
terça-feira 07 2014
Os benefícios da meditação
Redução do stress
Meditar é mais repousante do que dormir. Uma pessoa em estado de meditação consome seis vezes menos oxigênio do que quando está dormindo. Mas os efeitos para o cérebro vão mais longe: pessoas que meditam todos os dias há mais de dez anos têm uma diminuição na produção de adrenalina e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade e stress. E experimentam um aumento na produção de endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. A mudança na produção de hormônios foi observada por pesquisadores do Davis Center for Mind and Brain da Universidade da Califórnia. Eles analisaram o nível de adrenalina, cortisol e endorfinas antes e depois de um grupo de voluntários meditar. E comprovaram que, quanto mais profundo o estado de relaxamento, menor a produção de hormônios do stress.
Este efeito positivo não dura apenas enquanto a pessoa está meditando. Um estudo conduzido pelo Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, colocou 15 voluntários para aprender a meditar em quatro aulas de 20 minutos cada. A atividade cerebral foi examinada antes e depois das sessões. Em todos os pesquisados, foi observada uma redução na atividade da amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções. E os níveis de ansiedade caíram 39%.
Para quem já está estressado, a meditação funciona como um remédio. Foi o que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram ao analisar 28 enfermeiras do hospital da Universidade do Novo México, 22 delas com sintomas de stress pós-traumático. A metade que realizou duas sessões por semana de alongamento e meditação viram os níveis de cortisol baixar 67%. A outra metade continuou com os mesmos níveis.
Resultados parecidos foram observados entre refugiados do Congo, que tiveram que deixar suas terras para escapar da guerra. O grupo que meditou ao longo de um mês viu os sintomas de stress pós-traumático reduzir três vezes mais do que as pessoas que não meditaram – índices parecidos aos já observados entre veteranos americanos das guerras do Vietnã e do Iraque.
Melhoria do sistema cardiovascular
A Universidade de Ciências da Saúde da Geórgia conseguiu melhorar a sobrecarga cardíaca de 31 adolescentes americanos hipertensos. Os jovens apenas acrescentaram um hábito a suas rotinas: meditar duas vezes por dia, durante 15 minutos, ao longo de quatro meses. Outros 31 receberam orientações médicas, mas não meditaram. A primeira metade terminou o período de testes com a massa do ventrículo esquerdo menor – sinal de redução dos riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares.
Outro levantamento, este da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mediu o acúmulo de gordura nas artérias de 30 pessoas com pressão alta. Depois de meditar 20 minutos, duas vezes por dia, ao longo de sete meses, a quantidade estava menor, enquanto que ela não havia sido alterada no grupo de controle.
Meditar também é útil para reduzir em 47% as chances de ataque cardíaco e infarto em adultos. Foi o que concluiu a Associação Americana do Coração, depois de acompanhar um grupo de pacientes de 59 anos de idade, em média, ao longo de nove anos, de 2000 a 2009. Todos continuaram recebendo a medicação necessária, mas metade foi convidada a participar de sessões de meditação sem regularidade definida. Neste grupo, a pressão arterial caiu significativamente. "Foi como se a meditação funcionasse como um medicamento totalmente novo e muito eficiente para prevenir doenças cardíacas", afirma o fisiologista americano Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention e responsável pelo estudo.
Insônia e distúrbios mentais
Técnicas de relaxamento profundo, colocadas em prática durante o dia, podem melhorar a quantidade e a qualidade do sono. É o que aponta um estudo de 2008, do Northwestern Memorial Hospital, de Illinois. Cinco pessoas, com 25 a 45 anos e sofrendo de insônia crônica, foram submetidas a meditação durante dois meses. Passaram a dormir duas horas a mais por dia e alcançaram níveis de sono REM mais próximos do considerado saudável.
Em muitos casos, a insônia é sintoma de depressão. A meditação também funciona para atacar a causa. A Universidade da Califórnia conseguiu reduzir os casos de depressão entre 20 idosos com um simples programa de oito semanas de relaxamento, meia hora por dia. "No limite, meditar atrasar o aparecimento de sintomas do Alzheimer. A depressão na terceira idade é um fator de risco para o desenvolvimento desta doença", afirma o psiquiatra Michael Irwin, professor do Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior da universidade.
