sábado 27 2013

Dicas para aproveitar o passeio na José Paulino e Brás


Separamos algumas dicas para você não ter surpresas
Separamos algumas dicas para você não ter surpresas.
1 - O melhor dia para ir às compras é durante a semana, no período da manhã. Mas como trabalhamos e nunca temos tempo, pode-se ir no sábado. As lojas abrem durante a semana das 9h às 18h e das 8h às 13h aos sábados.
2 - Leve dinheiro e cheques. Isso mesmo, cheques. Várias lojas dão até descontos para quem compra com eles. Algumas lojas aceitam cartão de debito.
3 - Se você for de carro, cuidado ao estacionar. Caso você consiga achar uma vaga na rua não esqueça, coloque em uma Zona Azul. A fiscalização é rígida. Caso prefira parar em um estacionamento leve dinheiro, pois muitos estabelecimentos na região não aceitam cartão.
4 - Como nada na vida é perfeito, existe um sério problema em ir às compras no Bom Retiro e no Brás: várias lojas não têm provador. Elas foram projetadas para vender estilo atacado. Uma dica é vestir roupas simples como blusinha e legging. Dessa forma você pode colocar por cima do que está usando e provar o modelito que estiver namorando.
5 - Escolha bem a peça, pois é muito difícil você conseguir trocá-la. É normal não ter a mesma roupa no dia seguinte, devido à grande demanda de clientes.
6 - Peça um cartão de visitas da loja que você mais gostou. Da próxima vez você faz um roteiro pré-programado às lojas que quer visitar.
7- Prefira levar uma bolsa pequena para não chamar a atenção ou uma mochila para colocar tudo dentro. Como você vai comprar bastante, é desconfortável carregar várias sacolas e uma bolsa tipo Gato Felix.
8 - Nas ruas que cruzam a José Paulino você encontra sapatos, bolsas e acessórios dos mais diversos tipos e modelos.
9 - Leve algumas amigas. As lojas de atacado fazem preços mais econômicos quando se compra acima de 6 a 8 peças.

10 - Preste atenção no estado da roupa que você está levando. Verifique se a peça está bem costurada, rasgada ou faltando algum botão.

Ministro diz que cabe ao governo decidir momento correto de acabar com multa adicional de 10% do FGTS

FGTS

Manoel Dias comenta decisão da presidente Dilma de vetar integralmente projeto aprovado no Congresso

Secretário-geral do PDT Manoel Dias
Manoel Dias falou ao programa "Bom Dia, Ministro", da TV NBR (Renato Araujo/Agência Brasil)
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou nesta sexta-feira ser a favor do veto da presidente Dilma Rousseff sobre o texto que acabaria com a multa adicional de 10% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), paga pelas empresas nos casos de demissões sem justa causa. Dias argumentou que o valor pago atualmente se destina a projetos sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. 
"O projeto tem alcance social muito grande e, oportunamente, em um momento correto, o governo brasileiro entenderá que deve ser encerrado a cobrança desse adicional", disse em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da TV NBR. 
Na quinta-feira a presidente Dilma Rousseff vetou, integralmente, o Projeto de Lei Complementar 200, que acabava com a multa adicional de 10% do FGTS paga pelas empresas nos casos de demissões sem justa causa. A proposta, se fosse sancionada, retiraria 3 bilhões de reais anuais dos cofres da União. O texto previa o fim da cobrança da contribuição a partir de 1º de junho deste ano.
Contexto - O empregador já tem de pagar 40% de multa em caso de demissão sem justa causa e apenas esse valor é recebido pelo funcionário. A cobrança foi criada em 2001 para suprir um rombo decorrente nas perdas do FGTS provocadas pelos Planos Verão e Collor 1, na década de 1990. À época, a contribuição surgiu como uma solução provisória para zerar a dívida. 
No ano passado, porém, a Caixa Econômica Federal notificou o governo de que a conta estava paga e que o adicional poderia ser extinto – o que até hoje não aconteceu e, desde julho de 2012, os recursos seguiam para o cofre da União, contribuindo para o superávit primário. Ao todo, calcula-se que o ressarcimento tenha custado 45,3 bilhões de reais aos cofres do setor empresarial, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).


