quarta-feira 04 2015
Silas Malafaia e a agressão à democracia – A Avaaz, o site internacional de petições, sob o comando, no Brasil, de Pedro Abramovay, está desmoralizado. Veja como e por quê. Ou: Como usar Renan Calheiros para ocultar algo… pior do que Renan: a ditadura do falso consenso!
Caros leitores, vai um texto longo. Mas prestem muita atenção porque ele trata de uma questão cada vez mais relevante no Brasil: a qualidade da nossa democracia, que está sendo assaltada pelos capitães do mato do politicamente correto
Não, eu não sabia que Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça e defenestrado por Dilma da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas porque defendeu a não prisão de “pequenos traficantes” (???), é agora “diretor de campanhas”, no Brasil, da Avaaz, uma entidade internacional de petições online. A campanha mais bem-sucedida do grupo é a que pede o impeachment do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Eu mesmo publiquei aqui muitos posts a respeito, com link para a petição. É evidente que a gente pode ser contra a permanência de Renan na presidência do Senado sem precisar se alinhar com Pedro Abramovay. E eu não me alinho com ele por uma penca de motivos. Gosto de clareza e rejeito gente que faz tráfico de ideias. Acho que este rapaz é partidário do totalitarismo ilustrado. E vou dizer, mais uma vez, por quê — há um motivo novo, estupefaciente! Entendo, agora com mais detalhes, por que a petição contra Renan penetrou tão facilmente nos grandes veículos. O moço tem “contatos na mídia” — mais do que muitos imaginam. Sabe ser “de confiança” para a esquerda e para setores do que já se chegou a chamar “direita”. É um bico doce! Bem, resta uma conclusão neste primeiro parágrafo: se Abramovay é um dos comandantes da Avaaz, isso quer dizer que parte da pressão para derrubar Renan Calheiros — ainda que isso possa ser justo — parte do próprio… PT! Não, isso não me fará apoiar Renan. Mas convém não ser ingênuo. Se Abramovay é filiado ou não ao partido, isso é irrelevante. O fato é que se trata de um seu fiel servidor. A entidade que ele dirige fez um troço escandaloso. Ele não tem como se desmoralizar; a Avaaz, sim! Antes que entre no caso, um pouco mais de memória.
Abramovay ainda estava na Secretaria Nacional de Justiça e de malas prontas para se transferir para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas quando concedeu uma entrevista ao Globo defendendo o fim da prisão para pequenos traficantes. Seus amigos tentaram negar que o tivesse feito. Fez. Dilma o demitiu — uma decisão correta; eu a apoiei então. Procurem nos arquivos e encontrarão. Esse moço é o inspirador de uma campanha que foi parar na televisão chamada “é preciso mudar”, que defende, na prática, a descriminação do consumo de drogas, ainda que tente edulcorar a proposta. Num tempo em que o país se vê às voltas com o flagelo do crack, os valentes acham que essa é um boca causa…
Não só isso. Abramovay também está entre aqueles que acham que o Brasil prende demais — os números demonstram que prende é de menos. Quando um surto de violência tomou conta de São Paulo, ele preferiu voltar as suas baterias contra o governo estadual, não contra os bandidos. É que ele era um dos divulgadores da tese — e disse isso em entrevista ao jornal O Globo (de novo!) — de que a taxa de homicídios no estado estava entre as mais baixas do país porque quem continha os assassinatos era o PCC… Também deixava entrever a suspeita de que haveria uma espécie de pacto entre a Secretaria de Segurança e o crime organizado. Como setores da imprensa afinados ideologicamente com ele lhe dão trela, a cobertura jornalística viveu um momento notavelmente esquizofrênico: de um lado, o governo do estado era acusado de patrocinar uma guerra cega contra os bandidos; de outro, era acusado de ter feito um pacto com eles. Em qualquer dos casos, quem apanhava era a polícia. Abramovay fez parte — e, em certa medida, foi seu articulador intelectual (dou crédito a quem merece!) — da campanha que resultou na queda de Antônio Ferreira Pinto, então secretário da Segurança Pública. Vejam que não acuso este rapaz de cometer crime nenhum. É possível alimentar ideias moralmente dolosas, pelas quais não se pode nem se deve ser punido. Mas o debate? Ah, esse tem de ser feito.
