sexta-feira 22 2012
Anúncio em jornais cobra explicações de Ahmadinejad
Direitos humanos
Peça publicitária pede explicações ao presidente iraniano sobre as constantes violações dos Direitos Humanos em seu país
“Senhor Ahmadinejad, aproveite que o senhor está em um país onde a liberdade de expressão é respeitada para explicar as frequentes violações do seu regime aos Direitos Humanos. Somos todos ouvidos” – Estas são as frases estampadas em um anúncio que circula hoje em diversos jornais brasileiros. A iniciativa é da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que, com outras entidades civis, protesta contra a presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na Conferência Rio+20.
Detalhe do anúncio da Confederação Israelita do Brasil que circula hoje nos jornais brasileiros (Reprodução)
Mahmoud Ahmadinejad e os aiatolás governam o Irã com mão de ferro, mantêm centenas de opositores na prisão e sufocam todas as manifestações contrárias ao regime. O governo autoritário iraniano também censura a internet, reprime o trabalho da imprensa (inclusive dificultando o trabalho de jornalistas internacionais) e as universidades do país, além de perseguir o livre-pensamento e as manifestações culturais que julgam "impróprias para a República Islâmica".
O anúncio divulgado hoje foi criado pelo publicitário Eduardo Fischer e traz uma foto de Ahmadinejad e um questionário de múltipla escolha com o seguinte enunciado: “Escolha um motivo para se preocupar com os atos deste homem”. Entre as alternativas possíveis para os leitores ‘marcarem’, há: “Sou cristão, evangélico ou baha’í e não gostaria de me sentir ameaçado por exercer minha crença”; “Sou judeu e não quero ser perseguido e nem ver o Holocausto apagado da história”; “Sou advogado e não gostaria de ser preso por defender meus clientes”; “Sou jornalista e não gostaria de ser perseguido por divulgar o que acontece em meu país”; entre outras.
De acordo com Mario Fleck, presidente da Federação Israelita do estado de São Paulo, uma das entidades que integram a Conib, o anúncio “expressa o pensamento de uma larga parcela da população brasileira que não compactua com as práticas do governo autoritário iraniano”. Fleck ainda ressalta que o regime atual não deve ser confundindo com o povo iraniano, que também é vítima da opressão. “O Irã não deveria ter sido convidado pela ONU. O governo iraniano defende e pratica ações contrárias aos princípios do mundo civilizado e não tem nada para falar na Rio+20.”
Ahmadinejad chegou na noite desta terça-feira. Antes de embaracar para o Brasil, ele esteve na Bolívia, onde assinou acordos de cooperação com o colega Evo Morales. Depois da breve estadia em La Paz, Ahmadinejad e Morales viajaram juntos ao Rio de Janeiro.
A presença de Ahmadinejad no Brasil ocorre no mesmo tempo em que o chamado Grupo 5+1 encontra-se reunido com representantes iranianos, em Moscou, para inibir o plano nuclear de Teerã. Segundo os últimos informes de agências internacionais, o chefe dos negociadores iranianos, Said Jalili, argumenta que "o enriquecimento de urânio com um objetivo pacífico em todos os níveis é um direito da República Islâmica". No entanto, a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, considera que ainda existem "divergências significativas" entre o Irã e as grandes potências nas negociações mundiais sobre o programa nuclear de Teerã. Os membros do Grupo 5+1, Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha, pediram ao Irã que reduza consideravelmente o atual nível de sua capacidade de enriquecimento de urânio, atualmente a 20%.
Os presidentes de Estados Unidos e Rússia, Barack Obama e Vladimir Putin, disseram nesta segunda-feira que o Irã "deve empreender sérios esforços para recuperar a confiança internacional sobre a natureza exclusivamente pacífica de seu programa nuclear".
Protesto – No último domingo, defensores dos direitos humanos, ambientalistas e membros da comunidade judaica protestaram no Rio de Janeiro contra a participação de Ahmadinejad na Cúpula da Rio+20. Manifestantes percorreram as ruas de Ipanema com bandeiras de Israel e cartazes com mensagens nas quais se lia "O Rio não dá as boas-vindas a Mahmoud Ahmadinejad" e "Negar o Holocausto é o mesmo que negar a escravidão no Brasil".
