segunda-feira 02 2014

Estudo aponta avanços no tratamento do câncer avançado de próstata

Câncer

Teste clínico mostra que quimioterapia combinada com tratamento hormonal prolonga a vida de pacientes em cerca de um ano

Exame de câncer de próstata
Exame de câncer de próstata (ThinkStock)
Uma nova estratégia de tratamento permitiu prolongar a vida de homens afetados por um câncer avançado de próstata, de acordo com os resultados de um teste clínico divulgado neste domingo durante uma conferência médica.
O estudo, feito com 790 homens que acabaram de ser diagnosticados com um câncer invasivo de próstata, demonstra que a quimioterapia combinada com tratamento hormonal prolonga a vida destes pacientes em cerca de um ano.
"A terapia hormonal é o tratamento clássico do câncer de próstata desde os anos 1950", disse Christopher Sweeney, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber de Boston, que desenvolveu esta pesquisa apresentada na conferência anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), celebrada este fim de semana em Chicago, em Illinois.
"Trata-se do primeiro estudo que identifica uma estratégia que prolonga a vida de pessoas que acabam de receber um diagnóstico de câncer de próstata com metástase", comentou.
"Os resultados são importantes e esta terapia deveria ser o novo tratamento de referência para homens cujo câncer se propagou e podem suportar uma quimioterapia", acrescentou Sweeney.
O câncer de próstata é estimulado por hormônios masculinos ou andróginos no sangue. O tratamento hormonal visa a reduzir sua quantidade. Embora esta terapia seja eficaz, a longo prazo o câncer se torna resistente na maior parte dos casos.
A quimioterapia só costuma ser usada depois que a doença avança, apesar do tratamento hormonal.
Metade dos 790 pacientes participantes no estudo foram tratados unicamente com terapia tradicional e os 50% restantes foram submetidos ao tratamento de supressão hormonal combinado com Docetaxel (Taxoten), um agente que impede a divisão e a multiplicação das células cancerosas.
Após um acompanhamento de 29 meses, 136 das pessoas tratadas apenas com terapia hormonal faleceram contra 101 do grupo que também se submeteu à quimioterapia.
O tempo médio de sobrevida do grupo tratado apenas com terapia hormonal foi de 44 meses, e de 57,6 meses nos pacientes que receberam Taxoten.
O tempo médio de aparecimento de sinais clínicos de um novo avanço do câncer foi de 19,8 meses no primeiro grupo e de 32,7 no segundo.


(com France Presse)

Conta-petróleo: mais de 6 bilhões de dólares de déficit no ano

Veja.Com

Plataforma: cadê a autossuficiência?
Plataforma: cadê a autossuficiência?
O total do déficit da conta-petróleo do Brasil no primeiro quadrimestre superou os 6 bilhões de dólares – para ser exato 6,031 bilhões de dólares que o Brasil importou a mais do que exportou em petróleo, derivados e gás natural.
Ao contrário do que o senso comum imagina, não é o petróleo o grande vilão desse vermelho. O petróleo contribui com apenas 13,6% do déficit. Derivados e gás natural é que são os maiores responsáveis, com 53% e 33,4% do total, respectivamente.
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/conta-petroleo-mais-de-6-bilhoes-de-dolares-de-deficit-no-ano/

domingo 01 2014

Jô Soares entrevista a dona da voz do Google Tradutor (Regina Bittar)









Evandro Mesquita e Fernanda Abreu revivem a Blitz após 25 anos no Altas ...





Inocentado pelo STF em alguns processos, Fernando Collor vem dizendo que não deve mais nada a ninguém – nem dinheiro, nem explicações. Não é bem assim.


collor
O tempo das famigeradas “sobras de campanha” proporcionadas por PC Farias ficaram para trás
Inocentado pelo STF em alguns processos, Fernando Collor vem dizendo que não deve mais nada a ninguém – nem dinheiro, nem explicações. Não é bem assim.
A Pública Comunicações cobra na Justiça 2,6 milhões de reais de Collor pelo serviço prestado em sua campanha a governador de Alagoas em 2010. Em outra ação, o marqueteiro Lucas Pacheco exige 1,4 milhão de reais, alegando ter trabalhado para Collor na disputa ao governo de 2002.
Isso sem falar na explicação que Collor deve sobre depósitos de Alberto Youssef em sua conta…
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/judiciario/alem-de-explicacao-sobre-youssef-collor-deve-4-milhoes-de-reais-a-marqueteiro-e-agencia-de-publicidade/

Os poderosos que bateram na porta do crime

1


Nos registros de entrada do prédio do doleiro Alberto Youssef, 1) o deputado do SDD LUIZ ARGÔLO tenta despistar sua identidade informando apenas o primeiro e o último nome: “João Santos”

2

MÁRIO NEGROMONTE, do PP, é outro que tenta despistar a identidade: “Mário Silvio Mendes”

3

ANDRÉ VARGAS, que sonhava obter a “independência financeira” como sócio dele

4

A deputada ALINE CORRÊA, do PP, que recebeu doação de campanha de 250 000 reais de uma empresa de Youssef, é seguida pelo pai, o mensaleiro Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, que está preso

5

A deputada Aline Corrêa, do PP, que recebeu doação de campanha de 250 000 reais de uma empresa de Youssef, é seguida pelo pai, o mensaleiro PEDRO CORRÊA, ex-presidente do PP, que está preso

