segunda-feira 02 2013

As consequências (e os riscos) do Orçamento Impositivo

Congresso

Medida que deve ser aprovada pelo Congresso reduz as barganhas entre governo e parlamentares, mas fortalece os currais eleitorais pelo país

Gabriel Castro e Laryssa Borges, de Brasília
Deputados votam a prorrogação da DRU no plenário da Câmara
Plenário da Câmara dos Deputados (Beto Barata/AE)
Em um país com regime democrático em constante evolução, os debates sobre o Orçamento da União deveriam ser uma das principais prioridades do Congresso Nacional, com reflexões sérias sobre recursos a serem garantidos para áreas como saúde, educação e obras de infraestrutura. Não é o caso do Brasil. Agora, os parlamentares se preparam para aprovar um o projeto que cria o chamado Orçamento Impositivo - que, de impositivo, tem apenas a liberação das emendas dos próprios parlamentares. Os defensores do projeto no Congresso afirmam que, com isso, o jogo de interesses entre Executivo e Legislativo perde força. É verdade. Mas a medida cria outro problema porque amplia o poder dos deputados de manter seus currais eleitorais com dinheiro público.
A proposta em discussão tem chances reais de potencializar o clientelismo eleitoral. As emendas costumam ser utilizadas pelos parlamentares para bancar obras e melhorias nas cidades em que se concentram sua base de apoio. Uma escola ou um ginásio de esportes se tornam alavancas de votos. E são parte essencial do relacionamento dos parlamentares com os prefeitos, importantes cabos eleitorais. Com a garantia de que os recursos sairão dos cofres públicos, ficará mais fácil negociar (no bom e no mau sentido) com o gestor municipal a contrapartida para os recursos milionários. "Se dependesse da minha vontade, nós nem teríamos esse dispositivo das emendas parlamentares. Não é o melhor modelo para a aplicação de recursos públicos e possibilita a inversão de prioridades", diz o senador Alvaro Dias (PR), vice-líder do PSDB no Senado.
O Orçamento Impositivo já foi aprovado em dois turnos na Câmara e será agora debatido no Senado. Se aprovado, exigirá o pagamento compulsório de emendas parlamentares e, acima e tudo, uma mudança nos costumes dos congressistas. O texto aprovado pela Câmara estabelece que as emendas terão o valor de 1% da Receita Corrente Líquida da União. Isso equivaleria, em 2013, a pouco mais de 11 milhões de reais por parlamentar. Pelo modelo atual, o montante é de 15 milhões, mas não há garantias de que esse valor será realmente desembolsado. Com a mudança na lei por meio de uma emenda constitucional, os parlamentares terão a certeza de que os recursos sairão dos cofres públicos.
  1. Por que as emendas são importantes?

    Porque, por meio delas, os deputados conseguem destinar recursos aos seus redutos eleitorais. A inauguração de uma ponte ou uma quadra esportiva rende dividendos políticos com a população e com prefeitos que fazem parte da rede de apoio ao deputado ou senador. Nos útimos anos, muitos casos de corrupção envolvendo emendas parlamentares também vieram à tona. A dificuldade na fiscalização dos recursos favorece os desvios.
  2. Como funciona hoje?

    Cada deputado tem direito a 15 milhões de reais em emendas individuais ao Orçamento anual. Mas cabe ao governo federal decidir se aplica ou não os recursos. A presidente Dilma Rousseff, alegando razões econômicas, cortou boa parte das emendas nos três anos de seu governo.
  3. Como ficaria com as novas regras?

    O governo teria de aplicar em emendas 1% da Receita Corrente Líquida da União. Em 2013, isso equivale a 6,75 bilhõe de reais - 11,3 milhões por parlamentar. Se houver risco de o governo fechar o ano no vermelho e surgir a necessidade de um corte, as emendas só podem ser contingenciadas na mesma proporção que atingir o restante do Orçamento.
A proposta, de pleno interesse dos parlamentares vai ser aprovada pelo Senado - restam apenas alguns ajustes. É esta certeza que motiva o Palácio do Planalto a trabalhar agora para tentar amenizar a derrota anunciada. O governo, que já centraliza mais de 80% do Orçamento, é contra o projeto nos moldes aprovados pelos deputados. Para o Executivo, a medida significaria menos liberdade na aplicação dos recursos do Orçamento e menos poder de barganha sobre o Congresso.

A proposta do governo vincula 50% dos recursos das emendas à saúde. O Executivo acredita que, assim, parte dos custos atuais passariam a ser cobertos pelas emendas. Lideranças da Câmara sinalizaram com a possibilidade de uma vinculação menor, de cerca de 30%. O Planalto não aceitou. Agora, a hipótese mais plausível em jogo estabelece 40% de vinculação. É o que defende o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), principal articulador da tramitação da proposta. Outra possível mudança no texto é a previsão de que esses recursos possam ser usados também para custeio, e não apenas investimento.
Independentemente das versões desses acordos preliminares, não há consenso. O texto vai ser discutido em uma reunião de lideranças partidárias na próxima terça-feira. Eles devem elaborar uma proposta que não desagrade ao governo e, ao mesmo tempo, tenha o consentimento dos parlamentares. A preocupação é construir um acordo que seja aceito também pelos líderes partidários da Câmara dos Deputados, já que a alteração no Senado devolverá o texto para uma votação final na casa vizinha.

