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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Resistência muscular protege o coração de pré-adolescentes


Pesquisa concluiu que jovens de 10 a 12 anos com maior força muscular apresentam menos fatores de risco para doenças cardíacas e diabetes

Chegar à pré-adolescência com uma boa resistência muscular ajuda a evitar doenças cardíacas e metabólicas
Chegar à pré-adolescência com uma boa resistência muscular ajuda a evitar doenças cardíacas e metabólicas(Thinkstock/VEJA)
Pré-adolescentes que têm uma maior resistência muscular correm menos risco de sofrer doenças cardíacas e diabetes ao longo da vida, concluiu uma pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista médica Pediatrics. O estudo mostrou que, ao contrário do que muitos especialistas pensam, o peso, o sedentarismo e uma capacidade cardiorrespiratória ruim não são as únicas causas diretas de distúrbios do coração e do metabolismo na adolescência.
A pesquisa, desenvolvida na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, avaliou cerca de 1 400 meninos e meninas de 10 a 12 anos de idade. Os autores levaram em consideração aspectos como percentual de gordura corporal, níveis de glicose e colesterol no sangue e pressão arterial de cada jovem.
O estudo revelou que jovens com maior resistência muscular tendem a apresentar um menor índice de massa corporal (IMC), menor percentual de gordura no corpo, uma circunferência abdominal mais reduzida e uma melhor capacidade cardiorrespiratória do que os outros pré-adolescentes. Todos esses aspectos são levados em consideração na hora de calcular o risco de uma pessoa ter problemas cardio metabólicos.
Segundo os pesquisadores, esses resultados mostram a importância de se elaborar estratégias que não apenas mantenham um IMC saudável entre os jovens, mas que melhorem a resistência muscular deles. "Exercícios, esportes e até mesmo atividades recreativas que ajudam a adquirir força muscular deveriam complementar as intervenções de emagrecimento entre crianças e adolescentes", diz Mark Peterson, pesquisador do Departamento de Medicina Física e Reabilitação da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

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