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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ato Interreligioso - juiz federal Sérgio Moro - 22 11 2015



Austrália defende legalizar maconha com fins terapêuticos

Maconha
Maconha: pesquisas mostram que a maconha tem efeitos positivos no tratamento da dor crônica
Da AFP

Austrália apresentou nesta quarta-feira ao Parlamento um projeto de lei para legalizar o cultivo de maconha com fins terapêuticos, que o governo chamou de "peça que falta no histórico do paciente".
A ministra da Saúde, Sussan Ley, disse que a lei, se for aprovada, permitirá o cultivo de maconha com uma licença nacional e um sistema de permissões, abrindo o caminho pela primeira vez ao fornecimento seguro, legal e sustentável da cannabis produzida localmente.
"Este é um dia importante para a Austrália e para todos aqueles que têm lutado para enfrentar o estigma ao redor dos produtos de cannabis medicinal", afirmou Ley.
As pesquisas, entre elas os resultados publicados no ano passado no Journal of the American Medical Association, mostram que a maconha tem efeitos positivos no tratamento da dor crônica.
Mas existem dúvidas sobre os efeitos colaterais e a questão de sua eficácia continua sendo um tema polêmico a nível mundial.
O Partido Trabalhista e os Verdes, na oposição, anunciaram que apoiariam a lei, que prevê a disponibilidade da maconha apenas para os pacientes por meio de uma receita médica.
A ministra da Saúde rebateu a ideia de que a aprovação da lei significaria que a possibilidade de um uso recreativo legal da maconha estaria mais próxima.

Maconha é 144 vezes mais segura que o álcool, diz estudo

Das sete substâncias ilícitas incluídas na pesquisa, o álcool foi considerado como a mais perigosa


A maconha é quase 144 vezes menos mortal do que o álcool, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Scientific Reports.
Das sete drogas incluídas no estudo, o álcool foi considerado a mais perigosa em nível individual, seguido pela heroína, cocaína, tabaco, ecstasy, metanfetamina e maconha.
Estudos anteriores sempre consideraram a maconha como a droga recreacional mais segura, mas ainda não se sabia o tamanho da discrepância entre as substâncias.
Os pesquisadores determinaram o risco de mortalidade ao comparar uma dose letal de cada substância com a quantidade geralmente usada pelas pessoas.
A maconha não apenas teve a razão mais baixa entre as drogas testadas, como foi verificada uma grande diferença entre suas doses letais e típicas. A erva foi a única droga testada classificada com "baixo risco de mortalidade". Todas as outras foram classificadas como "médias" ou "altas".
Os autores do estudo sugerem que as agências governamentais de combate a drogas poderiam, baseadas nos números, alterar a estratégia de combate aos entorpecentes. Segundo os pesquisadores, colocar o foco do trabalho no álcool e tabaco seria mais efetivo para a saúde pública do que o combate às drogas ilícitas.
Os cientistas esclarecem que o estudo não sugere que o consumo moderado de álcool é mais perigoso que o uso regular de heroína, por exemplo. Condições ambientais, como agulhas contaminadas, podem contribuir para os danos causados para usuários de substâncias injetáveis.
Segundo seus autores, o estudo foi feito especificamente para medir a mortalidade das substâncias isoladas.