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domingo, 26 de julho de 2015

Sérgio Moro dá um basta: se for para ficar calado, não vai passear na CPI e gastar dinheiro do povo.


O juiz federal Sérgio Moro parece ter dado um basta em algo comum, mas que sempre deixou a população indignada: os gastos com a ida de convocados para a CPI, apesar da certeza de que eles permanecerão calados durante o interrogatório.

Diante deste absurdo que vem se repetindo ano após ano, Sérgio Moro condicionou o atendimento de um pedido da CPI da Petrobras para autorizar a ida de Renato Duque e João Vaccari  à certeza de que eles não ficarão calados.

A CPI quer colocá-los no dia 4 de agosto e colocá-los frente à frente com o empreiteiro Augusto Ribeiro Mendonça Neto, que afirmou ter pago propina ao PT em forma de doação eleitoral. O juiz lembrou que os dois já foram levados à capital e não houve a acareação com Pedro Barusco. Para Moro, isso significa desperdício de dinheiro público.

Acompanhe o despacho logo abaixo:

"Recentemente ambos (Vaccari e Duque) foram levados à Brasília, com custos de escolta e transporte, e apenas retornaram diante do cancelamento do ato já que manifestaram a sua intenção de permanecer em silêncio... Faço esses apontamentos não como censura do exercício do direito, mas a título de constatação. A de fim de evitar novos deslocamentos custosos para os cofres públicos para diligências possivelmente comprometidas, intimem-se com urgência, inclusive por telefone ou outro meio, os defensores constituídos de Renato Duque e João Vaccari acerca da requisição da CPI e para que informem se no ato designado pela CPI seus clientes persistiriam no exercício do direito ao silêncio, sem responder qualquer pergunta", informou o juiz Sérgio Moro no seu respeitoso despacho à CPI.
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"Consigno que não se trata, de forma alguma, de tentativa de obstaculizar os trabalhos desenvolvidos pela CPI, mas sim de, se for o caso, evitar dispêndio de dinheiro público".

Moro salientou que os dois ficaram em silêncio em recente interrogatório judicial e deu três dias para a defesa de Duque e Vaccari se pronunciarem sobre as condições do depoimento. Se for para ficarem calados, que fiquem no presídio onde estão.

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