O psicólogo Michael Posner e o neurocientista e professor da Universidade de Tecnologia do Texas Yi-Yuan Tang mediram a densidade dos axônios de pessoas que começaram a meditar. Quanto mais densos, maior a capacidade de realizar conexões cerebrais e menores os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia. "A quantidade de conexões cerebrais está diretamente relacionada à saúde mental. Neste sentido, podemos dizer que a meditação é um exercício para a mente, excelente para deixá-la mais 'musculosa' e prevenir doenças", afirma o professor Posner.
Alívio da dor
Quem tem a meditação como hábito sente menos dor. O pesquisador Joshua Grant, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Montreal comprovou esta hipótese encostando placas aquecidas nas nucas de 26 pessoas, 13 delas sem contato com a técnica e outras 13 com mais de 1000 horas de experiência em meditação. A placa era aquecida a 46 graus, depois 47, e assim sucessivamente, até 56. Todos os meditadores suportaram temperaturas acima dos 52 graus.
Nenhuma das pessoas inexperientes aguentou mais do que 50 graus. Na medida, o grupo que medita respirou 12 vezes por minuto. O outro respirou 15 vezes, um indício de stress maior. "As pessoas que meditam precisam menos de analgésicos. Elas sofrem menos pela antecipação da dor", diz Grant, que, no cruzamento de dados, concluiu que o hábito de meditar provocou uma resistência à dor 18% maior. De acordo com um grupo de neurocientistas do Center for Investigating Healthy Minds da Universidade de Wisconsin-Madison, a resistência de quem medita é maior em situações em que o stress influencia diretamente no nível de dor – caso de artrite e inflamações intestinais.
Reforço do sistema imunológico
O sistema imunológico também é favorecido. "O aumento da atividade cerebral relacionada a pensamentos positivos tem influência direta na maior produção de anticorpos. A meditação também intensifica a ação da enzima telomerase", diz Judson A. Brewer, de Yale. As implicações desta descoberta são fundamentais para o tratamento de tumores malignos. A Associação Americana de Urologia já declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de próstata.
Também ajuda a lidar com o câncer de mama. Um grupo de 130 mulheres com a doença, todas com mais de 55 anos, aceitaram participar de um teste que reforça esta teoria. Ao longo de dois anos, elas foram divididas em dois grupos, um deles fazendo meditação. A situação foi monitorada pelos médicos do Saint Joseph Hospital, em Chicago. A metade que meditou teve maior resistência para lidar com as dores provocadas pela quimioterapia e experimentou uma reação física melhor à doença.
Melhoria na concentração
Na escola estadual Bernardo Valadares de Vasconsellos, em Sete Lagoas (MG), os 1.400 alunos fazem, todos os dias, o Tempo de Silêncio. Quem desejar pode aproveitar os 15 minutos para meditar. Quem não quiser, pode apenas descansar. A iniciativa foi inspirada pela Fundação David Lynch, que já orientou a criação de programas de meditação na escola estadual Presidente Roosevelt, em São Paulo, e na escola estadual Helio Pelegrino, no Rio de Janeiro.
“Estimamos que 20% dos estudantes continuam meditando por conta própria”, diz Joan Roura, diretor da fundação no Brasil. “Alunos que meditam são mais tranquilos, mais focados e têm maior capacidade de apreender informações.” A prática rende melhores notas: entre 235 crianças de colégios de Connecticut que começaram a meditar, representou um aumento de 15% nas provas e avaliações.
As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pela atenção chegam a ficar mais densas quando se medita. Foi a conclusão a que chegaram pesquisadores de Harvard, Yale e MIT, municiados por scanners de cérebro. Pessoas que mediram com frequência ao longo de vários anos também demoram mais para sofrer a redução destas áreas, em especial o córtex frontal.
“Um estudante que medita pode ter melhores notas, uma vida mais saudável e boas condições de lutar por melhores postos no mercado de trabalho, com menor tendência para sofrer doenças cardiovasculares, stress ou distúrbios mentais”, diz Judson A. Brewer. Em resumo: “Meditar é uma boa forma de alcançar uma vida mais feliz, saudável e produtiva”.