Vai acima uma pequena síntese das causas deste valente e de sua inegável influência na imprensa. Nem poderia ser diferente. Apareceu como um geniozinho do direito pelas mãos de Márcio Thomaz Bastos, aquele que era ministro da Justiça quando explodiu o caso do mensalão e que depois se tornou o advogado da fatia mais abastada, sem trocadilho, dos mensaleiros. Havendo alguma inverdade nesta breve síntese sobre o doutor sênior, ouvirei com cuidado. Mais: Abramovay é tido como gênio sem que precise demonstrá-lo. É porque dizem que é… Cadê a obra?
Vamos ao caso de agoraTodos conhecem o pastor Silas Malafaia. Ele é formado em psicologia e tem o devido registro profissional. Muito bem! Malafaia tem algumas opiniões que, de modo absoluto e irrecorrível, não coincidem com as minhas. E, evidentemente, concordamos em muita coisa. Destaco a concordância: ambos somos defensores radicais da liberdade de expressão e críticos severos do tal PLC 122 (a suposta lei anti-homofobia), que, se aprovado, pode mandar alguém para a cadeia por motivos meramente subjetivos. Já escrevi a respeito e não vou me alongar. E destaco uma das radicais discordâncias: Malafaia acredita que homossexuais possam ser reorientados — como deixou claro em recente entrevista a Marília Gabriela, que bombou no YouTube. Eu não acredito. As pessoas são o que são — e acho que permanece um mistério a causa. Acho, sim, que cada indivíduo pode disciplinar a sua sexualidade e, então, fazer escolhas. Assim, eu não aprovo, não endosso nem defendo o trabalho de psicólogos que se dedicam a reorientar a sexualidade de seus pacientes.
Proibir, no entanto, que psicólogos atuem na “reorientação” junto àqueles que, voluntariamente, queiram se submeter a ela é uma violência antidemocrática, que fere a Constituição. Já escrevi um longo texto a respeito. O Conselho Federal de Psicologia aprovou uma resolução no dia 22 de março de 1999. Há lá coisas corretas e de bom senso e alguns absurdos. Reproduzo em azul trecho daquele post, em que transcrevo o Artigo 3º:
(…)
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
(…)
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Ora, isso é só bom senso. Quem poderá defender que alguém, no gozo pleno de suas faculdades mentais, possa ser submetido a um tratamento contra a sua vontade? Convenham: isso nem é matéria para um conselho profissional. Mas me parece evidente que a resolução avança o sinal e joga no lixo o Artigo 5º da Constituição quando determina, por exemplo, o que segue:
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Qual é o principal problema desses óbices? Cria-se um “padrão” não definido na relação entre o psicólogo e a homossexualidade. Esses dois trechos são tão estupidamente subjetivos que se torna possível enquadrar um profissional — e puni-lo — com base no simples achismo, na mera opinião de um eventual adversário. Abrem-se as portas para a caça às bruxas. Digam-me cá: um psicólogo que resolvesse, sei lá, recomendar a abstinência sexual a um compulsivo (homo ou hétero) como forma de livrá-lo da infelicidade — já que as compulsões, segundo sei, tornam infelizes as pessoas —, poderia ou não ser enquadrado nesse texto? Um adversário intelectual não poderia acusá-lo de estar propondo “a cura”? Podemos ir mais longe: não se conhecem — ou o Conselho Federal já descobriu e não contou pra ninguém? — as causas da homossexualidade. Se um profissional chega a uma determinada terapia que homossexuais, voluntariamente, queiram experimentar, será o conselho a impedir? Com base em que evidência científica? Há uma diferença entre “verdade” e “consenso da maioria influente”. Ademais, parece-me evidente que proibir um profissional de emitir uma opinião valorativa constitui uma óbvia infração constitucional. Questões ligadas a comportamento não são um teorema de Pitágoras. Quem é que tem o “a²= b²+c²” da homossexualidade? A resolução é obviamente autoritária e própria de um tempo em que se impõe a censura em nome do bem.
