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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Acareação entre Vaccari e delatores é inevitável, diz presidente da CPI


Tesoureiro do partido depôs nesta quinta-feira, mas pouco disse aos parlamentares. Advogado diz que Vaccari comparecerá à acareação

Por: Gabriel Castro, de Brasília
Os deputados Hugo Motta (PMDB), Luiz Sérgio (PT) e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto
Os deputados Hugo Motta (PMDB), Luiz Sérgio (PT) e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto(Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Mota (PMDB-PB), disse nesta quinta-feira que é inevitável uma acareação entre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e os delatores que o acusam de captar propina para o partido. "Essas acareações são inevitáveis, até para que a CPI possa atingir o resultado esperado", disse o presidente após o depoimento de Vaccari à Comissão Parlamentar de Inquérito.
Hugo Motta disse ainda que a postura evasiva do tesoureiro, que obteve até mesmo um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal para livrá-lo do compromisso de dizer a verdade, deixou a desejar. "Eu não posso dizer que fico satisfeito com um depoimento em que várias perguntas não foram esclarecidas. Acredito que a sociedade brasileira e os parlamentares esperavam um pouco mais", disse ele.
Já o advogado de Vaccari, Luiz Flávio D'Urso, considera que o depoimento atingiu o seu objetivo. "A expectativa da CPI era de que ele trouxesse informações... Muitas informações ele trouxe dentro do que tem conhecimento", afirmou.
O defensor disse ainda que o habeas corpus era um direito natural de Vaccari. "O direito de evitar a autoincriminação é um direito de todos, independentemente de responder ou não a um processo".
D'Urso disse também que Vaccari está disposto a comparecer a uma eventual acareação. "Ele está disposição como sempre esteve, das autoridades. Se essa for a orientação da Casa, vai comparecer sem problema nenhum".

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