domingo 03 2012
Agenda ampla fragiliza Rio+20, diz físico da USP
Rio +20
Para Paulo Artaxo, um dos maiores especialistas do clima no Brasil, a conferência da ONU corre o risco de não chegar a resultados concretos
Marco Túlio Pires
Paulo Artaxo: "Não podemos esperar que uma reunião ou mesmo 10 ou 30 reuniões possam resolver uma questão que mexe totalmente na maneira como todos os países usam os recursos naturais do planeta" (Paulo Vitale)
"É até ingenuidade imaginar que um problema desta complexidade e magnitude possa ser resolvido em uma reunião de chefes de estado" — Paulo Artaxo, físico da USP
A conferência Rio+20 corre o risco de não chegar a lugar algum. Motivo: uma agenda muito ampla. Esta é a opinião de Paulo Artaxo, um dos maiores especialistas do clima do Brasil e membro do IPCC, o painel das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.
Artaxo não acredita que a Rio+20 vai resolver os problemas ambientais do mundo, mesmo que haja um esforço nessa direção. "É até ingenuidade imaginar que um problema desta complexidade e magnitude possa ser resolvido em uma única reunião de chefes de estado", diz. Para ele, a questão levará algumas décadas para ser equacionada, por mexer totalmente na maneira como todos os países usam os recursos naturais do planeta.
Em entrevista ao site de VEJA, o físico afirma que a ciência é um dos instrumentos fortes que os países têm para a construção de um futuro sólido. "Não somente o relatório do IPCC (sobre as mudanças climáticas) precisa receber mais destaques nas discussões, mas também o trabalho de milhares de cientistas em áreas diversas”, diz.
Artaxo não acredita que a Rio+20 vai resolver os problemas ambientais do mundo, mesmo que haja um esforço nessa direção. "É até ingenuidade imaginar que um problema desta complexidade e magnitude possa ser resolvido em uma única reunião de chefes de estado", diz. Para ele, a questão levará algumas décadas para ser equacionada, por mexer totalmente na maneira como todos os países usam os recursos naturais do planeta.
Em entrevista ao site de VEJA, o físico afirma que a ciência é um dos instrumentos fortes que os países têm para a construção de um futuro sólido. "Não somente o relatório do IPCC (sobre as mudanças climáticas) precisa receber mais destaques nas discussões, mas também o trabalho de milhares de cientistas em áreas diversas”, diz.
Especialista
Paulo Artaxo
O físico Paulo Artaxo é membro da equipe do IPCC, o painel de mudanças climáticas da ONU, que foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2007, e de 7 outros painéis científicos internacionais.
O físico Paulo Artaxo é membro da equipe do IPCC, o painel de mudanças climáticas da ONU, que foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2007, e de 7 outros painéis científicos internacionais.É formado pela Universidade de São Paulo, com mestrado, doutorado e livre docência na mesma instituição. Trabalhou na NASA (Estados Unidos) e nas universidades de Antuérpia (Bélgica), Lund (Suécia) e Harvard (Estados Unidos). Atualmente é chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP. Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, principalmente mudanças climáticas globais, Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição urbana.
De que modo, na sua opinião, a Rio+20 poderá ter sucesso? A Rio+20 será um sucesso se conseguir abrir caminho para acordos internacionais concretos sobre o desenvolvimento sustentável e estabelecer metas concretas de redução das emissões de gases que aceleram o efeito estufa. Isso poderá ser feito com o aumento da eficiência energética, com um uso mais racional dos recursos naturais do planeta e uma distribuição de riqueza mais justa.
Qual a importância do tema ‘mudanças climáticas’ em uma conferência sobre o desenvolvimento sustentável, como a Rio+20? O desenvolvimento sustentável não é possível sem o enfrentamento das mudanças climáticas. A economia verde que a conferência busca - ou seja, o desenvolvimento sustentável apoiado nos pilares ambiental, social e econômico - envolve a estabilização do clima global. Temos que aprender a usar os recursos naturais do planeta de modo mais inteligente.