RetomoCaras e caros, estão percebendo o que distingue uma sociedade democrática de uma sociedade totalitária, que, nos tempos modernos, se impõe com as vestes da democracia? Eu discordo de Silas Malafaia; eu discordo daqueles que acreditam na reorientação de homossexuais, mas me parece absurdo que um conselho profissional queira se imiscuir, desse modo, na relação entre paciente e psicólogo. Não existe isso em nenhum lugar do mundo!!! “Ora, Reinaldo, a Organização Mundial de Saúde não considera a homossexualidade uma patologia…” E daí? Ter o nariz torto, grande demais, pequeno demais ou o queixo arrebitado não são patologias também. Mas as pessoas podem estar infelizes com isso. Há gente que sofre porque é bonita demais, rica demais, famosa demais, essas coisas que, à primeira vista, parecem desejáveis aos feios, aos pobres e aos anônimos… O mundo é complexo.
O que pretendem? Um Esquadrão do Psicologicamente Correto a invadir consultórios para saber se o profissional está fazendo o trabalho como deve? POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, PRETENDEM, SIM, FAZER ALGO PARECIDO. E agora, finalmente, depois dessa longa explanação, chego a Pedro Abramovay.
Silas Malafaia e a AvaazAlguém lançou na página da Avaaz uma petição propondo a cassação do registro profissional de Silas Malafaia. Razão? As suas opiniões sobre a homossexualidade e a defesa que faz do que chama trabalho de “reorientação”. O próprio Conselho Federal de Psicologia já o ameaçou com isso, o que é, reitero, uma barbaridade. Debates assim não teriam a mínima chance de prosperar em países de cultura democrática consolidada.
Muito bem! No dia 9 deste mês, Ricardo Rocha lançou no mesmo site uma petição contra a cassação do registro. Ora, não é assim que as coisas devem funcionar? No escopo da democracia, alguns fazem petição a favor de terminadas causas, outras, contra. Pois bem: anteontem, aconteceu o que certamente a patrulha não esperava: os signatários favoráveis à manutenção do registro profissional de Malafaia (eu teria assinado com gosto se tivesse sabido a tempo, mesmo discordando radicalmente dele nesse particular)superaram, em número, os que queriam cassá-lo: 65.786 contra 55.000. E então se deu o ato indigno.
Ricardo Rocha, o criador da petição favorável à manutenção do registro de Malafaia, recebeu a seguinte mensagem da Avaaz, DIRIGIDA E DESMORALIZADA, NO BRASIL, por Pedro Abramovay (leiam com atenção!):
*
Olá RICARDO
Obrigado por criar uma petição no site da Petições da Comunidade da Avaaz. Como está dito nos nossos Termos de Uso, nós somos uma comunidade não lucrativa baseada em valores e 100% financiada por pequenas doações de nossos membros. Como resultado, nós somos requeridos por lei e pela nossa comunidade a apenas promover campanhas que visam a nossa missão. Para ter a certeza de que estamos fazendo isso, nós enviamos petições para nossa comunidade todos os dias para pesquisar e checar se elas são apoiadas pela comunidade ou não.
Infelizmente, a maioria dos membros da Avaaz não apoiaram sua petição e, seguindo nossos Termos de Serviço, tivemos que removê-la de nosso site. Nós sentimos muito por isso e esperamos que isso não impeça sua participação ou criação de outras campanhas.
O texto da sua petição está abaixo desta mensagem. Você pode considerar recomeçá-lo num site comercial que não possui restrições legais sobre qual tipo de campanha eles podem promover como Care2.com, petitionsonline.com ou change.org.
Nossas sinceras desculpas,
A equipe da Avaaz
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Olá RICARDO
Obrigado por criar uma petição no site da Petições da Comunidade da Avaaz. Como está dito nos nossos Termos de Uso, nós somos uma comunidade não lucrativa baseada em valores e 100% financiada por pequenas doações de nossos membros. Como resultado, nós somos requeridos por lei e pela nossa comunidade a apenas promover campanhas que visam a nossa missão. Para ter a certeza de que estamos fazendo isso, nós enviamos petições para nossa comunidade todos os dias para pesquisar e checar se elas são apoiadas pela comunidade ou não.