Pesquisa comprova: meditar alivia ansiedade, depressão e dor crônica
Terapia
Segundo revisão de estudos sobre o assunto, benefício pode ser obtido com 30 minutos diários da prática

Meditação: Técnica budista, praticada 30 minutos ao dia, melhora sintomas de problemas de saúde (Thinkstock)
Nos últimos anos, pesquisas científicas vêm comprovando que a meditação, mais do que relaxar, pode ter efeitos concretos sobre a saúde de uma pessoa. Um novo estudo feito na Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, é mais um a dar aval científico à pratica: de acordo com o trabalho, meditar durante 30 minutos todos os dias ajuda a aliviar sintomas da ansiedade, depressão e dores crônicas.
"Um grande número de pessoas recorre à meditação, mas esse exercício não é considerado parte de alguma terapia médica. A nossa pesquisa mostrou, porém, que a prática parece aliviar os sintomas da ansiedade e depressão tanto quanto os antidepressivos em outros estudos”, diz Madhav Goyal, professor da Universidade Johns Hopkins e coordenador do trabalho. Segundo Goyal, tais benefícios da meditação valem apenas para aqueles que não sofrem de formas mais graves desses problemas.
As conclusões, publicadas nesta segunda-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA), foram obtidas após os autores revisarem 47 estudos clínicos sobre a meditação que, ao todo, envolveram 3 515 participantes. Os cientistas avaliaram o impacto de diferentes formas de meditação sobre uma série de doenças, como transtornos mentais, insônia, diabetes, câncer e fibromialgia, problema que causa dores musculares crônicas.
Segundo os resultados, a meditação de plena consciência, uma técnica budista que consiste em parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente, foi o tipo da prática mais associado a benefícios à saúde. A técnica melhorou especificamente os sintomas de ansiedade, depressão e dores crônicas, especialmente se praticada 30 minutos ao dia. "Os médicos devem estar cientes de que a meditação pode resultar na redução das consequências negativas do stress psicológico. Assim, eles devem estar preparados para falar com os pacientes sobre o papel que um programa de meditação pode ter em certos tratamentos", escreveram os autores do estudo no artigo.
segunda-feira 06 2014
Carga tributária por habitante cresceu 277,3% nos últimos 14 anos
Impostos
Segundo o levantamento do Instituto Assaf, brasileiros pagaram, em média, 7,8 mil reais em impostos em 2013

Impostos: carga tributária avança mais que a inflação e o PIB (Marcelo Sayão/EFE)
A carga tributária per capita anual cresceu 277,3% entre 2000 (quando era de 2.086,21 reais) e 2013, quando chegou a 7.872,14 reais, de acordo com uma pesquisa do Instituto Assaf, que analisa a carga tributária brasileira, com base nos dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o levantamento, nos últimos 14 anos a carga tributária brasileira anual saltou de 350 bilhões de reais em 2000 para 1,53 trilhão de reais até 13 de dezembro de 2013 - um aumento de 334%.
O estudo aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) no período de 2000 a 2012 cresceu 273,3%. Na mesma base de comparação, o aumento na carga tributária per capita foi de 284,3%. "Se analisarmos a carga tributária como porcentual do PIB, esses impostos representam 35,3%. Em 2000 este porcentual era de 30,4%", diz o levantamento.
De acordo com o Instituto Assaf, o avanço dos sistemas de fiscalização da Receita Federal no combate à sonegação teve papel relevante no aumento da carga tributária.
O estudo também avaliou a evolução do salário mínimo — o valor passou de 151 reais em 2000 para 678 reais em 2013, um aumento de 349%. No início deste ano, o mínimo subiu para 724 reais. O levantamento destaca que a inflação no mesmo período (2000 a 2013) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 137,9%, "o que deixa o aumento real do salário mínimo em 88,8%", informa o estudo.
