quinta-feira 15 2012

Te cuida, Suplicy


veja.com

Exatamente, cartão vermelho
Pode-se acusar o PT de quase tudo, menos de incoerência. Enquanto brada em favor de mensaleiros como José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares, oferecendo amparo, colo e socorro financeiro, seleciona as peças de descarte. A bola da vez: Eduardo Suplicy.
Isolado da cúpula paulista do partido, responsável por dar os rumos da legenda, Suplicy já não encontra amparo nem colo algum entre os mandatários. Está próximo do fim da linha.
O PT direta e indiretamente já sinalizou o que espera de Suplicy em 2014: sair de cena. Não há apoio para uma eventual reeleição no Senado. Governo, então, nem pensar.
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/partidos/pt-escolhe-os-seus-e-joga-suplicy-para-escanteio/

PT quer que o elefante branco de Brasília seja… vermelho


Cidades-sede

Agnelo quer trocar verde, amarelo e azul da bandeira pela cor do seu partido

Obras do Estádio Nacional de Brasília no fim de outubro de 2012
Obras do Estádio Nacional de Brasília no fim de outubro de 2012 - Ademir Rodrigues/Ministério do Esporte/Divulgação
Governo estima custo da obra em 800 milhões de reais. Senadores acham que preço deve passar de 1 bilhão de reais. Em Brasília, muitos acreditam que a conta será ainda mais salgada - algo na casa de 1,5 bilhão, só de dinheiro público














Ele deverá consumir 1 bilhão de reais de dinheiro público e tem tudo para se transformar num abacaxi para o Distrito Federal depois da Copa do Mundo. Se depender do PT, o Estádio Nacional de Brasília deverá ser também o único elefante branco do Mundial vestido de vermelho - a vontade do governador Agnelo Queiroz é de que essa seja a cor das cadeiras da nova arena, que substituiu o antigo estádio Mané Garrincha. Um dos projetos mais contestados entre as doze sedes de jogos da Copa de 2014, a nova arena enfrenta uma perspectiva preocupante, já que não existe nenhum clube de grande porte na capital federal. Com isso, o uso do estádio depois de 2014, a princípio, se limitará a eventuais amistosos da seleção brasileira - que raramente marca partidas no país - e alguns shows e eventos, ainda que Brasília (palco do primeiro cancelamento de obras prometidas para 2014) não esteja na rota dos grandes espetáculos que visitam o país. O petista Agnelo, que garante que o governo distrital encontrará uma forma de evitar que o estádio fique sem uso, contraria o projeto original do estádio, que previa cadeiras nas cores da bandeira nacional, verde, amarelo e azul. Nesta quinta-feira, aliás, o governo inicia, em parceria com a Coca-Cola, patrocinadora oficial da Copa, uma campanha de coleta de garrafas PET que serão recicladas e usadas na fabricação dos assentos do estádio.

A mudança é alvo de uma ação encaminhada à Promotoria do Patrimônio Público do DF. O governo anunciou a alteração como certa, mas os promotores aguardam uma nota técnica para decidir sobre a questão. A maquete do estádio ainda está como foi projetada, com os assentos lembrando a bandeira. Especializado em desenho de arenas esportivas e responsável pelo projeto de Brasília, o arquiteto Eduardo de Castro Mello explica que a ideia inicial seria a de manter a área vip na cor azul, "significando a hospitalidade". Já os assentos das arquibancadas iriam variar do amarelo claro ao verde. Essas variações de tons, usadas, por exemplo, nos estádios da África do Sul para a Copa de 2010, não só destacariam as cores nacionais como também serviriam para passar a impressão de que o estádio está cheio mesmo quando esse não é o caso. Com 70.000 lugares e nenhum time capaz de levar esse público ao estádio, Brasília tem, de fato, de levar esse problema em conta (no vídeo abaixo, divulgado pelo governo, imagens das obras na cidade). Apesar de ter seu projeto contestado pelo desejo de Agnelo Queiroz, o arquiteto evita entrar numa controvérsia com o governador: "A gente apresenta as cores, mas não levamos nada para o lado político, a decisão é do cliente".
Governo do Distrito Federal/Divulgação
Mudança de planos: quando exibiu a maquete do estádio para Valcke, da Fifa, e Marin, do COL, Agnelo Queiroz mostrou cadeiras em verde, amarelo e azul
Mudança de planos: quando exibiu a maquete do estádio para Valcke, da Fifa, e Marin, do COL, Agnelo Queiroz (ao centro) mostrou cadeiras em verde, amarelo e azul















