sexta-feira 25 2013

Um espanto: fotógrafa documenta diariamente um lanche do McDonald’s que, 2 anos depois de comprado, ainda não se deteriorou

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"Happy Meal Project": as batatas fritas e o hambúrguer fotografados no primeiro dia
Oito anos depois do documentário Super Size Me, que obrigou a rede de fast food McDonald’s a reformular seu cardápio no mundo inteiro, incluir alimentos saudáveis nos famosos combos, como frutas e saladas, e investir pesadamente numa campanha para melhorar sua imagem de disseminadora de alimentação prejudicial à saúde — o que o documentário sugeria fortemente –, a cadeia internacional está diante de um novo desafio.
Trata-se do Happy Meal Project, da artista plástica e fotógrafa novaiorquina Sally Davies que, em 2010 resolveu registrar em fotografias diárias o processo de decomposição de um McLanche Feliz, formado por um hambúrguer e uma porção de batatas fritas. O lanche não está em geladeira nem nada parecido: fica no ambiente natural de uma casa.
Com o passar do tempo, a fotógrafa ficou estupefata: o sanduíche e as batatinhas continuavam com a mesma aparência, não mostrando sinais de alteração. Como se fossem de borracha ou de isopor.
No dia 10 de abril, o projeto completou 2 anos e — pasmem! — estava tudo igualzinho ao primeiro dia. As fotos, todas as 756 delas, estão expostas em seu site, e em seu espaço no flickr, e mostram que a única variação se deu no pão do hambúrguer, que se partiu em alguns pedaços devido ao ressecamento.
“Eu demoro a acreditar que se passaram dois anos desde o dia em que o comprei”, disse a fotógrafa dà agência espanhola de notícias EFE. “Eu pareço dois anos mais velha, mas para o hambúrguer o tempo não passa”.

Dia 756: o pão secou e se partiu em alguns pedaços; a carne do hambúrguer encolheu um pouco e endureceu, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto
As batatinhas e o hambúrguer, 756 dias depois: tudo o que aconteceu foi que o pão secou e se partiu em alguns pedaços; a carne do hambúrguer encolheu um pouco e endureceu, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto
“Continuarei fotografando o hambúrguer até que ele se desintegre, o que pode custar o resto da minha vida natural”, explicou a artista, que constatou como nos 751 dias em que se dedica a fotografar esse exemplo de fast-food muito pouco mudou nos componentes do lanche infantil.
Davies acha que o lanche que comprou há mais de dois anos sofreu algum tipo de desidratação mas não iniciou nenhum processo de putrefação. E se pergunta que qualidades nutricionais que pode ter “um alimento que não apodrece nem se corrompe com a passagem do tempo”.
Um mês só comendo no McDonald’s — e o cineasta ficou péssimo
Em 2004, o cineasta americano Morgan Spurlock passou 30 dias se alimentando exclusivamente no McDonald’s: café da manhã, almoço e jantar, sendo monitorado por exames clínicos e acompanhado por um médico, para realizar o Super Size Me.
Chegou a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) diáriamente durante o experimento.
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"Super Size Me": em 30 dias, o cineasta Spurlock ganhou 11 quilos, problemas no fígado, disfunção erétil e depressão
Spurlock, antes do experimento, mantinha uma dieta variada, era saudável e magro, com 1,88 metro de altura e 84,1 quilos. No final dos 30 dias, havia engordado 11,1 quilos, seu índice de massa corporal se elevara de 23,2 para 27 (grande aumento de gordura), sofreu problemas como mudanças de humor (um começo de depressão) e disfunção sexual, além de danos ao fígado. O cineasta precisou de 14 meses para perder o peso que havia ganhado.

