao sexo masculino. A incidência do problema, no entanto, é cada vez maior entre o feminino. Há 30 anos, havia dez homens infartados para cada mulher. Hoje, essa relação é de três homens para cada mulher. Uma das razões é a combinação entre anticoncepcional e tabagismo. O medicamento facilita a coagulação sanguínea, assim como o cigarro. “Os dois fatores somados aumentam o risco de infarto também em mulheres jovens”, diz Marcelo José de Carvalho Cantarelli.

Estudo revela a dose mínima de atividade física para proteger o coração

Cardiologia

Pesquisadores concluíram que mulheres na meia-idade não precisam se exercitar mais de três vezes por semana para diminuir em 20% o risco de infarto e derrame

Corrida
Segundo os pesquisadores, o exercício deve ser intenso o suficiente para causar suor ou acelerar os batimentos cardíacos (Thinkstock)
Praticar exercício físico duas ou três vezes por semana é suficiente para reduzir em 20% o risco de infarto e derrame em mulheres na meia-idade. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicada nesta segunda-feira no periódico Circulation.
Os cientistas analisaram dados de mais de 1 milhão de mulheres com idade média de 56 anos. Nenhuma participante tinha histórico de câncer, doenças do coração, derrame e diabetes. Aquelas que faziam duas ou três vezes por semana alguma atividade intensa o suficiente para suar ou acelerar os batimentos cardíacos colhiam benefícios para a saúde cardiovascular. Os pesquisadores contaram como exercícios não apenas modalidades praticadas na academia, mas também jardinagem e caminhada. Não foram encontradas evidências de que exercitar-se mais de três vezes por semana reduz ainda mais os riscos de infarto e AVC.
“Para prevenir doenças do coração e derrame, as mulheres não precisam se exercitar muitas vezes por semana. A alta frequência de atividade física oferece pouco benefício adicional à saúde, se comparada à frequência moderada”, afirma Miranda Armstrong, professora da Universidade de Oxford e coautora do estudo. 
(Da redação de VEJA.com)

IL DIVO - I Believe In You, duet with Celine Dion~Live at The Greek Thea...





segunda-feira 16 2015

Os Normais - Episódio 19 - Grilar é normal - Parte 1





Céline Dion - Where Does My Heart Beat Now





O campo minado de Dilma no Congresso

Governo

Presidente começa a colher as consequências da crônica falta de diálogo com parlamentares aliados, que ameaçam derrubar propostas vitais para o Planalto

Marcela Mattos e Gabriel Castro, de Brasília
DOR DE CABEÇA - Com Eduardo Cunha à frente, a Câmara impôs sucessivas derrotas ao governo em duas semanas
DOR DE CABEÇA - Com Eduardo Cunha à frente, a Câmara impôs sucessivas derrotas ao governo em duas semanas(Divulgação)
Sem dar prioridade à articulação política ao longo de todo o primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff agora colhe os resultados da falta de diálogo com os parlamentares: sua segunda temporada à frente do Palácio do Planalto não completou dois meses e o Congresso Nacional já se tornou um campo minado. A nova Legislatura foi oficialmente aberta há duas semanas, tempo suficiente para que deputados e senadores, inclusive os que desembarcaram em Brasília como aliados, articulassem a rejeição a projetos caros ao governo. Mais: como apoio de siglas governistas, a criação de uma nova CPI da Petrobras avança.
A insatisfação de parlamentares com o estilo Dilma de governar não é novidade. Mas passou a ser uma preocupação real para os articuladores políticos do Planalto depois que deputados do PT engrossaram o movimento para alterar projetos prioritários enviados pelo governo ao Congresso Nacional. Agora, até mesmo a base aliada fala abertamente em descolar-se do Planalto. O caso mais latente é o do pacote que endurece as leis trabalhistas.
“Existe o apoio permanente da nossa bancada ao governo e ao nosso projeto. Isso não quer dizer que, em determinadas questões, o PT não tenha uma posição diferenciada e que não se possa buscar uma mudança. Vemos isso como uma melhoria aos compromissos históricos que nós representamos”, afirma o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Para piorar, Dilma tem perdido sustentação em outro importante pilar: as centrais sindicais. Na última semana, sindicalistas estiveram com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para pedir que o Congresso altere as medidas anunciadas pelo governo na tentativa de enxugar gastos.
Diante de uma encruzilhada que pode ameaçar sua governabilidade, Dilma decidiu sair do isolamento e, enfim, negociar, um verbo com o qual não tem nenhuma familiaridade. Na semana passada, reuniu-se com centrais sindicais, formou uma tropa de choque de dez partidos na Câmara e ainda escalou um núcleo de cinco petistas para enquadrar sua base. A presidente já chegou a recorrer a medidas do tipo em outros momentos de aperto. Nunca, contudo, enfrentou uma crise política como a que atravessa agora. E, a julgar pelas bombas já armadas pelo Congresso, o futuro não parece fácil.