Defesa de ex-chefe de gabinete do DF pede habeas-corpus
Política
Por Ricardo Brito
Brasília - Os advogados de Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), entraram com um pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de seu cliente de ficar calado na CPI Mista do Cachoeira, na quinta-feira, se for questionado por fatos fora do objeto da investigação parlamentar. Ele quer garantir também o direito de consultar seus defensores durante o depoimento.
O pedido foi distribuído para o ministro Cezar Peluso decidir. Segundo o advogado Sandro Rogério Monteiro, a intenção de Cláudio é responder a todas as perguntas sobre o suposto envolvimento dele com pessoas ligadas ao esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Cláudio Monteiro pediu demissão do cargo em 10 de abril, depois de divulgadas conversas gravadas pela Polícia Federal nas quais o araponga Idalberto Matias, o Dadá, pede ao ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu, o pagamento de propina a Cláudio Monteiro para indicar uma pessoa do grupo para o cargo de diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), estatal que cuida do lixo na capital. A Delta é detentora do contrato.
À Agência Estado, o advogado de Cláudio Monteiro negou todas as acusações referentes ao seu cliente. "Ocorreram citações indevidas ao nome do senhor Cláudio Monteiro", afirmou. O defensor disse que Monteiro jamais recebeu propina, colocou seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à disposição do Ministério Público, não tratou de indicações para cargos no governo do DF e tampouco recebeu um Nextel para falar com o grupo. Afirmou ainda que Dadá, Cláudio Abreu e o delegado responsável pela investigação, Matheus Mella Rodrigues, foram interpelados judicialmente para explicar declarações desfavoráveis ao ex-chefe de gabinete.
Sandro Rogério disse que, em apenas uma ocasião, Monteiro recebeu Cláudio Abreu "oficialmente", como representante da Delta, para tratar de uma reclamação referente a um aterro sanitário. Segundo o advogado, o ex-chefe de gabinete está "super tranquilo". "Além de não temer nenhuma investigação, ele quer a investigação. E a CPI será uma oportunidade para ele esclarecer os fatos e resgatar a sua honra", afirmou, ressaltando que, a princípio,Monteiro está disposto a esclarecer todos os fatos referentes a ele.
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Pesquisa identifica duas mutações genéticas envolvidas com o câncer de mama
Câncer
Uma das variações está associada a um tipo raro e agressivo da doença que não responde ao tratamento convencional
Célula cancerígena: identificadas novas mutações genéticas associadas ao câncer de mama (Thinkstock)
Um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica Nature identificou duas variações genéticas associadas ao câncer de mama que não haviam sido relacionadas à doença anteriormente. Esses resultados fazem parte de um dos maiores trabalhos sobre o sequenciamento genético desse câncer. A pesquisa foi feita por pesquisadores de diversas instituições dos Estados Unidos e do México, incluindo o Instituto Broad, ligado à Universidade Harvard e ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
Após realizarem o sequenciamento genético do DNA obtido pelo tecido de 103 pacientes com câncer de mama, os pesquisadores descobriram que uma mutação envolvendo os genes MAGI3 e Akt3 está associada a um tipo raro e agressivo do câncer de mama. De acordo com os autores, esse tumor não responde ao tratamento convencional aplicado à doença. O outro achado da equipe indicou que mutações nos genes CBFB e RUNX1, que já haviam sido relacionadas a cânceres que atingem o sangue, também estão ligadas aos tumores na mama.
“Antes, esses genes não estariam no topo da lista de genes que acreditamos ter relação com o câncer de mama. É exatamente esse o objetivo de realizar esse tipo de análise. Esses resultados nos dão a oportunidade de identificar variações genéticas que nunca havíamos imaginado estarem envolvidas com o câncer”, diz Alfredo Miranda, chefe do laboratório de genoma do câncer do Instituto Nacional de Medicina Genômica, no México, e um dos autores da pesquisa. “Mostramos que, de fato, há uma grande diversidade de mutações genéticas envolvidas no câncer de mama. Nós não conhecemos todas, mas cada vez mais as novas informações nos ajudarão a identificá-las."
Dr. Antonio Wolff
O oncologista Antonio Wolff é especialista em câncer de mama. Está começando um projeto de pesquisa com 8.000 mulheres, que fará testes com dois remédios — trastuzumabe e lapatinibe. Os primeiros resultados deverão começar a aparecer em dois anos.
Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wolff é pesquisador da Universidade Johns Hopkins há doze anos. Ali, atende pacientes duas vezes por semana e estuda, faz pesquisas, dá palestras. Seu foco é no que pode ser feito para melhorar a vida do paciente.
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Promotora pede intervenção judicial na Bancoop, a cooperativa dos petistas
Por Fausto Macedo, no Estadão:
Em ação de 118 páginas, o Ministério Público Estadual requereu, liminarmente, a intervenção judicial na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), com o afastamento do presidente e de duas diretoras e a indisponibilidade de seus bens - os que bastarem para efetivar a liquidação das obrigações da entidade. A promotora de Justiça do Consumidor, Karyna Mori, pediu, ainda, decretação do sigilo dos autos.
Em ação de 118 páginas, o Ministério Público Estadual requereu, liminarmente, a intervenção judicial na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), com o afastamento do presidente e de duas diretoras e a indisponibilidade de seus bens - os que bastarem para efetivar a liquidação das obrigações da entidade. A promotora de Justiça do Consumidor, Karyna Mori, pediu, ainda, decretação do sigilo dos autos.
“Esgotou-se a expectativa de que os srs. administradores observassem seus deveres e regularizassem eventuais desmandos”, adverte a promotora, apontando diretamente para os principais quadros da Bancoop.
São citados Wagner de Castro, diretor-presidente da cooperativa, presidente dos Sindicatos dos Bancários do ABC e de São Paulo, e, segundo a ação “militante do PT de Santo André, inclusive, coordenador de campanha local”; Ana Maria Ernica, diretora financeira desde 2005, e Ivone Maria da Silva, diretora técnica, diretora do Sindicato dos Bancários, “militante petista, diretora da Concaf (Confederação Sindical do Ramo Financeiro, ligada à CUT), que inclusive consta como doadora da campanha de Ricardo Berzoini, ex-diretor da Bancoop e deputado federal”.
“A atual diretoria da Bancoop é intimamente ligada ao Sindicato dos Bancários e a seus antecessores, João Vaccari (denunciado por lavagem de dinheiro) e Berzoini, entre outros”, destaca a ação, distribuída para a 4.ª Vara Cível da Capital. “Inegável a estreita ligação dessa diretoria com os antecessores denunciados criminalmente, e ainda, a continuidade das práticas achacantes para cobrir os rombos verificados até o momento.”
‘Autofagia’. Karyna Mori argumenta sobre a “necessidade de urgente intervenção para conferir prumo à Bancoop e cessarem a litigância e as lesões aos consumidores”. “O dever de boa administração recrudesce, sobretudo, porque a Bancoop surgiu da iniciativa do próprio sindicato de classe (bancários), entidade destinada à defesa dos interesses de seus membros”, afirma a promotora. “A confiança surge da própria idoneidade da primeira (Sindicato), que avalizou a segunda (Bancoop), com rotatividade entre os diretores de uma e de outra.”
(…)
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http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/promotora-pede-intervencao-judicial-na-bancoop-a-cooperativa-dos-petistas/
Ministério Público pede quebra de sigilos de petista que presidia Banco do Nordeste
Por Laurtiberto Braga, no Estadão:
O procurador-geral de Justiça do Ceará, Ricardo Machado, ingressou ontem com uma ação civil pública na qual pede a indisponibilidade dos bens e quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil Jurandir Vieira Santiago. O economista é acusado de ter recebido R$ 100 mil por meio de desvio de recursos destinados à construção de kits sanitários em Ipu, na região norte do Ceará, na época que era secretário adjunto de Cidades do governo estadual, em 2009 e 2010. Santiago deixou anteontem o comando do BNB. Segundo seu advogado, Hélio Leitão, a saída foi uma medida para preservar a imagem do banco.
O procurador-geral de Justiça do Ceará, Ricardo Machado, ingressou ontem com uma ação civil pública na qual pede a indisponibilidade dos bens e quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil Jurandir Vieira Santiago. O economista é acusado de ter recebido R$ 100 mil por meio de desvio de recursos destinados à construção de kits sanitários em Ipu, na região norte do Ceará, na época que era secretário adjunto de Cidades do governo estadual, em 2009 e 2010. Santiago deixou anteontem o comando do BNB. Segundo seu advogado, Hélio Leitão, a saída foi uma medida para preservar a imagem do banco.