(com Estadão Conteúdo)

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TelexFree nega ter desviado R$ 100 mi após bloqueio de bens

Justiça

De acordo com Ministério Público do Acre, firmas que receberam dinheiro estão ligadas à TelexFree

Naiara Infante Bertão
Cerca de 300 manifestantes bloquearam a BR 116, em frente ao Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio (RS), durante protesto contra a decisão da juíza do Acre que suspendeu as contas bancárias da empresa Telexfree em todo o país, em 02 de julho
Telexfree diz que R$ 100 milhões transferidos eram para custos para manutenção dos serviços de Voip (Marcio Rodrigues/Futura Press)
A TelexFree negou ter desviado ilegalmente aproximadamente 100 milhões de reais logo após o bloqueio de seus bens pela Justiça do Acre, em 18 de junho. A afirmação consta na Ação Civil Pública do Ministério Público do Estado do Acre contra a empresa e seus fundadores - documento ao qual o site de VEJA teve acesso.
“Após a decisão interlocutória, ainda foram desviados mais de 100 milhões de reais para duas contas não pertencentes à TelexFree, pois têm como titulares a Worldxchange (dois depósitos nos valores de 41,78 milhões de reais e 9,9 milhões de reais) e a Simternet (um depósito no valor de 49,98 milhões de reais), quantia total essa que somente foi recuperada por força da agilidade do Juízo”, diz o documento.
As duas empresas de telecomunicação que receberam o dinheiro são ligadas à TelexFree. No caso da Simternet, cujo nome fantasia é Voxbras, provedora de telefonia, internet e TV a cabo, consta que ela pertence ao grupo TelexFree.
Reprodução
Site da Voxbras do Grupo TelexFree
Site da Voxbras, do Grupo TelexFree
Já a Worldxhange Intermediação de Negócios, cujo nome fantasia é Disk à Vontade, tem como sócio e presidente Carlos Wanzeler, também sócio da TelexFree. Wanzeler aparece como presidente da Disk à Vontade em vídeo de evento em 2009, que também mostra uma entrevista de Carlos Costa, hoje diretor comercial da TelexFree, identificado nas imagens como líder nacional de marketing da própria Disk à Vontade. 
Procurada, a TelexFree respondeu por meio de seu advogado, Wilson Furtado Roberto, que “a empresa não desviou nenhum recurso”. “Os 100 milhões eram para custos para manutenção dos serviços de Voip”, afirmou. 
Por determinação da Justiça do Acre, a TelexFree teve aproximadamente 600 milhões de reais em bens bloqueados e foi impedida de realizar pagamentos ou incluir novas pessoas em sua rede até que se finalizem as investigações. A empresa já entrou com dois recursos pedindo o desbloqueio. Um já foi negado. No caso do segundo, o Ministério Público do Acre ainda está preparando a resposta.

Pirâmides são uma roubada - saiba como escapar

O que é uma pirâmide financeira?

Também conhecida como esquema de Ponzi, a pirâmide é uma estrutura de negócios que usa a venda de um produto ou serviço como fachada, mas tem como foco atrair pessoas que invistam dinheiro na empresa.
Os participantes são remunerados especialmente pela indicação de outros associados, sem levar em consideração a real venda de produtos. Assim, a sustentabilidade do negócio fica comprometida. Em dado momento, atrair novos participantes se torna matematicamente impossível e o esquema desmorona. Ganha quem conseguir sair antes. Em geral, os participantes que entram por último acabam perdendo dinheiro.

Por que é usado o termo pirâmide?

O termo "pirâmide" vem da estrutura formada quando novos participantes são chamados. A pessoa no topo da pirâmide é a primeira a entrar no sistema e chama outras pessoas que, por sua vez, convidam novos ingressantes e a rede de divulgadores cresce em níveis. Em geral, as comissões são dadas com base na quantidade de pessoas que cada líder angaria para sua rede. 
 

O que é marketing multinível?

Marketing multinível ou marketing de rede é um modelo comercial que usa as vendas diretas e a rede de relacionamento dos revendedores. Trata-se de modelo comercial sustentável e legal, no qual o integrante da rede ganha pela venda de produtos ou serviços - e não pelo recrutamento de outros vendedores. Ou seja, seu faturamento será proporcional à receita gerada pelas vendas e não pelo número de integrantes que são trazidos para o negócio. 
 

Por que é fácil confundir marketing multinível com pirâmide financeira?

A diferença está essencialmente no foco da receita da empresa e remuneração da rede de divulgadores: enquanto no marketing multinível a renda decorre da comercialização de produtos/serviços, na pirâmide as comissões ocorrem com base em novas indicações de participantes. A venda do produto é apenas um artifício de fachada.
 
Assim, muitas empresas utilizam o marketing multinível como escudo, ou seja, rotulam-se sérias, para evitar especulações. O fato de ser uma publicidade “boca-a-boca” e pouco divulgada nas mídias tradicionais dificulta a percepção do crime. Como o enriquecimento rápido acontece, de fato, e os envolvidos querem continuar a receber o rendimento do dinheiro investido, há poucas reclamações formais. 