Infelizmente, a maioria dos membros da Avaaz não apoiaram sua petição e, seguindo nossos Termos de Serviço, tivemos que removê-la de nosso site. Nós sentimos muito por isso e esperamos que isso não impeça sua participação ou criação de outras campanhas.
O texto da sua petição está abaixo desta mensagem. Você pode considerar recomeçá-lo num site comercial que não possui restrições legais sobre qual tipo de campanha eles podem promover como Care2.com, petitionsonline.com ou change.org.
Nossas sinceras desculpas,
A equipe da Avaaz
VolteiAh, bom! Então tá!
Atenção, meus caros! A primeira petição não era “favorável aos gays”, mas a favor da cassação do registro profissional de Malafaia. A segunda petição não era “contra os gays”, mas contra a cassação daquele registro.
Quando a Avaaz diz que só faz campanhas que visam “à sua missão”, cabe perguntar: uma de suas missões é cassar registros profissionais de pessoas das quais a “comunidade do site” discorda? A entidade, cuja sede é nos EUA, tem uma página gigantesca em que expõe os termos de uso, as questões legais e coisa e tal. Ali está escrito que a direção pode, sim, consultando seus membros, retirar ou recusar petições — desde que elas ofendam, segundo entendi, os princípios gerais ali expostos.
Ora, se alguma transgressão existe aos fundamentos da Avaaz, ela está justamente na petição que demoniza Silas Malafaia. Trata-se de uma agressão dupla: à sua formação de psicólogo e à sua condição de pastor. Estamos diante de uma soma de intolerâncias. Estamos falando de pessoas que não conseguem conviver com a divergência.
Não sei como se comporta a Avaaz no resto do mundo. Vou tentar saber. O que é certo é que o Pedro Abramovay, o chefe de “campanhas” da entidade no Brasil, acaba de desmoralizá-la. Não duvidem: se os que querem cassar Malfaia tivessem ganhando de goleada, a outra petição não teria sido retirada. É que, no jogo de que Abramovay é “árbitro”, só um lado pode vencer.
ConcluindoO caso ilustra esta era do fascismo do consenso. Embora, como se demonstrou até o momento em que a petição foi retirada do ar, a maioria estivesse contra a cassação do registro de Silas Malafaia, ficou valendo a voz da minoria que quer puni-lo, numa agressão óbvia à Constituição. O consenso vira a voz da minoria!Assim, no Brasil, a Avaaz deixa de ser um site de petições que vocaliza a opinião da sociedade civil, como eles pretendem, para se transformar num grupo de pressão que tem uma agenda política.
Eu não esperava outra coisa de uma entidade comandada por Pedro Abramovay ou que o tem como “diretor de campanhas”.
“Ah, mas e a causa meritória contra Renan Calheiros?” Bem, trata-se apenas de um caso em que a virtude serve para ocultar os vícios.
Lamento! A Avaaz está desmoralizada. Enquanto Pedro Abramovay for seu “diretor de campanha”, este blog não mais reproduzirá as suas petições, ainda que sejam feitas contra o demônio… De algum modo, o rabudo estará se beneficiando. Este blog encontrará formas certamente mais sinceras — e democráticas — de se opor ao Coisa Ruim. De resto, não sou tolo e sei que o site pode muito bem sobreviver sem mim. Não vou coonestar totalitários em pele de cordeiro.
No Brasil, a Avaaz deixou de ser a voz da sociedade civil para ser a dona de uma agenda política, como é o petista, pouco importa se só de coração ou também de carteirinha, Pedro Abramovay. A democracia de um lado só é a forma mais virulenta de ditadura. E eu dou um pé simbólico no traseiro de ditadores desde os 14 anos. Na prática, Abramovay e a Avaaz, no Brasil, não são diferentes desses delinquentes políticos e intelectuais que saem por aí agredindo Yoani Sánchez. Há a uni-los a intolerância com a divergência.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/silas-malafaia-e-a-agressao-a-democracia-a-avaaz-o-site-internacional-de-peticoes-sob-o-comando-no-brasil-de-pedro-abramovay-esta-desmoralizado-veja-como-e-por-que-ou-como-usar-renan/#.VNKfKdLn5qQ.facebook
Graça Foster renuncia à presidência da Petrobras
Petrobras
Executiva e mais cinco diretores deixam a estatal. Novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração na próxima sexta-feira

A presidente da Petrobras Graça Foster (Evaristo/AFP/VEJA)
A presidente da Petrobras, Graça Foster, e cinco diretores da companhia renunciaram ao cargo e novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração que será realizada na sexta-feira. As renúncias foram comunicadas pela própria estatal nesta quarta em um ofício ao mercado.