Mesmo assim, o tema ‘mudança climática’ não receberá grande destaque na Rio+20. Isso será um problema? Acordos climáticos internacionais de reduções de emissões são discutidos no âmbito das COPs, as conferências da ONU específicas para o tema. Mas asCOPs não lidam com as questões sociais e econômicas que a Rio+20 vai lidar. Por isso elas são complementares. A Rio+20 amplia a agenda ambiental, enfocando o desenvolvimento econômico.
O senhor acredita que os relatórios do IPCC (compilações periódicas que organizam as principais publicações científicas sobre as mudanças climáticas) deveriam receber maior destaque durante a Rio+20? Não somente o relatório do IPCC tem que ter mais destaque nas discussões, mas também o trabalho de milhares de cientistas em áreas diversas como a sustentabilidade urbana, a Amazônia, a perda da biodiversidade, saúde e muitos outros temas relevantes. Sem ciência sólida, não se pode construir um futuro sólido.
A Rio+20 acerta ao tratar de desenvolvimento sustentável a partir de três eixos (social, econômico e ambiental)? Hoje, esses pilares são indissociáveis. Entretanto, esta questão é uma das fragilidades da Rio+20: ao abarcar uma agenda tão ampla, corre-se o risco de não chegarmos a resultados concretos. Vejo a Rio+20 como um caminho que foi iniciado na Conferência de Estocolmo, em 1972, teve continuidade na Rio-92 e agora temos na Rio+20 mais um ponto desta trajetória de tornar o planeta sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.
Faz sentido falar sobre desenvolvimento social e econômico sem antes resolver os problemas que afetam o ambiente? A solução dos problemas ambientais globais certamente vai tomar algumas décadas para ser equacionada. Não podemos esperar que uma reunião ou mesmo 10 ou 30 reuniões possam resolver uma questão que mexe totalmente na maneira como todos os países usam os recursos naturais do planeta. É até ingenuidade imaginar que um problema desta complexidade e magnitude possa ser resolvido em uma reunião de chefes de estado. Nós vamos ter que resolver as questões ambientais, sociais e econômicas em paralelo, e esta é uma tarefa hercúlea, que se bem encaminhada pode levar ao tão sonhado "desenvolvimento sustentável" — que poucos sabem exatamente do que se trata — e como chegar lá.
Como a ciência deveria atuar na transição de uma economia que degrada o meio ambiente para uma que se baseia no desenvolvimento sustentável? A ciência é fundamental na estruturação deste novo caminho de desenvolvimento. Nos últimos 50 anos, a ciência deu grandes passos no entendimento de processos chaves que regulam o funcionamento de nosso planeta. Mas ainda temos muito a descobrir. A exploração predatória dos recursos naturais, que caracteriza o nosso modelo econômico atual, vai ter que ser substituída por um novo modelo econômico que respeite os limites de nosso planeta e os indivíduos que aqui habitam. Este modelo já está ultrapassado, e terá que ser substituído por uma economia que seja minimamente sustentável do ponto de vista social e ambiental.
Qual é a sua expectativa para o desfecho da Rio+20? Espero que a conferência aponte um caminho em que as desigualdades sociais possam ser reduzidas e não tenhamos uma postura de destruição de nossos recursos naturais. Isso requer uma mudança radical no atual modelo econômico, baseado exatamente na concentração de riqueza e na exploração predatória de recursos naturais. Estas questões certamente não serão resolvidas na Rio+20, mas a conferência deve indicar um caminho a ser pavimentado. Não houve grandes progressos nos últimos 20 anos desde a Rio-92, mas não temos muito tempo a perder. A sociedade já está cobrando uma mudança de modelo socioeconômico em várias áreas. Precisamos agir já na direção da sustentabilidade de nosso planeta.
