quinta-feira 16 2013

Depressão altera relógio biológico em nível celular


Saúde mental

Pesquisa aponta que cérebro de pessoas deprimidas não consegue acompanhar o ritmo biológico natural do ambiente, e acabam trocando seu funcionamento do modo 'noite' por 'dia' — e vice-versa

A depressão é uma doença tratável que afeta o estado de humor da pessoa
A depressão é uma doença tratável que afeta o estado de humor da pessoa (Thinkstock)
As células do corpo humano funcionam 24 horas do dia. O trabalho, no entanto, é dividido em duas fases, noite e dia, e é conhecido como ciclo circadiano. Comandado pelo cérebro, esse ciclo circadiano é o responsável por gerenciar o funcionamento do corpo — regulando, por exemplo, o apetite, os horários de sono e o humor. Um novo estudo publicado no PNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, acaba de encontrar a primeira evidência de que, em pessoas com depressão, esse ciclo é desregulado — deixando a pessoa fora de sintonia com o ambiente em que vive.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Circadian patterns of gene expression in the human brain and disruption in major depressive disorder

Onde foi divulgada: periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)

Quem fez: Jun Z. Li e equipe

Instituição: Universidade de Michigan, EUA

Dados de amostragem: 55 cérebros de pessoas que não tinham depressão e 34 cérebros de pessoas com depressão

Resultado: Descobriu-se que o funcionamento genético do cérebro estava comprometido em pacientes com depressão. Essa alteração no funcionamento leva ao desregulamento do ciclo circadiano — o organismo funciona como se fosse dia, durante a noite, e vice-versa.
A descoberta, feita por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisou uma grande quantidade de dados recolhidos de cérebros doados por pessoas com e sem depressão. Em um cérebro normal, o padrão de atividade genética em um determinado momento do dia é tão distinto, que foi possível estimar com precisão a hora da morte do doador do cérebro. Por outro lado, em pacientes gravemente deprimidos, o ciclo circadiano se encontrava tão perturbado que o padrão "dia" das atividades podia se parecer com o padrão "noite" — e vice-versa.
Pesquisa — Para o estudo, foram usados cérebros doados logo após a morte, junto com uma extensa lista de informações clínicas sobre o paciente. Diversas regiões foram dissecadas manualmente ou com o uso de laser (capazes de capturar tipos mais especializados de células). Esses materiais foram, então, analisados para medir a atividade genética.
Segundo Jun Li, coordenador do estudo e professor assistente do Departamento de Genética Humana da Universidade de Michigan, isso permitiu à equipe prever em qual hora do dia cada paciente que não tinha depressão havia morrido. Para isso, foram observados 12.000 genes isolados, de seis regiões de 55 cérebros. A análise proporcionou uma compreensão detalhadas de como a atividade do gene variava ao longo do dia.

Saiba mais

CICLO CIRCADIANO
Consiste no período de 24 horas em que se baseia o funcionamento do ciclo biológico. Ele é influenciado por fatores como iluminação solar, temperatura e, acredita-se, até mesmo a maré. Esse ciclo regula desde o funcionamento orgânico do corpo, como apetite, digestão e sono, até o funcionamento de ritmos psicológicos, como o humor.
Quando a equipe repetiu o processo no cérebro das 34 pessoas que estavam deprimidas, no entanto, perceberam que a atividade genética estava desligada por horas. As células se comportavam como se estivessem em um horário do dia completamente diferente. “As pessoas com depressão não estavam sincronizadas com a luz do Sol, em termos de atividade dos genes. Era como se elas estivessem vivendo em um fuso horário completamente diferente”, diz Li.
De acordo com Huda Akil, diretora do Instituto de Neurociência Molecular e Comportamental da Universidade de Michigan, centenas de genes sensíveis ao ciclo circadiano emergiram da pesquisa. "Encontramos não apenas aqueles genes primários, que haviam sido estudados em animais ou em células laboratoriais, mas também outros genes cuja atividade aumenta e cai ao longo do dia", diz.
Futuro — O próximo passo, segundo Huda Akil, é usar a nova informação para ajudar a encontrar novas maneiras de prever a depressão, encontrar tratamentos mais específicos para cada paciente e até mesmo desenvolver novos medicamentos. Uma possibilidade, por exemplo, seria encontrar novos marcadores biológicos para a depressão (moléculas que podem ser identificadas pelo sangue, pele ou cabelo).
Os cientistas precisam ainda determinar por que o ciclo circadiano é alterado durante a depressão. "Podemos apenas imaginar que essa alteração tenha mais de uma causa. Precisamos aprender mais sobre a natureza do ciclo, e por que ele é afetado. Assim, poderemos pensar em consertar o ciclo de uma pessoa, a ajudando a melhorar da depressão", diz Huda.