A saída da diretoria acontece em meio às investigações de um escândalo bilionário de corrupção e a dificuldade da atual gestão da companhia para quantificar os prejuízos com fraudes em contratos de obras durante anos.
A saída da diretoria acontece em meio às investigações de um escândalo bilionário de corrupção e a dificuldade da atual gestão da companhia para quantificar os prejuízos com fraudes em contratos de obras durante anos.
Ações – As ações da Petrobras voltavam a disparar nesta quarta-feira reagindo à renúncia de Graça. Na terça, rumores sobre a saída da agora ex-presidente da estatal levaram os papéis da Petrobras à maior alta em 16 anos.
Às 11h desta quarta, os papéis preferenciais da companhia subiam 6%, enquanto as ações ordinárias avançavam 6,33%. No mesmo instante, o Ibovespa tinha valorização de 0,51%.
Às 11h desta quarta, os papéis preferenciais da companhia subiam 6%, enquanto as ações ordinárias avançavam 6,33%. No mesmo instante, o Ibovespa tinha valorização de 0,51%.
"Qualquer mudança na companhia tem viés benéfico, pois mostra que o governo está empenhado em fazer de tudo para que ela não perca o grau de investimento", disse o gerente de renda variável da Fator Corretora, Frederico Ferreira Lukaisus, logo após a notícia.
Em relatório a clientes, antes do anúncio, comentando os rumores sobre a iminente saída de Graça Foster, o analista Frank McGann, do Bank of America Merrill Lynch, ponderou que encontrar substitutos não será fácil. Para McGann, será fundamental a nova diretoria combinar força técnica e um maior nível de independência do que o visto nos últimos anos.
Substituto - O governo busca um executivo para comandar a estatal que preferencialmente seja ligado ao setor de petróleo, afirmou à Reuters na terça-feira uma fonte do governo. O objetivo é ter uma nova diretoria composta por nomes do mercado e também da empresa, disse a fonte.
A presidente Dilma Rousseff procura definir ainda em fevereiro o nome para comandar a estatal, após ter aceito a demissão de Graça Foster em uma reunião em Brasília na terça-feira, afirmou a fonte.
A próxima diretoria terá a missão de apresentar o balanço do quarto trimestre auditado até o fim de abril, já com baixas contábeis necessárias devido ao escândalo de corrupção. Caso não cumpra o prazo, a diretoria terá que conversar com credores para a postergação dos resultados.
No entanto, há credores que acreditam que a empresa já pode ser declarada inadimplente em bilhões de dólares em dívida, mesmo tendo divulgado os resultados atrasados do terceiro trimestre dentro de um prazo autoimposto.
(Com agência Reuters)
terça-feira 03 2015
Ações da Petrobras sobem 14% com expectativa de saída de Graça
Mercado financeiro
Oscilação dos papéis da estatal impulsionou a Bolsa de Valores nesta terça-feira, com o Ibovespa fechando em alta de 2,7%
Ibovespa chegou a subir 2,8%, para 48.992 pontos, na máxima da sessão (Reinaldo Canato/VEJA)
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira, puxada pelo forte avanço das ações da Petrobras depois de rumores sobre possível mudança no comando da estatal. O Ibovespa subiu 2,7%, para 48.939 pontos, segundo dados preliminares. O principal índice da BM&FBovespa chegou a subir 2,8%, para 48.992 pontos, na máxima da sessão.