Qual é a sua expectativa para o desfecho da Rio+20? Espero que a conferência aponte um caminho em que as desigualdades sociais possam ser reduzidas e não tenhamos uma postura de destruição de nossos recursos naturais. Isso requer uma mudança radical no atual modelo econômico, baseado exatamente na concentração de riqueza e na exploração predatória de recursos naturais. Estas questões certamente não serão resolvidas na Rio+20, mas a conferência deve indicar um caminho a ser pavimentado. Não houve grandes progressos nos últimos 20 anos desde a Rio-92, mas não temos muito tempo a perder. A sociedade já está cobrando uma mudança de modelo socioeconômico em várias áreas. Precisamos agir já na direção da sustentabilidade de nosso planeta.
Só 26% dos brasileiros têm o hábito de reciclar
Consumo
Pesquisa do Ibope mostra que é necessário avançar em políticas de conscientização ambiental. Apenas 20% das pessoas reutilizam itens como garrafas, tubos, caixas, envelope e papel
Ato de reciclar não foi incorporado aos costumes dos brasileiros (Lailson Santos)
Às vésperas da Rio+20, uma pesquisa do Ibope que ouviu 10.368 pessoas entre julho de 2011 e fevereiro de 2012 revela que a consciência do brasileiro passa ao largo de ações sustentáveis. Somente 26% dos entrevistados reciclam sempre ou com alguma frequência. O contrassenso, no entanto, fica a cargo dos 86% que concordam com o fato de a reciclagem ser um dever de todos. Outros percentuais enfatizam a pouca disposição às práticas verdes: apenas 20% das pessoas reutilizam itens como garrafas, tubos, caixas, envelope e papel.
No que se refere às compras, 14% dos entrevistados disseram levar suas próprias sacolas ou bolsas. A pesquisa ressalta que as novas leis de distribuição de sacolas plásticas ainda não surtiram o efeito desejado. “Porém o hábito de levar bolsas e sacolas próprias quando se vai às compras já está começando a ser incorporado na rotina dos brasileiros”, destaca o estudo. Em Belo Horizonte, por exemplo, onde a lei vigora desde 2011, 48% da população disseram usar sempre ou frequentemente bolsas para fazer compras. Em São Paulo, no entanto, somente 19% têm esse hábito.
O número é ainda mais expressivo quando se analisa quantos deixam de comprar alguma coisa porque a embalagem é grande, 5%. Somente 1% dos moradores de Brasília e Recife afirmou que não consumiu algum produto por causa do excesso de embalagem. O maior índice foi registrado em São Paulo, onde 7% responderam que não comprariam nessas circunstâncias.
A pesquisa mostra que grande parte dos brasileiros, 71%, disse ter interesse pela natureza. No entanto, quando perguntados diretamente sobre temas ligados ao meio ambiente, pouco se sabe. O assunto aquecimento global ou mudança no clima é pouco conhecido por 32% das pessoas. Outros 27% somente ouviram falar e 6% nem conhecem a expressão. Na outra ponta, 12% responderam conhecer muito bem sobre o tema e 24% afirmaram conhecer.
No caso das questões sobre crédito de carbono, apenas 13% dos brasileiros investigados dizem conhecer ou conhecer muito sobre a temática. Quando a pergunta foi sobre a pegada de carbono, 15% da população disse ter informações a respeito.
O lado positivo da pesquisa ficou com os 70% dos entrevistados que disseram estar dispostos a pagar mais por um produto saudável para o meio ambiente. Outro dado positivo do estudo é a disposição de 61% das pessoas paraz mudar o estilo de vida e beneficiar o meio ambiente. Apenas 8% deixam a torneira aberta enquanto escovam os dentes, 73% mantêm esforços para a redução no consumo de água e 72% se preocupam em economizar gás e eletricidade em casa. Quanto aos equipamentos de TV e computador, 44% dos entrevistados disseram mantê-los em standy by.