Uma coisa é certa: se o texto for aprovado da forma que está, o governo vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), porque acredita que a proposta fere a Constituição. No voto, o Planalto sofreu uma grande derrota. Apenas a bancada do PT decidiu se opor ao projeto e ficou falando sozinha: foram 376 votos a favor, 59 contrários e 5 abstenções. "Não há como o Executivo ser obrigado ao outro poder a gastar determinado recurso",diz o líder do PT no Senado, Wellington Dias. Ele reconhece, entretanto, que qualquer resistência ao projeto seria infrutífera. Resta negociar:  "Vamos encontrar um entendimento", afirma.

Curral eleitoral - Pouco importa o formato do texto que for aprovado, a transformação das emendas em obrigatórias deve alterar a dinâmica de negociação entre o Executivo e o Legislativo. O balcão de negócios entre Planalto e Congresso pode, em tese, ter fim: o governo não terá como liberar emendas em troca de apoio nas votações importantes, nem os deputados e senadores poderão impedir votações para forçar o governo a liberar as emendas. Mas isso não significa que o Orçamento Impositivo é um avanço para o país.
Um simples raciocínio indutivo provoca desconfiança: os parlamentares que não cassaram o mandato do deputado presidiário Natan Donadon serão capazes de aplicar com lisura um Orçamento individual desse montante? São os mesmos deputados que aceitam destravar votações após negociar, de forma pouco republicana, a liberação de recursos ou a indicação de cargos. Os mesmos congressistas que jogaram o Parlamento em uma constante crise de representatividade.

black bird the beatles







domingo 01 2013

Síria qualifica decisão de Obama de "recuo histórico americano"

Por Reuters, Reuters



BEIRUTE/PARIS, 1 Set (Reuters) - A Síria saudou o "recuo histórico norte-americano", neste domingo, depois que o presidente Barack Obama atrasou um ataque militar iminente, decidindo consultar o Congresso.
Como Obama recuou no último minuto, a França afirmou que não poderia agir sozinha para punir o presidente Bashar al-Assad por um ataque com armas químicas, tornando-se o último país ocidental aliado a repensar o bombardeio à Síria.
"Obama anunciou ontem, diretamente ou através de implicação, o início de um recuo histórico norte-americano", afirmou o jornal oficial da Síria al-Thawra em um editorial de primeira página.
O presidente dos Estados Unidos disse no sábado que iria buscar o consentimento do Congresso antes de tomar uma ação militar contra Damasco --motivada pelo ataque de 21 de agosto, em que as forças de Assad são acusadas--, uma decisão que deve atrasar qualquer ataque em ao menos nove dias.
O vice-ministro de Relações Exteriores sírio, Faisal Mekdad, condenou qualquer movimento ocidental armado contra seu governo. "A decisão de entrar em guerra com a Síria é uma decisão criminosa e uma decisão incorreta. Estamos confiantes que seremos vitoriosos", disse ele a repórteres diante de um hotel em Damasco.
No entanto, a coalizão de oposição da Síria pediu neste domingo ao Congresso dos Estados Unidos que autorize uma ação militar e disse que qualquer intervenção deve ser acompanhada de mais armas para os rebeldes.
Obama fez o anúncio-surpresa em um jogo que vai testar sua habilidade de projetar a força americana no exterior e de exercer seu poder em casa.
Antes de se colocar o pé no freio, o caminho tinha sido liberado para um ataque dos Estados Unidos. Navios da Marinha estão na região aguardando ordens para lançar mísseis, e os inspetores da ONU deixaram a Síria depois de reunir provas de um ataque com armas químicas que as autoridades norte-americanas afirmam ter matado 1.429 pessoas em áreas controladas pelos rebeldes.
(Por Yara Bayoumy e Dominique Vidalon)

Luiz Felipe Pondé - O Animal em Ruínas



Casa Civil lamenta situação de ex-assessor preso

Por estadao.com.br
Brasília, 31/08/2013 - A Casa Civil divulgou nota na qual a ministra Gleisi Hoffmann "lamenta profundamente a situação"...