As ações preferenciais da Petrobras, sem direito a voto, fecharam em alta de 14,78%, a 9,94 reais, enquanto os papéis ordinários, com direito a voto, subiram 13,42% no pregão, encerrando cotados a 9,72 reais.
O jornal Folha de S.Paulo informou no fim da manhã desta terça-feira que Graças Foster teria sido avisada pelo Palácio do Planalto que seria substituída na presidência da Petrobras, fazendo com que as ações da estatal subissem ainda mais. Apesar de a Secretaria de Imprensa do Planalto ter negado a notícia e de a agência de classificação de risco Fitch ter cortado o rating da companhia, os papéis não perderam força e terminaram a sessão com alta de dois dígitos. No fim do pregão, foram divulgadas informações de que Graça Foster estaria reunida com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, numa conversa que poderá definir sua saída da empresa.
Se a saída de Graça se confirmar, Adriano Moreno, diretor-presidente da AZ FuturaInvest, gestora de recursos de pessoas de alta renda, acredita que será uma notícia positiva para a Petrobras. “A saída representará um choque de credibilidade para Petrobras, e também uma sinalização positiva de que a empresa assumirá uma nova fase”, disse. “Acreditamos que será um driver importante para as ações que estão subindo hoje e devem continuar nesta trajetória nas próximas sessões", afirmou.
Já Flávio Conde, analista da Gradual Investimentos, ressalta que, independentemente da saída da executiva, o problema da estatal está em como ela vai captar os 135 bilhões necessários para que a empresa cumpra seu plano de investimentos. “O curto prazo pode melhorar com a substituição da Graça, mas o médio prazo é desafiador”, afirma.
A repercussão positiva do balanço financeiro do Itaú Unibanco também reforçou a alta do Ibovespa nesta terça-feira, com as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) avançando 2,76%. O lucro líquido do banco somou 5,52 bilhões de reais no quarto trimestre, alta de 18,8% ante igual período do ano anterior, impulsionado pela queda da inadimplência, pelas maiores margens com crédito e pelo aumento das receitas com serviços.
Dólar - O dólar fechou em queda nesta terça-feira, voltando a ficar abaixo de 2,70 reais, em meio aos rumores da possível substituição de Graças Foster na Petrobras. A moeda norte-americana recuou 0,78%, para 2,6940 reais na venda, depois de bater 2,6885 reais na mínima da sessão. "Com fatores internos e externos mais favoráveis, o real arranjou força para buscar de novo o (patamar de) 2,70 reais", disse o operador de câmbio da corretora B&T Marcos Trabbold.
O bom humor do mercado externo também contribuiu para a desvalorização do dólar nesta terça-feira. A divisa perdeu força ante o euro, o peso chileno e o peso mexicano, refletindo a maior demanda por ativos de risco devido a forte alta dos preços do petróleo e as expectativas de um acordo para resolver o impasse da dívida na Grécia. "Os mercados em todo o mundo estão animados. O efeito sobre o fluxo de estrangeiros para cá é visível", disse o gerente de câmbio do Banco Confidence, Felipe Pellegrini.
(Com agência Reuters)
Novo Método para Cirurgia de Hemorroidas
Vamos conhecer um pouco mais sobre um problema de saúde que atinge a muitas pessoas, mas que ainda é um motivo de vergonha, estou falando das Hemorroidas. Quando alguém sofre deste problema sente vergonha de falar sobre o assunto, por isso, hoje vamos acabar com esse tabu, e conhecer algumas informações importantes.
Em primeiro lugar vamos saber de fato o é Hemorroida, para depois falarmos do seu tratamento e de uma novidade na área de cirurgia para este problema. As hemorroidas são uma espécies de varizes que ficam localizadas na região anal, as veias que aí se localizam se dilatam e se origina o problema, a diferença das hemorroidas com as varizes é que elas acabam incomodando bastante e deixando a pessoa muito sensível.
A hemorroida é classificada em diferentes graus, desde o 1º grau até o 4º, sendo que o 1º somente ocorre o sangramento anal, contudo a veia não exterioriza, e a 2º a veia sangra e exterioriza, porém volta para o local de origem espontaneamente, 3º ocorre tudo igual ao anterior, somente com uma diferença, a veia não retorna sozinha, precisa ser empurrada e o 4º sangra e exterioriza, entretanto não retorna de maneira nenhuma.