quarta-feira 15 2013

Fernanda Montenegro revela que tirou carteira de prostituta



Crítica: O incrível poder de fogo de Avenida Brasil - 1 (© Divulgação TV Globo)
Por FAMOSIDADES
SÃO PAULO - Recentemente Fernanda Montenegro tem se envolvido na defesa de causas sociais. Depois de beijar na boca a atriz Camila Amado, em protesto contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano, a veterana fez uma declaração bombástica quanto à imagem de sua profissão no passado.
“Pertenço à geração de artistas que ainda tirou carteirinha de prostituta na polícia. Naquela época, artista era prostituta, viado ou gigolô. Quem tirou essa obrigatoriedade foi a Dulcina de Moraes”, disse à revista 'Época', referindo-se ao ícone do teatro brasileiro.
Fernanda contou ainda o motivo de ter aceitado participar do 'Programa Rio Sem Preconceito', idealizado pela Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, da prefeitura do Rio de Janeiro.
“Aceitei o convite porque todos nós sofremos preconceitos. Isso faz parte do ser humano, mas a gente tem que, pelo menos, alertar. É preciso saber separar opinião de preconceito. O preconceito leva à morte; contra os judeus, levou ao holocausto.'
Apesar de ter enfrentado dificuldades ao longo da carreira para garantir seu espaço, a estrela se esqueceu de tudo isso e passou a se importar apenas com o sucesso.
“Minha própria família tinha vergonha, mas depois calha de dar certo e você vira um heroi. Mas, se não dá, você continua sendo um louco”.  

Adriana Calcanhotto - Do fundo do meu coração



Simplesmente, Linda de doer!

terça-feira 14 2013

Minha escolha médica, por Angelina Jolie


Por Angelina Jolie- The New York Times News Service/Syndicate
Angelina Jolie é atriz e diretora.
Minha escolha médica, por Angelina JolieAngelina Jolie é atriz e diretora.
Los Angeles – Minha mãe lutou contra o câncer durante quase uma década e morreu aos 59 anos de idade. Ela sobreviveu tempo suficiente para conhecer a primeira neta e segurá-la nos braços. Porém, meus outros filhos nunca terão a chance de conhecê-la e saber como era carinhosa e bondosa.
Nós sempre falamos na "mamãe da mamãe" e fico tentando explicar a doença que a roubou de nós. Eles me perguntaram se a mesma coisa poderia acontecer comigo. Sempre lhes falei para não se preocuparem, mas na verdade eu carrego um gene "defeituoso", o BRCA1, o qual aumenta abruptamente o risco de eu desenvolver câncer de mama e de ovário.

Meus médicos estimaram que eu tinha 87 por cento de risco de câncer de mama e 50 por cento de risco de câncer de ovário, embora o risco seja diferente de mulher para mulher.
Somente uma pequena fração dos cânceres de mama se deve a uma mutação genética herdada. Quem carrega um defeito no BRCA1 tem 65 por cento de risco de desenvolvê-lo, em média.
Quando fiquei conhecendo minha realidade, decidi ser proativa e minimizar o risco o mais completamente possível. Tomei a decisão de fazer uma mastectomia dupla preventiva. Comecei pelos seios, pois meu risco de ter câncer de mama é mais elevado que o ovariano, e a cirurgia é mais complexa.
No dia 27 de abril, finalizei os três meses de procedimentos médicos envolvidos na mastectomia. Durante esse tempo, consegui manter o assunto em segredo e tocar meu trabalho.
FILE -- The actress Angelina Jolie in New York, Oct. 19, 2008. Jolie’s disclosure that she had her breasts removed in 2013 in the hope of preventing breast cancer highlights the painful dilemma facing other women who, like her, learn that they carry genetic mutations that greatly increase the risk of the disease. (© Todd Heisler/The New York Times)