6

Aparecem ainda os deputados do PP ARTHUR LIRA, ex-líder do partido na Câmara

7

NELSON MEURER, que recebeu doação de 500 000 de Youssef

8

JOÃO PIZZOLATTI, integrante da cúpula pepista desde o mensalão

Além de sete deputados, um assessor ministerial e mais dois mensaleiros aparecem na lista de visitantes do escritório do doleiro Youssef

Polícia


Além de sete deputados, um assessor ministerial e mais dois mensaleiros aparecem na lista de visitantes do escritório do doleiro Youssef - mas ninguém parece interessado em saber o que eles faziam lá

Rodrigo Rangel
INDIFERENÇA - João Graça, do Ministério do Trabalho, pediu demissão após a descoberta de que ele visitava o doleiro. Outros envolvidos, nada. Um deles, o deputado Mário Negromonte, foi até promovido para o TCM da Bahia Sindicato do crime
INDIFERENÇA - João Graça, do Ministério do Trabalho, pediu demissão após a descoberta de que ele visitava o doleiro. Outros envolvidos, nada. Um deles, o deputado Mário Negromonte, foi até promovido para o TCM da Bahia Sindicato do crime
Na semana passada, VEJA revelou que sete deputados federais foram flagrados pelas câmeras de segurança do prédio onde funcionava o escritório do doleiro Alberto Youssef - preso há dois meses por operar um gigantesco esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo empresas estatais e funcionários públicos de alto escalão. O que uma parte da nobreza do Parlamento fazia num lugar conhecido como centro de captação e distribuição de propina? É fácil deduzir. O problema é que ninguém parece querer saber ao certo. Os parlamentares fotografados permaneceram em um conveniente silêncio. Seus colegas, inclusive os mais aguerridos, também ficaram à espreita. Não houve uma única manifestação de inconformismo, protesto ou um pedido de investigação. Afinal, nada aparentemente mais natural que deputados visitando em São Paulo o escritório de um conhecido criminoso, em horário de expediente, quando deveriam estar trabalhando em Brasília. A tolerância com malfeitos beira a indiferença e não se limita ao Congresso Nacional.
Na terça-feira, a deputada Aline Corrêa, uma das mais assíduas visitantes de Youssef, participou tranquilamente de um almoço com a presidente Dilma Rousseff, organizado para oficializar o apoio do PP à reeleição da petista. Dos seis parlamentares flagrados pelas câmeras, cinco são do PP. Sobre as visitas frequentes ao doleiro, Aline Corrêa tinha a resposta na ponta da língua caso algum curioso perguntasse. “Eu conheço o Youssef há tempos. Para mim, ele era só um empresário”, dizia a deputada, filha do mensaleiro Pedro Corrêa, outro que costumava frequentar o bunker até ser recolhido à prisão por ordem do Supremo Tribunal Federal. Há exemplos de descaso ético ainda piores. Na quart­a-feira, o ex-ministro Mário Negromonte (PP), outro freguês do doleiro, foi escolhido como conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia. Por indicação do governador Jaques Wagner, do PT, Negromonte, acredite, será a partir de agora fiscal da boa aplicação do dinheiro público nas cidades baianas. Nada mais apropriado para um político enredado no maior caso de corrupção do momento.
Outros deputados que mantinham laços com o doleiro - como os paranaenses André Vargas (ex-PT, hoje sem partido) e Nelson Meurer (PP), o baiano Luiz Argôlo (ex-PP, hoje no Solidariedade), o alagoano Arthur Lira (PP) e o catarinense João Pizzolatti (PP) - simplesmente se fingiram de mortos. A estratégia deles é ficar em silêncio e não chamar atenção até que algum escândalo novo apareça - tática diferente da adotada pelo senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), destinatário de depósitos bancários de 50 000 reais cujos comprovantes foram encontrados pela polícia sobre a mesa de Youssef. Em discurso na tribuna do Senado, Collor chegou a ponto de se apresentar como uma vítima. A lista de partidos na rede de Youssef tem mais um representante famoso. Assessor especial do Ministério do Trabalho, o advogado João Graça era outra presença constante no escritório do doleiro, de acordo com os registros da portaria.
Homem de confiança do ministro Manoel Dias e do presidente do partido, o notório Carlos Lupi, João Graça já teve o nome envolvido em outras histórias desabonadoras. Numa delas, foi acusado de intermediar um pagamento de propina feito dentro do Ministério do Trabalho, nas mãos do PDT desde o governo Lula. A exemplo dos deputados, Graça se absteve de dar explicações sobre sua relação com Youssef. Procurado, o ministério limitou-se a informar que ele estava de férias e se eximiu de providências adicionais. Na sexta-feira, porém, depois de instado pela reportagem de VEJA a se manifestar, o assessor pediu demissão, mas sem explicar os motivos. A lista de visitantes de Youssef inclui ainda dois denunciados no processo do mensalão: o ex-deputado José Borba e João Cláudio Genu, ex-assessor do PP.
A movimentação no escritório de Youssef era intensa. Pela mesma porta por onde passavam as autoridades de Brasília transitavam outros investigados da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Compareciam de entregadores de dinheiro que serviam ao doleiro a representantes de empresas que aparecem abastecendo o caixa do esquema operado por ele, sustentado por negócios em diferentes áreas do governo - do Ministério da Saúde a estatais como a Petrobras. O bunker era o lugar onde se encontravam os diferentes interesses envolvidos: o das empresas que desejavam contratos e o dos políticos que viabilizavam esses contratos. Ao doleiro cabia a tarefa de equilibrar essa equação.
Com reportagem de Adriano Ceolin