Os sinais e sintomas da hemorroida são os seguintes: sangramento, dor anal, desconforto anal, irritação, coceiras, dermatites perianais e o portador desse problema quando vai ao banheiro para evacuar, depois tem a sensação de que não esvaziou completamente.
Se você sofre desses sintomas o diagnóstico deve ser feito por um médico (proctologista) que irá fazer um exame físico e constatar o grau e também indicar o tratamento para seu quadro clínico. Os estágios iniciais das hemorroidas são tratados com cremes e pomadas, os mais graves com cirurgias. Alguns cuidados simples também podem ajudar a amenizar os sintomas, como no caso de não usar papel higiênico e sim optar pelas duchinhas, ingerir muitas fibras e seguir rigorosamente as orientações de um médico.
Para os que estão com medo de cirurgia, já foi comprovado através de pacientes que fizeram este procedimento que no pós-operatório o paciente não sente tanta dor e também não ocorre à reincidência, além da vantagem que o paciente pode retornar a suas atividades rotineiras em poucos dias, e a internação dura menos de 24 horas, e a cirurgia dura em média 30 minutos. Como você pode ver esta nova técnica realmente tem muitas vantagens quando comparada a antiga, ela já se faz presente no Brasil.
O que precisa ser quebrado é o preconceito com este problema que ainda se faz muito presente no Brasil. Caso você sofra de um mal tão doloroso e incômodo como são as hemorroidas não precisa entrar em desespero porque hoje o que não faltam são tratamentos para combater esse tipo de enfermidade que até é considerado comum. Procure um médico para ele avaliar seu caso e lhe passar o tratamento ideal para você.
CONHECENDO MAIS SOBRE AS HEMORROIDAS
As hemorroidas são veias ao redor do ânus ou do reto que se inflamam ou dilatam. Durante o movimento intestinal, elas podem retornar ao tamanho normal. No entanto, a qualquer quadro de esforço, como por exemplo para evacuar, as veias voltam a se tornar visíveis. Assim, as dores voltam a incomodar o indivíduo.
TIPOS DE HEMORROIDAS
As hemorroidas podem ser externas ou internas. Quando externas, elas possuem a mesmas características que as varizes, porém estão presentes ao redor do ânus. Já as hemorroidas internas estão localizadas acima do esfíncter anal e por isso, causam sintomas mais agudos.
CAUSAS RELACIONADAS AO APARECIMENTO DAS HEMORROIDAS
DICAS PARA ALIVIAR O PROBLEMA DAS HEMORROIDAS
- Evite o uso de papel higiênico, pois ele pode irritar o local e aumentar a inflamação. Em vez disso, lave a região anal e seque com uma toalha de algodão;
- Adote uma dieta rica em fibras;
- Tome bastante líquido;
- Evite o uso de bebidas alcóolicas;
- Respeite a necessidade de evacuar;
- Evite permanecer por muito tempo na mesma posição;
- Pratique atividade física que não exija força;
- Realize banhos de assentos mornos;
- Faça compressas de gelo no local. Isso ajuda no alívio dos sintomas e a eliminar o inchaço local.
Beber bastante líquido impede o aparecimento das hemorroidas. (Foto: divulgação)
As hemorroidas manifestam dor em um número significativo de pessoas. Após conhecer um pouco mais sobre suas causas, apresentação clínica e tratamento, basta buscar a orientação de um especialista para avaliar qual a melhor forma de aliviar as dores das hemorroidas.
Conheça o remédio natural para hemorroida.
A categoria Saúde do portal Mundodastribos.com é um espaço informativo de divulgação e educação sobre os temas relacionados à saúde, nutrição e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento, sem antes consultar um profissional de saúde.