Brasília, 31/08/2013 - A Casa Civil divulgou nota na qual a ministra Gleisi Hoffmann "lamenta profundamente a situação" que envolve o ex-assessor Eduardo Gaievski, que trabalhou no ministério entre janeiro e agosto deste ano. Gaievski foi preso neste sábado (dia 31) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele era considerado foragido desde que a Justiça decretou sua prisão por abuso sexual de menores.
"Tenho uma história de vida, não só política, em defesa da mulher e seus direitos, mas também de crianças e adolescentes. As acusações imputadas a Eduardo Gaievski são da mais alta gravidade e têm de ser apuradas levando-se às últimas consequências. Jamais compactuei ou compactuarei com crimes, ignorando-os ou acobertando-os", diz a ministra.
De acordo com a nota, Gaievski, que também é ex-prefeito de Realeza (PR), foi afastado imediatamente das funções na Casa Civil em 23 de agosto, dia em que a ministra foi informada da prisão preventiva e das acusações. O ministério lembra ainda que ele foi contratado para trabalhar na Casa Civil para acompanhar e monitorar alguns programas do governo federal executados em parceria com municípios. "A contratação considerou a avaliação dele à frente da prefeitura de Realeza. Foi reeleito por 87% da população e teve aprovação elevada na política de saúde", diz a nota.
A Casa Civil informa ainda que, para a contratação, foram realizadas todas as pesquisas que se faz para ocupação de cargo de confiança na administração pública federal. "Em nenhum momento, durante o processo de contratação, foi encontrada qualquer indicação sobre as acusações que hoje surgem contra Eduardo Gaievski e que levaram à sua prisão na manhã deste sábado." (AE)

Barbosa pede aumento do salário do STF para R$ 30 mil


Apesar de Admirar o Ministro Joaquim Barbosa, eu NÃO acho que seja o momento de pedir aumento de salário!

Por DAIENE CARDOSO, estadao.com.br
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, encaminhou nesta quinta-feira, 29, à...




O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, encaminhou nesta quinta-feira, 29, à Câmara dos Deputados projeto de lei que eleva para R$ 30.658,42 o salário dos ministros da Corte. Segundo o projeto, o impacto da proposta será de R$ 598.121,00 no Orçamento do Judiciário.
Atualmente, os ministros ganham R$ 28.059,29. No texto, Barbosa destaca a necessidade de "compensar as perdas sofridas em face do processo inflacionário" entre janeiro de 2012 e dezembro deste ano.
O valor requerido é resultante da aplicação do porcentual de 4,06% ao subsídio previsto para vigorar a partir de janeiro do próximo ano (R$ 29.462,25). A Corte lembra que a estimativa do IPCA para 2013 é de 5,8% e o índice já concedido pela lei 12.771, de dezembro passado, é de 5%.

Maradona aponta Brasil como favorito à Copa

Assim Até Assusta, Diego!! Rs


Futebol

Argentino garante que não existirão adversários à altura da seleção brasileira

Diego Maradona, técnico do Al-Wasl nos Emirados Árabes Unidos, em coletiva após treino do time em Dubai
(Marwan Naamani/AFP)
Crítico do futebol argentino atual, Diego Maradona considera que a seleção brasileira é a favorita absoluta ao título da Copa do Mundo do ano que vem, a qual disputará na condição de anfitriã, e que a Copa das Confederações, disputada em junho deste ano, serve como forte argumento.
Antes de disputar uma partida festiva de showbol (futebol em gramado sintético indor) na cidade de Mendoza, Maradona falou sobre a Copa e sobre duas de suas grandes paixões, a seleção argentina e o Boca Juniors, do qual gostaria de ser técnico.
"O Brasil não terá adversários no Mundial. Vimos na Copa das Confederações que os europeus não conseguem jogar em alto nível na América do Sul", comentou.
Segundo o ídolo argentino, a seleção de seu país também não conseguirá fazer frente à equipe comandada por Luiz Felipe Scolari, mas não por motivos técnicos, mas sim por questões extracampo.
"Os jogadores argentinos fazem o que podem, mas os problemas são os seus líderes. Não é possível que Grondona esteja na Associação do Futebol Argentino (AFA) há mais de 700 anos", disse ex-jogador, disparando mais uma vez contra um de seus desafetos.
Maradona também criticou o momento atual do Boca, eliminado nas quartas de final da Taça Libertadores deste ano e que atualmente ocupa a décima posição do Torneio Inicial do Campeonato Argentino. Seus principais alvos foram o técnico Carlos Biancchi e o meia Juan Román Riquelme.
"Quando passar toda esta história de Bianchi e Riquelme, aí sim nos postularemos a fazer um grande Boca, como o clube merece", declarou. "Realmente fizeram de tudo pelo Boca, mas o tempo passa e não perdoa. Por isso, agora, se eles têm que dar um passo atrás, que deem. Riquelme é um grande jogador, mas fisicamente o tempo passa para todos nós e está prejudicando-o", acrescentou.
Por fim, ao se referir a Biancchi, o astro fez uma brincadeira: "O momento do Boca é muito difícil. Diziam que Biancchi tinha o telefone direto com Deus, mas parecem que cortaram o cabo", ironizou. 
(Com agência EFE)