A FOTO QUE INCENDIOU AS REDES SOCIAIS: a poderosa líder da Alemanha Angela Merkel, quando jovem, praticando nudismo


Angela Merkel (à esquerda), por volta dos 20 anos de idade, com duas amigas: nudista quando jovem. Esta foto foi tratada. A original está mais abaixo, no final do texto.
Publicado originalmente em 3 de abril de 2013, às 18:09
Como não poderia deixar de ser, a coisa está explodindo nas redes sociais mundo afora neste 3 de abril.
Campeões de audiênciaÉ uma foto em preto e branco em que aparece a atual chanceler da Alemanha, Angela Merkel, 59 anos incompletos, uma das governantes mais influentes e poderosas do mundo, praticando nudismo quando jovem em companhia de duas amigas.
Ninguém sabe de onde saiu a foto nem como ela caiu na rede. O fato, porém, é que Merkel, como milhões de alemães, foi, sim, adepta do nudismo na juventude — na foto, ela estaria por volta dos 20 anos.
Mesmo na antiga Alemanha Oriental comunista, moralista e severa, onde foi criada (ela nasceu em Hamburgo, na ex-Alemanha Ocidental, mas seu pai, pastor luterano, mudou-se para a parte ocidental como missão da igreja), o nudismo era praticado sem problemas, não apenas na costa alemã do Mar Báltico como também em lagos, piscinas e parques públicos.
O governo alemão não se pronunciou sobre a foto até agora. Um único site da Itália levantou a suspeita de que se trataria de uma montagem — uma brincadeira de 1º de abril do jornal satírico francês Le Canard Enchainé que, porém, nada publicou em sua edição impressa, cujo conteúdo em parte fica on-line.
A foto não foi, naturalmente, obra de nenhum paparazzo, já que a jovem Merkel era apenas uma estudante de Física na época.
A chanceler, porém, já no cargo, teve em 2006 o dissabor de ver publicada pelo tabloide de escândalos britânico The Sun uma foto sua, de costas, vestindo um roupão branco após um mergulho nas águas do Mar Tirreno na ilha de Ischia, na Itália, em que boa parte das nádegas aparece enquanto ela ajeita a parte de baixo de um maiô de duas peças.

Você acredita mesmo que a oficial TV Brasil não apresentou o “Roda Viva” com Marina Silva por “problemas técnicos”?


Marina no "Roda Viva": alegação da emissora do governo federal é de que não retransmitiu o programa ontem por "problemas técnicos" (Foto: Folha de S. Paulo)
Marina no “Roda Viva”: alegação da emissora do governo federal é de que não retransmitiu o programa ontem por “problemas técnicos” (Foto: Folha de S. Paulo)
A TV Brasil está anunciando durante todo o dia de hoje que vai exibir às 22 horas a entrevista da ex-senadora Marina Silva ao programaRoda Viva, da TV Cultura, que vai ao ar toda segunda-feira no mesmo horário.
A TV Brasil sempre retransmite o programa. Ontem, quando a entrevistada era a candidata de oposição à Vice-Presidência na chapa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a emissora oficial não exibiu o programa ao vivo, alegando vagamente a ocorrência de “problemas técnicos na recepção do sinal”.
Vocês acreditam mesmo que deixaram de retransmitir o programa com uma forte adversária do Planalto por causa de “problemas técnicos na recepção do sinal?”

Condenado, ele fugiu da Justiça por 4 anos. E sabem onde trabalha? No Supremo Tribunal Federal!