Segundo apurações do Ministério Público, o esquema desviou a verba dos kits sanitários para uma conta corrente do posto de combustível Boa Vista, em Fortaleza, do qual Santiago era sócio. Ele deixou a sociedade no posto três dias depois de o dinheiro entrar na conta do posto, no dia 1.º de junho de 2009.
Passaporte. O advogado de Santiago entregou na manhã de ontem o passaporte de seu cliente ao Ministério Público. Segundo Leitão, essa foi uma garantia de que o ex-presidente do BNB não pretende viajar para o exterior enquanto as investigações do chamado “escândalo dos banheiros” continuarem. “Meu cliente está tranquilo e disposto a prestar todos os esclarecimentos que a Justiça solicitar.”
Leitão também entregou ao Ministério Público a carta de exoneração de Santiago do comando do BNB. O advogado disse que o cliente está reunindo provas para o processo.
A saída de Santiago da presidência do banco ocorre em meio a uma outra investigação, esta sobre o suposto desvio de verbas obtidas com operações de crédito. Elas chegaram a R$ 100 milhões, segundo auditoria interna do banco. O esquema seria operado pelo ex-chefe de gabinete de Santiago, Robério do Vale Gress, por meio de liberação de créditos para empresas fantasmas que apresentaram ao banco notas fiscais frias. No fim, o dinheiro acabava num caixa 2 de petistas do Estado. O partido nega as suspeitas levantadas pela PF. Quando as operações de crédito foram realizadas, entre 2010 e o início de 2011, Santiago ainda não era presidente do BNB.
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http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ministerio-publico-pede-quebra-de-sigilos-de-petista-que-presidia-banco-do-nordeste/
IMAGINA!!! Ahmadinejad tem fã clube brasileiro (VEJA)
Irã
Professores universitários, lideranças estudantis e políticos de partidos como PSB, PCdoB e PT - além da UNE, claro - tomam café com o ditador. E adoram
Rafael Lemos, do Rio de Janeiro
Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad durante A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20 (Evaristo Sá/AFP)
"É como se enquanto estamos aqui, tomando esse café da manhã, os Estados Unidos estivessem roubando os nossos bolsos", disse o iraniano, para delírio dos antiamericanos
O que você faria se fosse convocado para um encontro com um ditador que odeia judeus, mulheres adúlteras, jornalistas, homossexuais e sabe-se lá mais o quê? Um grupo de destemidos brasileiros aceitou o convite para um café da manhã com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que está no Brasil para a Rio+20. E a surpresa: os 70 comensais saíram satisfeitos, achando simpático o sujeito “de fala mansa” que enfrenta bravamente o imperialismo americano. O encontro aconteceu no Hotel Royal Tulip, em frente à Praia de São Conrado, na quinta-feira - apenas um dia após o anfitrião ter trocado abraços com o amigo Lula, ao fim de seu discurso na plenária da ONU.
Os laços entre Ahmadinejad e o Brasil estreitaram-se durante o governo Lula. E essa influência ficou bem clara diante da lista de convidados do iraniano, formada majoritariamente por intelectuais de esquerda, professores universitários, lideranças estudantis e políticos de partidos como PSB, PCdoB e PT - todos, é verdade, já com alguma simpatia prévia pelo anfitrião. A plateia tinha nomes como: João Vicente Goulart, filho mais velho do ex-presidente João Goulart; o sociólogo Emir Sader; Tilden Santiago, ex-embaixador do Brasil em Cuba; Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB; Ricardo Zarattini, ex-deputado federal pelo PT; e Haroldo Lima, ex-diretor geral da ANP.
Os laços entre Ahmadinejad e o Brasil estreitaram-se durante o governo Lula. E essa influência ficou bem clara diante da lista de convidados do iraniano, formada majoritariamente por intelectuais de esquerda, professores universitários, lideranças estudantis e políticos de partidos como PSB, PCdoB e PT - todos, é verdade, já com alguma simpatia prévia pelo anfitrião. A plateia tinha nomes como: João Vicente Goulart, filho mais velho do ex-presidente João Goulart; o sociólogo Emir Sader; Tilden Santiago, ex-embaixador do Brasil em Cuba; Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB; Ricardo Zarattini, ex-deputado federal pelo PT; e Haroldo Lima, ex-diretor geral da ANP.