Campo minado

Rejeitar o endurecimento das regras trabalhistas

Logo depois de ser reeleita, Dilma colocou em prática aquilo que negou ao longo de toda a campanha: mudou as regras trabalhistas, tornando mais rígido o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, à pensão por morte e ao auxílio-doença. As medidas são caras ao governo: a Fazenda afirma que, com esses ajustes, conseguiria economizar até 18 bilhões de reais por ano. Por outro lado, o endurecimento na concessão dos benefícios aos trabalhadores desagrada as centrais sindicais e até parlamentares do PT, que pressionam por mudanças nas regras sob o risco de derrubá-las em plenário. Mais de 700 emendas (alterações) ao texto foram propostas por deputados.

CPIs (Petrobras, BNDES e setor elétrico)

Se a CPI da Petrobras do ano passado, comandada por fieis aliados do Planalto, trouxe eventuais dores de cabeça ao governo, a que foi criada neste mês tem poder de estrago ainda maior. A comissão será exclusiva da Câmara dos Deputados, onde os aliados são mais rebeldes, e comandada por um nome escolhido pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto de Dilma, o que tende a diminuir a influência do governo no colegiado. Outra comissão de inquérito é articulada na Casa: a que prevê a apuração das causas e a responsabilização pela “desestruturação do setor elétrico”. No Senado, prepara-se a CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apurar indícios de irregularidades em financiamentos a empresas como a JBS Friboi e a projetos em Cuba, Venezuela e Equador.

Derrubada do veto à correção da tabela do IR

Depois de sessões durante a madrugada e do esforço de petistas em derrubar a matéria, a correção em 6,5% na tabela do Imposto de Renda foi aprovada pela Câmara e pelo Senado como uma forma de igualar o índice à inflação do ano passado, que chegou a ultrapassar o teto da meta (justamente de 6,5%). No entanto, a presidente Dilma vetou a proposta sob o argumento de que ela levaria “à renúncia fiscal da ordem de 7 bilhões de reais”. Em contrapartida, o governo prometeu enviar ao Congresso um reajuste de 4,5% no IR – o que, quase um mês depois, ainda não aconteceu e gerou um mal-estar entre os congressistas, que prometem derrubar o veto. O Planalto tem até a semana seguinte do Carnaval, quando o tema está previsto para ser votado, para negociar a manutenção da canetada presidencial.

Aumento do prazo da aposentadoria de ministros do STF

Logo ao assumir o comando da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) decidiu pautar uma proposta engavetada há dez anos na Casa: a que altera de 70 para 75 anos a idade limite para a aposentadoria de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU), conhecida como a PEC da Bengala. Como pano de fundo, há o temor do atual governo em não indicar até cinco ministros do STF – que devem se aposentar compulsoriamente até 2018 – no momento em que o Ministério Público Federal se prepara para denunciar os políticos citados como beneficiários de propina na Operação Lava Jato. Como argumento para impedir a proposta, o líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), defendeu nesta semana o estabelecimento de uma “carência” para a PEC entrar em vigor – só valeria para os futuros ministros.

Reforma política nas mãos da oposição

À revelia do Palácio do Planalto, a Câmara instalou a comissão para discutir a reforma política. O colegiado terá o comando do oposicionista Rodrigo Maia (DEM-RJ) e se debruçará sobre um texto que traz propostas rechaçadas pelo PT, como a manutenção do financiamento privado de campanha, prática que o partido sonha em proibir. Com um espaço reduzido na comissão – está à frente apenas da vice-presidência –, o partido terá de intensificar as negociações em busca de conseguir fazer mudanças à matéria. Fiador da matéria, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenta aprová-la até setembro deste ano para poder ser aplicada nas eleições de 2016.

Barreira ao projeto de Kassab

A Câmara se mobiliza para minar o mais novo projeto do ministro Gilberto Kassab (Cidades): fundar outro partido, o PL, uni-lo ao seu já criado PSD e formar um dos maiores blocos na Câmara. Pela regra, importantes cargos são distribuídos pelo critério do tamanho da bancada, como nas comissões, na Mesa Diretora e em CPIs. Diante de um PMDB rebelde, um fiel aliado é tudo o que o governo gostaria. Mas esse mesmo PMDB, apoiado pela base e oposição, tenta impor uma barreira ao sonho de Kassab: quer alterar a legislação eleitoral, incluindo a regra de que os partidos só vão poder se fundir depois de cinco anos de criação. Na última semana, os deputados aprovaram a urgência desse projeto, e agora ele deve ser analisado diretamente pelo plenário.