Como não cair no golpe da pirâmide?

Desconfie de qualquer negócio que prometa altos rendimentos, em pouco tempo, mediante pouco ou nenhum esforço. A segunda orientação é, sempre que decidir investir dinheiro em uma empresa - e não uma instituição financeira - procure se informar sobre a idoneidade do negócio e se há regulação específica que ampare a atividade. Vasculhe Procons e sites de reclamações para verificar a satisfação dos clientes e revendedores. Caso decida investir em um negócio não regulado, guarde todos os e-mails, contratos e pagamentos da operação para poder recorrer à Justiça, em caso de problemas.
 

Por que pirâmide financeira é crime?

Não há na legislação brasileira nada que diferencie marketing multinível de pirâmide financeira, o que acaba contribuindo para que alguns esquemas fraudulentos sobrevivam por períodos longos. Isso não quer dizer, porém, que não haja penalidades para este tipo de esquema. Empresas suspeitas podem ser enquadradas lei 1.521/51, que trata de delitos contra a economia popular - ou seja, define como crime o ganho ilícito decorrente do prejuízo alheio mediante especulação ou fraude. 
 

Quais são as punições para o crime de pirâmide financeira?

A lei contra crimes à economia popular prevê detenção de seis meses a dois anos, suspenção das atividades da empresa e multa a ser definida pela Justiça. 
 

Quem deveria fiscalizar essas empresas?

Apesar de o crime de pirâmide ser dito financeiro, não cabe ao Banco Central nem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) fiscalizá-lo. Quem pode descobrir irregularidades, nesses casos, são as empresas reguladoras de suas áreas correspondentes (no caso da qualidade do serviço/produto), a Receita Federal (no caso de enriquecimento rápido) e os próprios Ministérios Públicos (denúncias de consumidores). A falta regulamentação específica e a velocidade com que essas empresas se propagam têm potencializado o problema.
 

Todos que aderem a um esquema de pirâmide perde dinheiro?

Os primeiros participantes sempre ganham mais, enquanto os últimos costumam perder quase tudo que investiram. Isso ocorre porque, em geral, quando o esquema é descoberto, o valor acumulado pela empresa não é suficiente para garantir os retornos prometidos - e, em muitos casos, não consegue nem mesmo ressarcir o valor inicial aplicado pelos participantes. O bloqueio de bens é uma das únicas maneiras de garantir algum tipo de ressarcimento às vítimas.
 

Posso ter problemas com a Receita Federal se participar de uma pirâmide?

De acordo com a Receita, todos os ganhos obtidos pelas pessoas físicas e jurídicas, ainda que passíveis de sanção criminal, são tributáveis. Hoje, o sistema da Receita Federal está totalmente integrado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Portanto, toda e qualquer movimentação financeira deve ser declarada, sob pena de acarretar medidas administrativas e criminais. 
 

Pirâmides: saiba como não cair nesse velho golpe

Fraude

Diante das dezenas de investigações de crime por formação de pirâmide financeira, o site de VEJA conversou com especialistas para saber como evitar tornar-se participante de uma