Entretanto, estou escrevendo a esse respeito agora porque espero que outras mulheres possam se beneficiar com minha experiência. 'Câncer' ainda é uma palavra que enche de medo o coração das pessoas, produzindo uma sensação profunda de impotência. Porém, hoje em dia é possível descobrir por meio de um exame de sangue se temos uma alta propensão ao câncer de mama e de ovário e agir de acordo.
Meu processo começou no dia dois de fevereiro com um procedimento conhecido como 'nipple delay', que elimina a possibilidade de desenvolver a doença nos dutos mamários atrás do mamilo e leva mais sangue para a área. A técnica provoca um pouco de dor e muitos hematomas, mas aumenta a chance de poupar o mamilo.
Duas semanas depois, fiz a cirurgia maior, quando o tecido mamário foi substituído por um enchimento temporário. A operação pode demorar oito horas. Você acorda com drenos e dilatadores nos seios. Parece coisa de filme de ficção científica. Mas, alguns dias após a cirurgia, você pode retomar a vida normal.
Nove semanas depois, a cirurgia final é concluída com a reconstrução dos seios por meio de um implante. Aconteceram muitos progressos nesse procedimento nos últimos anos e os resultados podem ser bonitos.
Quis escrever este artigo para contar às outras mulheres que a decisão de fazer a mastectomia não foi fácil. Porém, estou muito feliz de tê-la feito. Minhas chances de desenvolver câncer de mama caíram de 87 por cento para menos de cinco por cento. Posso afirmar aos meus filhos que eles não precisam se preocupar em perder a mãe de câncer de mama.
Fico tranquilizada ao saber que eles não enxergam nada que os deixe desconfortáveis. Somente podem ver minhas cicatrizes pequenas e ponto final. Tudo o mais é apenas a mamãe, a mesma de sempre. E meus filhos sabem que eu os amo e farei tudo que estiver ao meu alcance para ficar o máximo de tempo possível com eles. Pessoalmente, não me sinto diminuída enquanto mulher. Sinto-me cheia de garra por ter tomado uma decisão difícil que não diminui em nada minha feminilidade.

Tenho a sorte de contar com um parceiro, Brad Pitt, amoroso e apoiador. Assim, todos que tiverem uma esposa ou namorada passando por isso precisam saber que são muito importantes durante a transição. Brad estava no Pink Lotus Breast Center, onde fui tratada, durante todas as cirurgias. Conseguimos encontrar momentos para rirmos juntos. Nós sabíamos que esta era a coisa certa a ser feita por nossa família e que isso iria nos unir ainda mais. E assim foi.
Em relação às mulheres que estejam me lendo, tomara que meu artigo as ajude a saber que existem opções. Quero incentivar toda mulher, principalmente quem tem histórico familiar de câncer de mama ou ovariano, a buscar informações e especialistas médicos que possam ajudá-la a vencer esse aspecto de sua vida e a tomar decisões fundamentadas.
Reconheço que existem muitos médicos holísticos maravilhosos trabalhando em alternativas à cirurgia. Meu tratamento será publicado no devido tempo no site do Pink Lotus Breast Center. Espero que ele seja útil para outras mulheres.
O câncer de mama mata aproximadamente 458 mil pessoas por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde, principalmente em países de renda baixa e média. É preciso dar prioridade a garantir que mais mulheres tenham acesso a testes genéticos e a tratamentos preventivos que salvam vidas, independentemente de seus recursos, histórico e local de residência. O custo do teste com os genes BRCA1 e BRCA2, acima dos US$ 3 mil nos Estados Unidos, continua sendo um obstáculo para muitas mulheres.
Decidi não guardar minha história em segredo porque existem muitas mulheres que não sabem que podem estar vivendo sob a ameaça de um câncer. Espero que também elas consigam examinar seus genes e, caso também tenham risco elevado, saibam que existem opções muito boas.
A vida traz muitos desafios. Não devemos nos assustar com aqueles que podemos enfrentar e controlar.
The New York Times News Service/Syndicate 



