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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vítimas de Roger Abdelmassih contam suas histórias

Helena Leardini, 45 anos, dona de casa



“Em 2003, fui ao consultório do Roger Abdelmassih por uma indicação médica. Tinha 34 anos e queria engravidar do meu segundo marido. Paguei 30.000 reais pelo pacote de três tentativas de inseminação artificial. Em uma das primeiras conversas, ele me agarrou e tentou me beijar à força. Abri a porta do consultório a saí correndo. Sempre fiz questão de dizer para todo mundo que fiz tratamento para engravidar com o tarado do Roger Abdelmassih”.

Teresa Cardioli, 63 anos, escritora

“Tinha 17 anos quando me tratei de uma cólica renal com Roger Abdelmassih, quando ele atuava como urologista. Durante o procedimento de introdução de uma sonda na minha bexiga, ele descobriu que eu era virgem e disse que estava disposto a pagar por minha virgindade. Ele me amarrou na maca e me agarrou”.

Silvia Franco, 43 anos, artista plástica

“Fui à clínica de Roger Abdelmassih em 1997 porque queria engravidar. Durante o procedimento para a retirada dos óvulos, ainda sob o efeito da sedação, senti dor e sangramento no ânus. Fui infectada por uma bactéria que se instalou na minha bexiga. Engravidei após a terceira tentativa e, aos quatro meses da gestação, ele disse que o coração do bebê havia parado de bater e me receitou um abortivo. Só fui entender que havia sido violentada em 2009, quando começaram a aparecer as primeiras denúncias”.  

Ivanilde Serebranic, 49 anos, empresária

“Tinha 34 anos quando o procurei para fazer tratamento de fertilização. Ele já havia dado umas indiretas antes, mas não dei muita importância. Quando passei pelo processo de retirada dos óvulos, ainda grogue, acordei com ele em cima de mim. Na hora sai correndo encontrar meu marido que estava na sala de espera”.

Vanuzia Lopes, 54 anos, estilista

“Acordei no meio da sedação, durante a extração de óvulos, com ele em cima de mim. Ainda com restos de sêmen em mim, fui à delegacia e fiz exame de corpo de delito. Levei o boletim de ocorrência ao Conselho Regional de Medicina, mas não tive atenção: ele era um médico muito poderoso”.

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