O autor do projeto conta, no entanto, que descartou o vermelho na hora de desenhar o estádio, previsto para ser entregue na virada do ano. A nova arena será palco do jogo de abertura da Copa das Confederações, no dia 15 de junho de 2013, além de receber sete partidas no Mundial de 2014. De acordo com a assessoria do governo distrital, as obras do estádio custarão 800 milhões de reais. Os senadores Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), porém, já afirmaram na tribuna da Casa que o preço deve passar de 1 bilhão de reais. Em Brasília, muitos acreditam que a conta será ainda mais salgada - algo na casa de 1,5 bilhão. A assessoria de Agnelo diz que a escolha das cores das cadeiras foi uma decisão técnica da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de Brasília, órgão do governo. "Não houve alteração, já que o edital de licitação das cadeiras afirmava que as cores ainda seriam definidas", afirma, ignorando o fato de o projeto ter outras cores. "Baseado nas experiências de outros estádios do Brasil e do mundo, a secretária escolheu o vermelho para os assentos da arena e a cor vinho para os camarotes."
Outra explicação oficial é de que o vermelho facilita a substituição das cadeiras, apesar de se tratar de uma das cores mais sujeitas ao desbotamento. "A secretaria da Copa avaliou que, com o passar do tempo, as demais cores mudam. O verde, sob impacto do sol, torna-se cinza; o amarelo fica com aspecto de sujo", diz a nota da assessoria. Entre os principais projetos de estádios para a Copa, nenhum adotou o vermelho. O Maracanã, por exemplo, terá o azul em boa parte de suas tribunas. O Mineirão, em Belo Horizonte, usará o cinza. Palco da abertura do Mundial, o Itaquerão, em São Paulo, adotará branco ou cinza. Palco de uma das semifinais, o Castelão, de Fortaleza, terá assentos brancos. O pedido de Agnelo lembra outra intervenção de gosto duvidoso dos petistas no conjunto arquitetônico da capital federal: a ordem da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher de Luiz Inácio Lula da Silva, para que fossem plantados nos jardins do Palácio da Alvorada canteiros com flores vermelhas no formato da estrela do partido. A repercussão negativa fez com que os canteiros fossem alterados.
http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/pt-quer-que-o-elefante-branco-de-brasilia-seja-vermelho

James Blunt - Carry You Home - (Tradução e Legendas)

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James Blunt - Goodbye My Lover (Legendado)

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James Blunt You're Beautiful legendado pt

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Jason Mraz - I'm Yours (Live On Earth Single Video)

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quarta-feira 14 2012

Meta de limitar o aquecimento global a 2ºC é irreal, mostra relatório da PwC


Aquecimento global

Para manter o estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague, os países teriam de descarbonizar suas economias a um ritmo pelo menos seis vezes maior do que o atual