No que se refere às compras, 14% dos entrevistados disseram levar suas próprias sacolas ou bolsas. A pesquisa ressalta que as novas leis de distribuição de sacolas plásticas ainda não surtiram o efeito desejado. “Porém o hábito de levar bolsas e sacolas próprias quando se vai às compras já está começando a ser incorporado na rotina dos brasileiros”, destaca o estudo. Em Belo Horizonte, por exemplo, onde a lei vigora desde 2011, 48% da população disseram usar sempre ou frequentemente bolsas para fazer compras. Em São Paulo, no entanto, somente 19% têm esse hábito.
O número é ainda mais expressivo quando se analisa quantos deixam de comprar alguma coisa porque a embalagem é grande, 5%. Somente 1% dos moradores de Brasília e Recife afirmou que não consumiu algum produto por causa do excesso de embalagem. O maior índice foi registrado em São Paulo, onde 7% responderam que não comprariam nessas circunstâncias.
A pesquisa mostra que grande parte dos brasileiros, 71%, disse ter interesse pela natureza. No entanto, quando perguntados diretamente sobre temas ligados ao meio ambiente, pouco se sabe. O assunto aquecimento global ou mudança no clima é pouco conhecido por 32% das pessoas. Outros 27% somente ouviram falar e 6% nem conhecem a expressão. Na outra ponta, 12% responderam conhecer muito bem sobre o tema e 24% afirmaram conhecer.
No caso das questões sobre crédito de carbono, apenas 13% dos brasileiros investigados dizem conhecer ou conhecer muito sobre a temática. Quando a pergunta foi sobre a pegada de carbono, 15% da população disse ter informações a respeito.
O lado positivo da pesquisa ficou com os 70% dos entrevistados que disseram estar dispostos a pagar mais por um produto saudável para o meio ambiente. Outro dado positivo do estudo é a disposição de 61% das pessoas paraz mudar o estilo de vida e beneficiar o meio ambiente. Apenas 8% deixam a torneira aberta enquanto escovam os dentes, 73% mantêm esforços para a redução no consumo de água e 72% se preocupam em economizar gás e eletricidade em casa. Quanto aos equipamentos de TV e computador, 44% dos entrevistados disseram mantê-los em standy by.
As 'cobaias'
Entre Bíblias e pesquisas
Quem é: Arnold Stephen Jacobs Jr, mais conhecido como AJ Jacobs, 44 anos. Escritor americano e editor especial da revista Esquire.
O que fez: Jacobs é autor dos best-sellers Drop Dead Healthy (Caia Morto Saudavelmente, em tradução livre), My life as an Experiment (Minha vida como um experimento, em tradução livre), Um Ano Bíblico e The Know-it-all (O sabe tudo, em tradução livre). Para escrever sua obra mais famosa, Um Ano Bíblico, Jacobs passou um ano vivendo sob os preceitos e mandamentos da Bíblia. Seu objetivo era descobrir o que poderia ser realmente relevante – e bom –, e o que não teria mais utilidade no século XXI. Jacobs passou, então, a seguir uma maratona de regras: era proibido de usar roupas feitas de fibras mistas, de se sentar em lugares onde mulheres menstruadas haviam sentado, de mentir, fazer fofoca ou cobiçar. Ele estava autorizado ainda a apedrejar adúlteros – o que fez apenas uma vez (com pedregulhos, sem ferir o adúltero).
Em Drop Dead Healthy, livro recém-publicado nos Estados Unidos, Jacobs passou dois anos testando as pesquisas que, em teoria, deveriam deixá-lo mais saudável. “Foram mais de 100 estudos testados, talvez até 200”, diz. Na lista estão: andar de capacete para evitar traumatismos causados por tombos rotineiros, usar fone de ouvido para abafar o barulho externo e evitar os danos que o barulho causa à saúde e uma rotina de exercícios físicos na academia. Entre as dietas testadas estão a dos sucos e a dos alimentos crus.
Resultados: Após o fim do projeto Drop Dead Healthy, Jacobs chegou à conclusão de que seguir ao pé da letra toda pesquisa científica pode fazer mal à saúde. "Existe muito estudo ridículo, muita ciência ruim. Você pode, por exemplo, encontrar pesquisas que dizem que o bacon é saudável. Bem que eu gostaria...". Além do problema na seleção do estudo a ser seguido, Jacobs afirma que há outro problema. "É impossível seguir absolutamente tudo, isso seria esmagador e estressante, tudo menos saudável. O que eu descobri é que você pode se tornar doentiamente obcecado por saúde."
