domingo 19 2014

Aécio Aprovado Até Pela Dilma





Dilma diz que Aécio Neves é um dos melhores governadores do Brasil.





Gleisi Hoffmann vai para o embate com Aécio Neves e se dá mal - CPI da P...





Dilma promete lutar para ressarcir os cofres da Petrobras… É mesmo? Quem vai devolver o dinheiro, “presidenta”?

Pois é… No mesmo dia em que Dilma Rousseff admitiu — finalmente! — que houve desvio de dinheiro público na Petrobras, ficamos sabendo que Paulo Roberto Costa afirmou, no curso da delação premiada, que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) recebeu R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Pois é… Em 2011, Gleisi se tornou a chefe da Casa Civil de Dilma.
Na entrevista em que admitiu roubalheira na Petrobras, a candidata petista prometeu que vai se esforçar para que o dinheiro seja ressarcido. É mesmo, é? Quem vai devolver? Segundo Paulo Roberto, os grandes contratos eram superfaturados em 3% — 2% só para o PT. Quem vai devolver o dinheiro, presidente?
Na entrevista, Dilma tratou do caso Petrobras como se uma súcia de agentes privados tivesse se apoderado da empresa, desviando recursos que podem voltar ao caixa da empresa. Vai ser difícil, não é? O modus operandi da quadrilha o impede. Por quê? O dinheiro saía do superfaturamento de obra legais e ia para partidos e agentes públicos. Como provar?
Se Dilma quisesse mesmo demonstrar algum compromisso com a apuração, exigiria que o PT afastasse João Vaccari Neto ao menos até a conclusão das investigações. Não se trata de condenar antes do processo legal. Afastar uma pessoa de um cargo de direção do partido não é punição legal. Tratar-se-ia de uma medida administrativa de um ente que estivesse interessado na apuração das fatos. Ocorre quer Dilma ficaria falando sozinha, não é? O PT não daria a menor bola pra ela.  A verdade nua e crua é a seguinte: se Dilma vencer, o mais provável é que tudo fique como está na Petrobras.

Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-joao-santana-quem-decide-quando-dilma-fica-indignada-ou-a-uma-semana-da-eleicao-candidata-admite-de-modo-nao-muito-convicto-roubalheira-na-petrobras-tomara-que-seja-tarde/

Aécio Neves detona Gleisi Hoffmann apenas com verdades (CPI Petrobrás)





É João Santana quem decide quando Dilma fica indignada. Ou: A uma semana da eleição, candidata admite, de modo não muito convicto, roubalheira na Petrobras. Tomara que seja tarde!

O leitor tem de saber se não sabe: as campanhas eleitorais trabalham com pesquisas qualitativas, apelidadas de “quális” por políticos, jornalistas e especialistas. Elas indicam o que “pegou bem” e o que “pegou mal” na propaganda própria e alheia, qual assunto cola e qual não cola e por aí adiante. O PT apostava, até outro dia, que a roubalheira na Petrobras não iria “pegar”. Parecia um assunto lá na estratosfera. Aliás, certos grupos políticos estão de tal sorte acostumados a assaltar as estatais que, diante de mais uma denúncia, dão de ombros: “Ah, ninguém liga; as pessoas não entendem”. Sim, é isto mesmo: no Brasil, escândalo grave é só aquele que as pessoas “entendem”. Mas veio a público o depoimento de Paulo Roberto Costa… Nota: o juiz Sérgio Moro seguiu rigorosamente a lei. E o PT entrou em parafuso.
Qual foi a primeira postura de Dilma, do PT e do marketing dilmista? Atribuir as evidências de corrupção na Petrobras — identificadas pela Polícia Federal — a uma grande conspiração das oposições, da “mídia” e das pessoas supostamente interessadas em privatizá-la. Infelizmente, ninguém — nem Aécio Neves — quer privatizar essa estrovenga. A mentira funcionou em 2002, em 2006 e em 2010. E, sim!, tinha potencial para funcionar de novo em 2014. Até que veio a público a voz de Paulo Roberto, com cadência burocrática, contando como são as coisas.
Só agora, a uma semana da eleição, Dilma admite a roubalheira na Petrobras. E o faz ainda com aquele jeito falso-descontraído que tenta afetar às vezes. Trata falcatruas bilionárias como quem diz “me passa o açúcar” ou “hoje é sábado”. E, mais uma vez, promete fazer isso e aquilo se for reeleita, como se já não fosse presidente da República. Na entrevista coletiva deste sábado, ao se referir ao escândalo, afirmou:“Eu farei todo o meu possível para ressarcir o país. Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não: houve, viu?”
Ah, bom! Até anteontem, mesmo Paulo Roberto se dispondo a devolver R$ 70 milhões aos cofres públicos — e ele era apenas um dos operadores do esquema, a serviço de políticos —, a presidente da República insistia na tese conspiratória. Por que Dilma “mudou”? Por causa das “quális”. João Santana identificou que o assunto “pegou”.
Mulheres
O marketing também testa ataques e agressões para avaliar o seu potencial. Os petistas tentam caracterizar Aécio Neves como um adversário das mulheres porque ele afirmou em debates — no que fez muito bem — que tanto Luciana Genro como a própria Dilma estavam sendo “levianas” nas acusações que lhe faziam. Ora, não é preciso ser muito sagaz para constatar que machista é a formulação que impõe ao agredido a tarefa de preservar a agressora da resposta porque, afinal, se trata de uma mulher. É ridículo! Então a ex-guerrilheira, a “Dilma Coração Valente”, desmaia se ouvir uma palavra mais dura de seu oponente?
Não custa lembrar que Dilma não reagiu à resposta na hora — até porque ela sabia muito bem que havia provocado e ultrapassado a linha da cintura. A suposta indignação apareceu só depois, quando João Santana decidiu transformar o episódio num ativo eleitoral — mais importante, pelo visto, do que o assalto à Petrobras…
Chega dessa pantomima! Estamos a uma semana da eleição. Se Dilma vencer, o que espero que não aconteça, terá sido a vitória da máquina petista de desqualificar pessoas. Esta senhora está se esquecendo de que, se o pior acontecer, terá de governar o país depois. Não sei se conseguiria.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-joao-santana-quem-decide-quando-dilma-fica-indignada-ou-a-uma-semana-da-eleicao-candidata-admite-de-modo-nao-muito-convicto-roubalheira-na-petrobras-tomara-que-seja-tarde/

Jornal Nacional cita Delcídio na farsa da CPI da Petrobras