carbono emissao
Consultoria PwC diz que meta de limitar o aquecimento do planeta a 2ºC até o final do século, no atual ritmo de descarbonização, ficará cada vez mais difícil de ser alcançada (iStockphoto)
Em 2009, a 15ª Conferência do Clima (COP-15) da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu como meta limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius (acima dos níveis pré-industriais) ao longo deste século. Publicado nesta segunda-feira, o relatório Low carbon economy index, desde 2009 lançado anualmente pela consultoria internacional PricewaterhouseCoopers (PwC), mostra no entanto que o objetivo está cada vez mais distante de ser atingido. Para que o planeta esquente dentro dessa margem, as economias globais precisariam reduzir drasticamente um índice chamado intensidade em carbono (que mede a relação das emissões de dióxido de carbono de acordo com a produção econômica de cada país).
Esse índice é dado em toneladas de CO2 por milhão de dólares do PIB (Produto Interno Bruto) de um determinado país. No ano passado, por exemplo, o Brasil jogou na atmosfera 197 toneladas de carbono para cada milhão de dólares de seu PIB. Um outro exemplo, a China, emitiu no mesmo período 754 toneladas de CO2 por milhão de dólares. Nos cálculos da PwC, o mundo precisaria reduzir sua intensidade em carbono a um ritmo anual de 5,1% até 2050 para aquecer ao longo deste século só 2ºC, uma taxa que não foi observada em um único ano desde o final da 2ª Guerra Mundial.
O cálculo de intensidade é feito com base na mistura de combustíveis que cada país adota, sua eficiência energética e a composição da atividade econômica. Seria uma maneira de, segundo Carlos Rossin, diretor de Sustentabilidade da PwC Brasil, entender em que medida as economias globais podem produzir mais bens e, com investimentos em eficiência, emitir menos carbono.
Os cientistas calculam que haveria 50% de chances de o aumento da temperatura global limitar-se ao número acordado na COP-15 caso o carbono na atmosfera se estabilize em 450 partes por milhão (ppm) – hoje tal concentração é de 390 ppm. A temperatura média do globo já subiu pouco menos de 1ºC dos níveis pré-industriais.
De acordo com os cálculos da PwC, estabilizar a concentração em 450 ppm seria possível se as economias globais reduzissem sua intensidade em CO2 numa ordem de 5.1% anualmente. Só que a média anual da última década (2000-2011) para a redução desse índice foi de apenas 0.8%. Ou seja, o desafio é sextuplicar o atual ritmo de descarbonização. Diante desse cenário, o relatório afirma que “as ambições dos governos de limitar o aquecimento a 2ºC parecem altamente irrealistas.”
Novos desafios – Se a meta de reduzir a relação carbono-PIB em 5,1% ao ano soa distante do atual patamar, os níveis de redução da intensidade de carbono para atingir o acordado na COP-15 tendem a ficar cada vez maiores, ano após ano. Isso porque, conforme alerta do documento da PwC, é pouco crível que qualquer descarbonização significativa das economias ocorra em um curto espaço de tempo. Levando isso em conta, a consultoria acredita que “a redução necessária dos próximos anos precisa ser muito maior.” Revisões para cima têm sido a regra desde que o Low carbon economy index passou a ser editado, em 2009. À época, os especialistas da PwC diziam que a diminuição da dependência do carbono em relação ao PIB, para manter o planeta na fronteira dos 2 ºC, teria de ser de 3,7% ao ano.
Devagar, quase parando – A lenta marcha de redução da intensidade de carbono da economia mundial mostra que o cenário de 2ºC de aquecimento tornou-se uma previsão otimista, diz a consultoria. Ela lembra que seria necessário no mínimo quadruplicar as taxas de descarbonização de hoje para que a temperatura média global aqueça 4ºC acima dos níveis pré-industriais até o final deste século, o dobro do assumido pelos governos em Copenhague. A Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês) já considera a possibilidade de o planeta esquentar, em média, 6ºC no decorrer dos próximos 100 anos.
Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, em inglês), afirma que a escalada da temperatura do globo pode trazer consigo uma maior frequência de eventos climáticos extremos, como secas, furacões e inundações. "Isso também causa um impacto sócio-econômico muito grande", complementa.
A PwC, por sua vez, diz no documento que qualquer ação para evitar os cenários mais pessimistas passa por mudanças radicais no atual funcionamento da economia global. Seria preciso "a rápida absorção de energias renováveis, aguda queda no uso de combustíveis fósseis e interrupção da derrubada de florestas." O documento vai além: "De qualquer forma, obusiness-as-usual não pode continuar", conclui.