Ítalo fugiu da Justiça por quatro anos — mesmo trabalhando na cúpula da Justiça, o Supremo Tribunal Federal, em Brasília (Foto: André Coelho / O Globo)
O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinará a intimação de Ítalo Colares de Araújo, condenado a 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro, no local de trabalho do réu: o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois de bater em diferentes portas e não encontrar Ítalo para intimá-lo da sentença, proferida há mais de quatro anos, um oficial de Justiça irá ao prédio da instância máxima do Judiciário brasileiro – mais especificamente ao anexo 2, onde fica a Seção de Recebimento e Distribuição de Recursos – para fazer a intimação.
— Se eu soubesse o local de trabalho do réu, já teria intimado. Vou cumprir a diligência do TRF e mandar intimá-lo no STF — disse o juiz, que está com o caso desde janeiro.
A decisão do magistrado, titular da 10ª Vara Federal em Brasília, foi tomada depois de O GLOBO revelar, na edição do último domingo, que o réu atua no STF e vem adotando a estratégia de fornecer endereços errados para escapar do processo por lavagem de dinheiro.
A condenação por peculato já prescreveu e o mesmo pode ter ocorrido com uma ação de improbidade administrativa.
O juiz Vallisney disse que anexará uma cópia da reportagem aos autos para mostrar que, agora, sabe-se o paradeiro do réu, analista judiciário na Seção de Recursos do STF.
A reportagem mostrou que Ítalo foi condenado a sete anos de prisão por peculato e a 14 anos de detenção por lavagem de dinheiro em razão de um desfalque de R$ 3 milhões da Caixa Econômica Federal (CEF).
Ele era gerente da agência da Caixa Econômica Federal no Lago Sul, em Brasília, e desviou recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para contas bancárias da mãe, do irmão, da mulher, da filha e dos sogros em 1998 e 1999.
A sentença por peculato prescreveu em 2008, por falta de decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Em 2009, o processo em tramitação na 10ª Vara Federal resultou na condenação pelo crime de lavagem de dinheiro.
O irmão de Ítalo, o delegado da Polícia Federal (PF) Dênis Colares de Araújo, e a mãe, Leopoldina Maria, também foram condenados à prisão, com penas respectivas de sete e quatro anos de prisão.
Os réus apelaram da sentença no TRF-1. O argumento de Ítalo é que não foi intimado da decisão, o que não ocorreu, na verdade, em razão dos endereços errados fornecidos à Justiça.
O processo voltou à 10ª Vara no fim de 2012. Agora, depois da reportagem do GLOBO, o oficial de Justiça irá ao STF.
Segundo Vallisney Oliveira, a condenação por lavagem de dinheiro não corre risco de prescrição. Pelos cálculos do titular da 10ª Vara, Ítalo só se livraria do processo em 2021. Já as chances de prescrição para o irmão e a mãe são maiores. Se o processo não for analisado a tempo, isso ocorreria em 2017.
— A Justiça criminal tem problemas sérios: o tempo do processo, o excesso de recursos e a prescrição – afirmou Vallisney.

FOTOS: Espetaculares flagras de relâmpagos em espaços urbanos e naturais


Relâmpago sobre as Willis Towers, na enorme Chicago, a 6 de junho deste ano: lindo encontro da natureza com uma paisagem extremamente urbana (Foto: Scott Olson - Getty Images)
Relâmpago sobre as Willis Towers, na enorme Chicago, a 6 de junho deste ano: lindo encontro da natureza com uma paisagem extremamente urbana (Foto: Scott Olson – Getty Images)
Não é sempre que podemos flagrar a ação dos relâmpagos.
Por causa das diferenças entre velocidade de propagação da luz e do som, eles aparecem nos céus invariavelmente antes – até dois segundos – de seus chamativos estrondos correspondentes, os trovões.
A dificuldade de prever aparições destas sempre impressionantes descargas elétricas na atmosfera atrapalha o trabalho dos fotógrafos que tentam registrá-las. Mesmo assim, alguns profissionais dos cliques volta e meia conseguem imagens espetaculares dos “raios”.
Selecionada pela revista americana Time, a série que ilustra este post mostra os relâmpagos em plena ação em grandes espaços urbanos ou naturais. Vale a pena:
Lightning above Cheetah with adolescent cubs on termite mound
Relâmpago sob observação de guepardos no parque Masai Mara, no Quênia, 22 de setembro de 2009 (Foto: Paul Souders – Corbis)
Chile Volcano
Vulcão Puyehue, no Chile, em 6 de junho de 2011 (Foto: Francisco Negroni -Agencia Uno/AP)
Lightning and Thunderstorm Supercell
Paisagem rural no estado americano do Kansas, 5 de junho de 2004 (Foto: Jim Reed – Corbis)
Icelandic Volcano Causes More Disruption
Vulcão Grimsvotn, Islândia, 21 de maio de 2011 (Foto: Ragnar Axelsson -Bloomberg/Getty Images)
Lightning is seen above buildings during a storm in central Shanghai
Centro de Xangai, a maior cidade do mundo, na China, 15 de agosto de 2012 (Foto: Aly Song Reuters)
Lesotho lightning
Maseru, capital de Lesoto, a 27 de setembro de 2011 (Foto: Alessandro Della Bella – EPA)
Lightning streaks across the sky as lava flows from a volcano in Eyjafjallajokul
O vulcão Eyjafjallajokul, na Islândia, em 17 de abril de 2010 (Foto: Lucas Jackson -Reuters)
NatWest Series - England and Australia
Estádio de críquete Edgbaston, em Birmingham, Inglaterra, a 28 de junho de 2005 (Foto: Tom Shaw – Getty Images)
Arizona Summer Storm
O Parque Nacional Petrified Forest, no estado americano de Arizona, em 31 de agosto de 2011 (Foto: Ralph Lauer – Zuma Press/Corbis)
USA - Military - Lightning Over the USS Stennis
O porta aviões USS John C. Stennis (CVN 74), da Marinha dos EUA, no Golfo Pérsico em 28 de março de 2007 (Foto: Heidi Giacalone – EPA/Corbis)

