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sexta-feira, 20 de março de 2015

Duque recebia quadros como pagamento de propina


Ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque tinha pelo menos três obras de arte que foram pagas por operador do propinoduto


Obra apreendida na cada de Duque
Quadro apreendido na casa de Renato Duque(Divulgação / Polícia Federal/VEJA)
O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque recebeu quadros de artistas renomados como pagamento de propina para favorecer empreiteiras em contratos com a estatal. De acordo com o delegado Igor Romário de Paulo, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, a Operação Lava Jato identificou na posse de Duque, até agora, três compras feitas pelo operador Milton Pascowitch, que pagava propina para o ex-diretor a mando de empreiteiras.
A Polícia Federal ainda investiga a origem dos 131 quadros apreendidos no apartamento de Duque, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ex-diretor exibia obras de arte em praticamente todos os cômodos da casa, até na academia de ginástica que mantinha. Foram encontrados quadros de Miró, Heitor dos Prazeres, Guignard, entre outros.
Se comprovado que os quadros de Duque foram comprados com dinheiro desviado da Petrobras, ele vai responder a mais uma ação penal por lavagem de dinheiro. O delegado destacou que o mercado de arte foi um dos mais utilizados pelos criminosos investigados na Operação Lava Jato.
"Obras de arte são habitualmente pagas com dinheiro em espécie. É um mercado não muito rígido, muito fértil para lavagem de dinheiro", afirmou o delegado.
Nesta quinta-feira, a PF entregou para o Museu Oscar Niemeyer 139 quadros apreendidos na segunda-feira. Oito telas pertenciam ao operador Adir Assad, preso com Duque. Com a entrega, o museu já tem 203 quadros apreendidos na Java Jato. Apenas um deles era réplica. Todas as obras de arte foram enviadas para custódia da instituição por determinação do juiz federal Sérgio Moro, para que fiquem ao acesso da população.




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