Para o grupo, Ahmadinejad pregou um mundo sem pobreza e exclusão. Segundo o ditador iraniano, esse objetivo só será atingido com a participação de todos os governos e nações. Na mesma linha de seu discurso na plenária da Rio+20, ele atacou a ONU, a qual classifica como injusta por privilegiar alguns países. Como exemplo, Ahmadinejad citou o Tratado de Não Proliferação Nuclear, que permite que os Estados Unidos, por exemplo, mantenham suas armas nucleares.
"A justiça é a base para a paz verdadeira, mas não pode ser proclamada por grupos que não são justos nas suas relações com os países", afirmou Ahmadinejad, auxiliado por dois intérpretes, que traduziam suas palavras para o inglês e o português.
Em meio à explanação, Ahmadinejad disse que busca uma aproximação estratégica com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) - certamente, um dos motivos por trás do convite ao café da manhã. Ele quer limpar sua imagem no Brasil. O argumento usado para cativar os brasileiros foi o de que a mídia difunde uma visão distorcida do Irã e do mundo islâmico. Para completar, os ataques deliberados aos Estados Unidos agradaram - e muito - a plateia.
"É como se enquanto estamos aqui, tomando esse café da manhã, os Estados Unidos estivessem roubando os nossos bolsos", disse o iraniano, para delírio dos antiamericanos.
No entanto, Ahmadinejad estava mais interessado em ouvir do que falar. Afinal, ele quer entender como pensam os brasileiros – e sabe-se lá o que fará com isso. Ao todo, 21 dos convidados tiveram a chance de dirigir perguntas ao ditador - a maioria convertida em discursos espontâneos. Apenas uma delas foi ignorada solenemente: "Como estão as relações entre o Irã e Israel?". A resposta está na reação da delegação israelense, que se retirou do auditório durante o discurso do presidente iraniano na Rio+20. De resto, houve uma série de pedidos de professores para a criação de bolsas e acordos acadêmicos com universidades brasileiras. Antes de encerrar o encontro com uma oração, Ahmadinejad ainda foi presentado com uma bandeira da UNE, entregue por um representante.
Dilma evita ditador - O saldo foi positivo para Ahmadinejad. Mas o iraniano ainda não conseguiu, como pretendia, falar à brasileira mais importante no momento. O ditador tenta a todo custo uma reunião com Dilma Rousseff, que espertamente escalou o vice Michel Temer para a tarefa. Ahmadinejad desmarcou a reunião, na esperança de ser recebido por Dilma. Até agora, a presidente resiste.
"A justiça é a base para a paz verdadeira, mas não pode ser proclamada por grupos que não são justos nas suas relações com os países", afirmou Ahmadinejad, auxiliado por dois intérpretes, que traduziam suas palavras para o inglês e o português.
Em meio à explanação, Ahmadinejad disse que busca uma aproximação estratégica com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) - certamente, um dos motivos por trás do convite ao café da manhã. Ele quer limpar sua imagem no Brasil. O argumento usado para cativar os brasileiros foi o de que a mídia difunde uma visão distorcida do Irã e do mundo islâmico. Para completar, os ataques deliberados aos Estados Unidos agradaram - e muito - a plateia.
"É como se enquanto estamos aqui, tomando esse café da manhã, os Estados Unidos estivessem roubando os nossos bolsos", disse o iraniano, para delírio dos antiamericanos.
No entanto, Ahmadinejad estava mais interessado em ouvir do que falar. Afinal, ele quer entender como pensam os brasileiros – e sabe-se lá o que fará com isso. Ao todo, 21 dos convidados tiveram a chance de dirigir perguntas ao ditador - a maioria convertida em discursos espontâneos. Apenas uma delas foi ignorada solenemente: "Como estão as relações entre o Irã e Israel?". A resposta está na reação da delegação israelense, que se retirou do auditório durante o discurso do presidente iraniano na Rio+20. De resto, houve uma série de pedidos de professores para a criação de bolsas e acordos acadêmicos com universidades brasileiras. Antes de encerrar o encontro com uma oração, Ahmadinejad ainda foi presentado com uma bandeira da UNE, entregue por um representante.
Dilma evita ditador - O saldo foi positivo para Ahmadinejad. Mas o iraniano ainda não conseguiu, como pretendia, falar à brasileira mais importante no momento. O ditador tenta a todo custo uma reunião com Dilma Rousseff, que espertamente escalou o vice Michel Temer para a tarefa. Ahmadinejad desmarcou a reunião, na esperança de ser recebido por Dilma. Até agora, a presidente resiste.
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