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Em carta ao Congresso, Dilma defende ajuste fiscal. E repete discurso
Política
Longos trechos do texto assinado pela presidente eram uma cópia literal do discurso lido por ela na abertura da reunião ministerial, na terça-feira passada
Gabriel Castro e Marcela Mattos, de Brasília

Aloizio Mercadante representa Dilma na sessão de abertura do Ano Legislativo (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
A presidente Dilma Rousseff não costuma comparecer às sessões de início da Legislatura no Congresso. E não foi diferente nesta segunda-feira. Desta vez, quem levou a tradicional mensagem presidencial ao Parlamento foi o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Isso certamente não contribui para melhorar o clima entre Dilma e os deputados e senadores – e nem parece haver dedicação do Planalto para tanto: longos trechos do texto assinado pela presidente eram uma cópia literal do discurso lido por ela na abertura da reunião ministerial, na terça-feira passada. Aproximadamente dez parágrafos foram repetidos integralmente.
A mensagem ao Congresso marca o início de um ano que promete ser difícil para a presidente: além da ameaça da criação de novas CPIs para investigar esquemas de corrupção, como no BNDES e na Petrobras, ela depende da boa vontade dos congressistas para aprovar mudanças impopulares na economia, como alteração nas regras do seguro desemprego e na concessão de pensão por morte. E, agora, terá que negociar com o desafeto do Planalto, o peemedebista Eduardo Cunha (RJ), eleito presidente da Câmara neste domingo.
Desde o Império, o chefe do Executivo costuma remeter uma carta ao Congresso no início de cada ano legislativo para tratar das prioridades dos meses seguintes. O texto enviado por Dilma foi lido nesta tarde pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário do Parlamento.
Um dos trechos repetidos inclui análises sobre a origem das instabilidades financeiras durante o ano de 2014. Depois de atribuir parte do problema ao desempenho das economias da China, do Japão, da Europa e dos Estados Unidos, ela mencionou os problemas climáticos no Brasil. "No plano interno, nós enfrentamos, em anos sucessivos, um choque no preço dos alimentos, devido ao pior regime de chuvas de que se tem registro histórico no Brasil. Essa seca também teve, mais recentemente, impactos no preço da energia em todo o Brasil e na oferta de água em algumas regiões específicas e de forma muito específica na região Sudeste", afirma a mensagem.
Mais adiante, ela voltou a repetir trechos do discurso anterior: "O foco de nossa política industrial, baseada na ampliação da nossa competitividade, será o aumento da pauta e dos destinos de nossas exportações. Se nossas empresas conseguirem competir no resto do mundo, elas conseguirão competir facilmente no Brasil, onde já desfrutam de vantagens locais", disse a presidente em parte do outro trecho copiado.
Somente na metade da longa mensagem, a presidente Dilma voltou-se aos parlamentares: disse contar “com a parceria do Congresso Nacional” na aprovação de um projeto de lei que dá continuidade à política de valorização do salário mínimo.
Refém do Parlamento para conseguir colocar em prática as mudanças fiscais para reajustar as contas públicas, a presidente justificou as mudanças como necessárias para a economia – um primeiro aceno de como tentará convencer o Congresso a dar aval às medidas anunciadas logo após a reeleição. “Ajustes fazem parte do dia a dia da política econômica. Ajustes nunca são o fim em si mesmos, são medida necessárias para atingir um objetivo de médio prazo que em nosso caso permanece o mesmo: crescimento econômico com inclusão social. Não promoveremos recessão e retrocessos”, afirmou.
Com atenção especial na questão econômica, a presidente prometeu enviar ao Congresso ainda neste ano um projeto de lei com mecanismos de transição entre o programa Simples Nacional e os demais regimes tributários e o lançamento de um “grande programa de desburocratização e simplificação dos programas de governo”. São os mesmos termos que ela havia usado no encontro com seus ministros há uma semana.
A presidente defendeu ainda a realização da reforma política como uma das formas de combater a corrupção. "Urge definir novas regras para a escolha dos representantes da população nas casas legislativas e estabelecer novas formas de financiamento das campanhas eleitorais", afirmou. Ao tratar de política externa, a chefe do Executivo disse que a visão da diplomacia não será maniqueísta: "O Itamaraty apoiará todas as iniciativas bilaterais e multilaterais que favoreçam a expansão do nosso comércio exterior".http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/em-carta-ao-congresso-dilma-defende-ajustes-na-economia-e-repete-discurso
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