Naiara Infante Bertão
Carro com marca da TelexFree na cidade Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso
TelexFree, acusada de ser pirâmide financeira, tem 1 milhão de pessoas em sua rede (Ivan Pacheco)
O crime de pirâmide financeira, comum no Brasil durante os anos 1990, voltou a ser alvo de investigações nos últimos meses, depois que uma ação conjunta de Ministérios Públicos passou o pente fino em 33 empresas, sendo a TelexFree a principal delas. Estimuladas pela difusão de informação sobre as empresas nas redes sociais, mais de 1,3 milhão de pessoas se envolveram no negócio, segundo a Justiça. Todas buscavam ganhar dinheiro em "aplicações" que têm como base a essência da pirâmide - o golpe antigo do dinheiro rápido e fácil, de preferência, sem sair de casa.
O primeiro caso de pirâmide de que se tem notícia foi criado pelo italiano Charles Ponzi, na década de 1920. Ele arquitetou um lucrativo esquema de compra e revenda de selos do correio internacional nos Estados Unidos que o deixou muito rico rapidamente. Ponzi prometia retornos de 100% em apenas 90 dias. Mas, na verdade, os ganhos dos investidores mais antigos eram custeados pela entrada de novos, e não pela revenda dos selos. O esquema foi desmascarado por um auditor. Ponzi foi preso, deportado e morreu no Rio de Janeiro, em 1949, como indigente. A proporção de seu golpe foi tamanha que a expressão 'Esquema Ponzi' dá nome ao modelo de pirâmide financeira nos Estados Unidos.
Ponzi foi a inspiração do megainvestidor americano Bernard Madoff, cujo esquema que drenou mais de 60 bilhões de dólares e foi descoberto durante a crise financeira de 2008. Madoff foi condenado a 150 anos de prisão por ter arquitetado a fraude e a mantido por mais de 40 anos. No Brasil, os casos marcantes são o do Avestruz Master (1998) e da Fazendas Reunidas Boi Gordo (2004). 
A nova "onda" de pirâmides usa como fachada o modelo de negócio de marketing multinível, muito comum nos Estados Unidos - e que caracteriza empresas como Avon, Natura, Herbalife e Tupperware. Como não há na legislação brasileira nada que diferencie marketing multinível de pirâmide financeira, os casos, quando descobertos, se enquadram na lei 1.521/51, que define como crime o ganho ilícito decorrente do prejuízo alheio mediante especulação ou fraude. A penalização é detenção de seis meses a dois anos, suspensão das atividades da empresa e multa a ser definida pela Justiça.
Como o Brasil tampouco possui lei específica que se aplique aos criadores de pirâmides, especialistas acreditam que muitos cometem a fraude por acreditarem na impunidade. Além disso, os esquemas acabam se sustentando por muito tempo porque as pessoas envolvidas acreditam que terão o retorno fácil e rápido, o que dificulta o poder coercivo da lei. “As reclamações chegam quando os sintomas de saturação começam a aparecer”, afirma a advogada Thais Mayumi Urita, do escritório KBM.
A lista de pessoas envolvidas em operações desse tipo ainda não está fechada. Por enquanto, apenas a Telexfree e a BBom tiveram seus bens bloqueados e estão impossibilitadas de operar temporariamente, enquanto não houver uma decisão judicial que garanta a idoneidade das empresas. Juntas elas possuem, pelo menos, 1,3 milhão de pessoas em sua rede. De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte, outras 31 companhias também estão sendo investigadas pelas mesmas acusações, entre elas a Nnex, Multiclik, Cidiz e Priples. 
Diante da falta de informação clara e segura sobre o tema e da quantidade de dúvidas que surgem quando esse tipo de operação é colocada em xeque, o site de VEJA elaborou uma lista de perguntas e respostas para ajudar a evitar que esquemas de pirâmide façam novas vítimas.

Mercadante procurou Temer para tentar derrubar Mantega

Governo

O ministro da Educação foi ao vice-presidente da República para propor um plano insólito: convencer Dilma Rousseff a demitir o ministro da Fazenda

Robson Bonin
Em encontro com o vice-presidente Michel Temer, Mercadante (à dir.) propôs plano para forçar a demissão do colega de partido e ministério Guido Mantega (à esq.)
Em encontro com o vice-presidente Michel Temer, Mercadante (à dir.) propôs plano para forçar a demissão do colega de partido e ministério Guido Mantega (à esq.) (Mauricio Camargo/Folhapress e Jorge William Ag. Globo)
A meteórica queda de popularidade dos governantes não foi a única consequência imediata dos protestos que tomaram as ruas do país há pouco mais de um mês. Eles também desestabilizaram governos e alianças políticas que se mantinham unidos diante da perspectiva -- cada vez mais incerta -- de vitória nas eleições de 2014. Na semana passada, um graduado auxiliar da presidente Dilma Rousseff fez o seguinte diagnóstico: “O clima no governo nunca esteve tão ruim. É um clima de barata voa, muito fogo amigo, ministro atacando ministro, uma situação caótica. Está todo mundo brigando com todo mundo, falando mal de todo mundo”. O melhor exemplo dessa atmosfera de desentendimento ocorreu na quinta-feira 18, numa reunião entre o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT). Era para ser uma agenda de rotina, mas a conversa trilhou o caminho de uma insólita conspiração que teve como alvo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já devidamente acossado por políticos, empresários e sindicatos devido ao desempenho pífio da economia brasileira.
Com a autoridade de quem desfila pelos gabinetes de Brasília como uma espécie de primeiro-ministro informal de Dilma, e de quem foi conselheiro econômico do ex-presidente Lula, Mercadante propôs o plano para forçar a demissão de Mantega. A estratégia teria de ser posta em prática logo, para que as mudanças ocorressem em setembro. O alvo e o argumento do petista foram escolhidos a dedo. O péssimo desempenho da economia é uma das explicações para a queda vertiginosa de popularidade de Dilma. Nesse contexto, mudar o comando da equipe econômica seria fundamental para que a aliança PT-PMDB tenha chance de vencer a próxima sucessão presidencial.