"Não vim ao Brasil falar de Marco Civil", diz diretora de políticas públicas do Facebook

Entrevista: Katie Harbath

Executiva afirma que veio ao país para ajudar líderes a usar rede. Empresa é contra projeto de obrigar empresas a manter data centers em território nacional

Rafael Sbarai
Katie Harbath, diretora de Políticas Públicas do Facebook
Katie Harbath, diretora de Políticas Públicas do Facebook (Divulgação)
Diretora de políticas públicas do Facebook, a americana Katie Harbath, de 32 anos,desembarcou nesta semana em Brasília. Sua inusitada missão oficial: oferecer a políticos brasileiros — incluindo a presidente Dilma Rousseff – um treinamento com o objetivo de capacitar os líderes a explorar o potencial da rede social. Katie tem no currículo uma intensa experiência junto aos poderosos. Antes de ser recrutada por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, para juntar-se às filas da rede, ela comandava as estratégias digitais do Partido Republicano no Senado americano. A visita ao Brasil ocorreu às vésperas da votação no Congresso Nacional do Marco Civil da internet, projeto de lei que pretende disciplinar a web brasileira e que pode incluir em seu texto medidas que afetam diretamente o Facebook, como a obrigatoriedade de gigantes da rede instalarem no Brasil data centers. Segundo Katie, foi pura coincidência. "Não vim ao país falar de Marco Civil. Minha visita está relacionada ao treinamento de políticos brasileiros", diz a executiva. Confira a seguir a entrevista que ela concedeu a VEJA.com.
O que a senhora veio tratar com a presidente Dilma Rousseff e outros políticos brasileiros? O Facebook tem uma missão de tornar o mundo mais aberto e conectado. Faz parte disso aproximar cidadãos de seus governantes. Fizemos uma reunião com o gabinete digital da Presidência e também com outros líderes para falar sobre o uso da rede.
Nas próximas semanas, a Câmara dos Deputados deve votar o Marco Civil, projeto de lei que pretende disciplinar a web brasileira. A senhora tratou disso com a presidente? Não. Não vim ao país falar de Marco Civil. Minha visita está relacionada ao treinamento de políticos brasileiros. Essas instruções são práticas comuns na companhia. Neste ano, por exemplo, visitei também Canadá, Alemanha, Austrália e Índia.
Como é o treinamento? Basicamente, apresento as melhores práticas sobre o uso do Facebook no universo político e ofereço orientações sobre como ampliar, por exemplo, o engajamento com o público. Por aqui, tenho um parceiro, o gerente de relações governamentais do Facebook, Bruno Magrani [contratado em julho]. Ele é o responsável por conversar com líderes do governo e realizar esse tipo de treinamento no país.
Que orientações a senhora deu aos políticos brasileiros? Falamos, por exemplo, sobre a frequência de postagem na rede. O ideal é que os políticos publiquem um conteúdo por dia, de preferência entre 21h e 23h, intervalo em que a maioria dos usuários está conectada. Outra instrução compartilhada foi a de manter uma sessão de perguntas e respostas dirigida aos cidadãos.
Qual o papel da rede para o mundo político brasileiro? Boa parte do eleitorado acessa o Facebook: hoje, 76 milhões de pessoas estão cadastradas no país. A plataforma deve ser entendida como um canal de comunicação e relacionamento entre políticos e eleitores. É, sobretudo, um canal com diálogo constante com a sociedade.
Recentemente, a presidente Dilma voltou a usar o Twitter, após três anos de abandono do perfil. Qual é sua opinião sobre o retorno dela ao microblog? Aos poucos, os políticos brasileiros estão amadurecendo no uso das redes sociais. Posso falar sobre o Facebook. Muitos já passaram da fase inicial de criação de uma página. O próximo passo é a criação de uma estratégia para manter uma presença constante na rede.