Regime nerd
Quem é: Craig Engler, 45 anos. Executivo sênior da TV Digital Syfy, canal a cabo americano voltado para séries e filmes de ficção científica, criador do primeiro site profissional sobre ficção científica, oScience Fiction Weekly, e jogador profissional da Nintendo. Escreve esporadicamente sobre tecnologia e ficção científica para BoingBoing, Mashable e Wired.
O que ele fez: Depois de perder um amigo vítima de ataque cardíaco, Engler fez um check up e acabou descobrindo que sua saúde ia de mal a pior. Abalado, começou a testar algumas pesquisas que poderiam ser adequadas ao estilo de vida de um nerd - 'sempre na frente do computador ou do videogame'. "A melhor coisa que fiz foi adaptar o computador a uma esteira'’, disse. Foi a forma que ele encontrou para continuar na internet e caminhar ao mesmo tempo.
Outra dica testada por Engler é a de delimitar a quantidade de alimento levada para frente do computador. "Ninguém presta atenção no que está comendo quando está na internet, e sempre come mais." Assim, a sugestão é servir-se de parcelas fixas. Em vez de levar o pacote de salgadinhos para a mesa, leve apenas uma pequena porção. "E beba muita água. Além de diminuir a quantidade de açúcar ingerida, você ainda vai ser obrigado a se levantar mais vezes para ir ao banheiro."
Resultado: Engler, que chegou a pesar 102 quilos, conseguiu emagrecer 30 quilos. Hoje, a balança do executivo marca 72 quilos. O conteúdo do blog Weighthacker.com, onde ensina geeks a emagrecer, será transformado no livro Weight Hacking: A Guide For Geeks Who Want To Lose Weight And Get Fit(Hackeando o peso: um guia para geeks que desejam perder peso e ficar em forma, em tradução literal). A publicação será financiada pelo modelo crowdfunding e deve ser lançada em setembro deste ano.
Resultado: Engler, que chegou a pesar 102 quilos, conseguiu emagrecer 30 quilos. Hoje, a balança do executivo marca 72 quilos. O conteúdo do blog Weighthacker.com, onde ensina geeks a emagrecer, será transformado no livro Weight Hacking: A Guide For Geeks Who Want To Lose Weight And Get Fit(Hackeando o peso: um guia para geeks que desejam perder peso e ficar em forma, em tradução literal). A publicação será financiada pelo modelo crowdfunding e deve ser lançada em setembro deste ano.
Guru da boa forma
Quem é: Timothy Ferriss, 34 anos. Escritor americano, palestrante e empresário.
Feito: Tim Ferriss se submete há 16 anos a uma série de experiências para aprimorar seu corpo. Ele já chegou a implantar um chip com sensor no tórax, para checar em tempo real o nível de glicose no sangue. Seus principais experimentos envolvem a ingestão de substâncias em doses diferentes das prescritas e de alimentos em grandes quantidades. Em um deles, passou três semanas comendo apenas nozes, castanhas e carne. Diz ter derrubado seu colesterol e triplicado a testosterona.
Resultado: As investidas de Ferriss resultaram em dois best-sellers, The 4-Hour Workweek e The 4-Hour Body. Com um de seus experimentos, ganhou, em 28 dias, impressionantes 15 quilos de músculos e perdeu 1,3 quilo de gordura — um resultado quase impossível sem o uso de esteroides. Outro experimento, com o objetivo de "restaurar seu corpo ao que era aos 20 anos", o levou a injetar seu próprio sangue depois de 'refinado', células-tronco e hormônio. Ferris precisou de uma cirurgia por causa de uma infecção causada pelo teste, mas afirmou que, após seis meses, seu corpo obteve os resultados esperados.
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