Brad Pitt afirma que Angelina Jolie teve atitude heróica ao se submeter a uma mastectomia preventiva


Homossexual, Thammy Miranda sofre preconceito no meio artístico - 1 (© AgNews)

RIO DE JANEIRO – Brad Pitt se pronunciou acerca da mastectomia preventiva feita por Angelina Jolie para evitar o câncer de mama e se derreteu em elogios à esposa.
“Tendo testemunhado esta decisão em primeira mão, acho que a escolha de Angie, assim como de tantas outras mulheres, é absolutamente heróica. Agradeço à nossa equipe médica pelo cuidado e foco. Tudo que eu quero é que ela tenha uma vida longa e saudável comigo e com nossos filhos. Este é um dia feliz para a nossa família”, afirmou ao “The London Evening Standard”.
Na manhã desta terça-feira (14), Angelina revelou ter passado pelo procedimento após descobrir que tinha 87% de chance de ter câncer de mama e 50% de possibilidade de ter câncer no ovário. “Decidi ser proativa e reduzir o risco o máximo que eu podia. Eu me sinto segura de que fiz uma escolha dura e que de maneira nenhuma diminuí minha feminilidade. Para qualquer mulher que esteja lendo isso, espero que isso ajude você a saber que tem opções”, contou ao “The New York Times”.

Aos 83 anos, Fernanda Montenegro brinca que é esquizofrênica


Por FAMOSIDADES
Homossexual, Thammy Miranda sofre preconceito no meio artístico - 1 (© AgNews)
SÃO PAULO - Fernanda Montenegro fez uma revelação um tanto quanto inusitada durante conversa com Angélica, apresentadora do programa 'Estrelas'.
Em tom de brincadeira, a atriz de 83 anos disse que se considera uma 'senhora esquizofrênica', com dupla personalidade.
'Fernanda Montenegro é apenas uma entidade que a Arlette vê', disse ela, referindo-se a seu nome verdadeiro, Arlette Torres.
Questionada pela entrevistadora sobre quem estaria conversando no momento, a mãe de Fernanda Torres avaliou: 'Arlette'. 'Pode me chamar de Arlette e de Fernanda também. Poucas pessoas me chamam de Arlette. A maioria já morreu.'

Angelina Jolie retira seios para evitar câncer de mama


Por FAMOSIDADES
Homossexual, Thammy Miranda sofre preconceito no meio artístico - 1 (© AgNews)
SÃO PAULO - Angelina Jolie surpreendeu ao revelar que decidiu retirar os seios para diminuir as chances de desenvolver câncer de mama.
Em entrevista ao jornal 'The New York Times', a atriz disse que se submeteu a mastectomia dupla em fevereiro deste ano e que o processo se completou em abril. 'Decidi ser proativa e reduzir o risco o máximo que eu podia', contou.
Segundo Jolie, os médicos estimaram que suas chances de desenvolver câncer de mama eram de 87%, e de 50% para câncer no ovário. 'A verdade é que tenho um gene falho, o BRCA1, que aumenta consideravelmente minhas chances de desenvolver câncer de mama e câncer de ovário.'
Durante a conversa, a estrela de Hollywood revelou ainda o medo em ter que deixar seus seis filhos sem mãe - a atriz perdeu precocemente a própria mãe, que morreu aos 56 anos, depois de quase uma década de luta contra o câncer.
'Eu me sinto segura de que fiz uma escolha dura e que de maneira nenhuma diminuí minha feminilidade', afirmou. 'Para qualquer mulher que esteja lendo isso, espero que isso ajude você a saber que tem opções', disse ela, que diminuiu as chances de desenvolver a doença para 5% após a mastectomia.
Angelina também fez questão de agradecer o marido, o ator Brad Pitt, pelo apoio e amor durante o procedimento de nove semanas.