Câmara de São Paulo aprova aumento do IPTU em 1ª votação

Por Artur Rodrigues e Fabio Leite, estadao.com.br
Após negociar, gestão Haddad conseguiu passar imposto com teto de 20% para imóveis residenciais e 35% para comerciais e industriais; projeto passará por 2ª votação



SÃO PAULO - Após negociar com líderes de partidos aliados na Câmara Municipal de São Paulo, a gestão Fernando Haddad (PT) conseguiu aprovar nesta quinta-feira, 24, por 30 votos a favor e 18 contra, o reajuste do IPTU para 2014 com teto de 20% para imóveis residenciais e 35% para os comerciais e industriais. O projeto agora precisa passar por uma segunda votação no Legislativo para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Não houve nenhum protesto contra o reajuste nas galerias da Casa.

Para conseguir a aprovação apertada, o mínimo era de 28 votos, a gestão Haddad cedeu ainda mais e reduziu o limite do aumento residual do IPTU a partir de 2015. Agora, o imóvel que teve supervalorização na revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) feita pela Prefeitura não pagará mais do que 10% de reajuste por ano no caso dos residenciais e 15% no caso dos comerciais até 2017, quando um novo cálculo da planta será feito.
O secretário de Relações Governamentais, João Antonio, foi até a Câmara nesta quinta-feira à tarde para negociar com os parlamentares do PSD, PMDB, PRB e PROS, partidos da base aliada de Haddad, mas que esboçavam resistência ao reajuste. "A nossa correção é justa para um mercado que se valorizou bastante. Não se trata de aumento, mas de correção da Planta Genérica de Valores (PGV)", disse João Antonio.
Segundo o secretário, Haddad chegou ao limite da concessão e tentará aprovar o projeto em segunda discussão sem nenhuma modificação. Em 2009, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) aprovou em primeira o reajuste de 40% e 60% respectivamente e depois cedeu para 30% e 45% na segunda votação da Câmara.
Com a redução da trava de 30% para 20% no caso dos imóveis residenciais e de 45% para 35% no caso dos comerciais e industriais, a Prefeitura estima arrecadar R$ 150 milhões a menos com IPTU do que o previsto para 2014, que seria cerca de R$ 6,8 bilhões. Em nota, a Secretaria de Finanças disse que ainda não conseguia calcular quantos contribuintes terão de pagar o aumento residual após 2014.
O vereador oposicionista Gilberto Natalini (PV) acusou os petistas de só conseguirem o apoio necessário para aprovar o aumento fazendo ameaças. "O PT jogou pesado para convencer vereadores a mudar sua opinião e votar a favor desse projeto de IPTU extorsivo. Ameaçou vereadores evangélicos com perseguição a suas respectivas igrejas, ameaçou vereadores suplentes de trazerem gente de volta para o vereador perder o mandato", disse.
O petista Paulo Fiorilo negou as acusações. "Não houve isso. Se tem algum problema, não é dessa ordem", disse.
Impactos. O presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Cláudio Bernardes, afirma que as travas criadas pelo governo só adiam aumentos que podem ultrapassar 100% em três anos. Um reajuste classificado como inviável por ele. "O IPTU é calculado com base no valor venal, historicamente defasado. Quando você aproxima demais do valor de mercado, tem de baixar a alíquota, estabelecida para um valor venal baixo", disse Bernardes.
De acordo com ele, o aumento pega em cheio o mercado imobiliário e pode até afetar o novo Plano Diretor. Isso porque as outorgas onerosas - valor pago para se construir acima do padrão estabelecido para cada área - são calculadas com base no valor venal.
"E esses custos não terão trava", afirma. De acordo com o raciocínio de Bernardes, se as outorgas forem muito caras, o mercado pode não se interessar por elas, afetando o plano da Prefeitura de adensar mais determinadas regiões da cidade.
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, o aumento do IPTU ocorre em péssima hora para o comércio e será inevitavelmente repassado aos consumidores.
"Não existe a possibilidade disso (aumento do IPTU ) não ser repassado para os preços ao consumidor. É mais um aumento da carga tributária numa hora ruim, em que o comércio está desanimado, crescendo pouco", afirmou Amato.