(Com Estadão Conteúdo)
BNDES vai gastar R$ 234 milhões para construir novo prédio no centro do Rio
Rio de Janeiro
O novo edifício deve abrigar, segundo informou o banco, cerca de 700 funcionários, que atualmente dão expediente em escritórios no edifício Ventura, um complexo comercial de 18 andares alugados pelo banco
Daniel Haidar, do Rio de Janeiro

Prédio do BNDES no Rio de Janeiro (Vanderlei Almeida/AFP)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira que prevê um gasto de 234 milhões de reais para construir um novo edifício na Avenida República do Paraguai, em área contígua à sede da estatal, no Centro do Rio de Janeiro. O banco também estima desembolsar 50 milhões de reais em contrapartidas, que serão ainda especificadas pela prefeitura da cidade, com o financiamento de projetos de preservação do patrimônio histórico na região. A previsão é de que o novo prédio tenha 400 vagas de garagem.
O novo edifício deve abrigar, segundo informou o banco, cerca de 700 funcionários, que atualmente dão expediente em escritórios no edifício Ventura, um complexo comercial em que o banco ocupa 18 andares. O gasto atual do BNDES com o aluguel do Ventura é de 6 milhões de reais por mês, de acordo com o superintendente de administração da instituição, Carlos Roberto Haude.
Cerca de 38% do terreno onde será erguido o novo edifício pertencem à Fraternidade Franciscana Secular São Francisco de Assis. O restante da área já é do BNDES. O banco contratou laudos de avaliação da Bolsa de Imóveis do Rio de Janeiro e da empresa Hilco para estimar o valor da área. No acordo, foi considerada uma média das duas avaliações, de 34,611 milhões de reais.
Pelo terreno, o BNDES vai pagar cerca de 4,9 mihões de reais em 24 parcelas para a Fraternidade Franciscana. A irmandade terá 5,46% de participação no futuro prédio, e receberá também aluguel pelo uso de sua parte no edifício.
Em coletiva na tarde desta segunda-feira, o BNDES justificou o investimento com a necessidade de permitir a reintegração da equipe do banco em um mesmo conjunto arquitetônico. Segundo comunicado distribuído pelo banco, a obra "trará também benefícios à sociedade, apoiando a revitalização do Centro do Rio e o aproveitamento de vazios urbanos".
Para conseguir liberar a construção na altura necessária para o projeto, a Prefeitura do Rio encaminhou projeto de lei complementar para a Câmara Municipal em 2009 que alterava o limite anterior para a área. A mudança foi aprovada em maio de 2013, permitindo a construção com até 42 metros acima do nível do mar. A nova legislação, no entanto, impede que a construção ultrapasse a cimeira da Igreja de São Francisco, presente na mesma região.
O projeto vai ser colocado em audiência pública no dia 27 de janeiro. Em fevereiro, o banco espera dar início ao concurso para escolher o escritório de arquitetura responsável pelo projeto.Serão 3.400 metros quadrados em cada andar. Vão ser transferidos para o novo prédio o Centro de Informação e Conhecimento, o Centro de Documentação, o Centro de Memória, o Centro de Estudos Rômulo Almeida, o Centro Internacional Celso Furtado e escritórios do edifício Ventura. O BNDES diz que a obra já possui pareceres favoráveis do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. A previsão é que a obra comece em 2016 e acabe em 2019.
Todo ouvidos
Veja.Com
A ANTT anda trabalhando para evitar novos fiascos para 2014. O governo se convenceu de que o antídoto contra eventuais micos virá da ampliação do diálogo com o mercado. No pacote de concessões de ferrovias, a exemplo do que ocorreu na reta final das concorrências das rodovias, o setor privado será mais ouvido.
ANTT e Casa Civil estão finalizando um modelo em que os próprios grupos interessados apresentariam um projeto de concessão. O governo escolheria o mais alinhado com seus objetivos em cada ferrovia e abriria o leilão. Concluído o processo, o autor do projeto licitado receberia pelo serviço prestado, sendo ou não o vencedor da concorrência.
Os técnicos da ANTT consideram a etapa de linhas férreas extremamente delicada. Ao contrário das rodovias, muitos trechos precisarão ser totalmente construídos.
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/?p=1088829?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_veja&utm_content=feed&
-
Já imaginou um óleo capaz de ajudar desde a hidratação da pele até o alívio de dores musculares? Se para muita gente o óleo de co...
-
Disponível nos mais variados tamanhos, formatos e materiais, o lustre pode incrementar o visual de sua sala Item decorativo que sur...
