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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Julho de 2014: um mês triste para a literatura brasileira

Veja.Com

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Os escritores Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro
O mês de julho de 2014 ficará marcado como um dos mais tristes para a literatura nacional. Em apenas 20 dias, quatro escritores, sendo três deles integrantes da Academia Brasileira de Letras, morreram, deixando leitores abalados nos quatro cantos do país — e também no exterior.
O primeiro a partir foi o poeta, crítico literário e ensaísta carioca Ivan Junqueira, aos 79 anos, no dia 3 de julho, de falência múltipla dos órgãos. Junqueira era o titular da cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, antes ocupada por João Cabral de Melo Neto. Sua poesia o fez cruzar a fronteira brasileira, sendo traduzido para o inglês, alemão, espanhol, francês, italiano, dinamarquês, russo e chinês. Para a sorte dos fãs, Junqueira deixou dois livros no prelo pela editora Rocco: a coletânea de ensaios Reflexos do Sol Posto, prevista para agosto, e o de poesiaEssa Música, programado para outubro.
No dia 18 de julho, outra baixa na ABL: morre o escritor, acadêmico e jornalista João Ubaldo Ribeiro, ao 73 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Ubaldo era o 7º ocupante da cadeira número 34 da ABL. Detentor de um Prêmio Camões e de dois prêmios Jabuti, por Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro, o escritor é um dos mais traduzidos da literatura nacional. Fora do Brasil, o escritor também foi laureado em países como Alemanha e Suíça. Além dos livros, Ubaldo deixou uma extensa obra de crônicas cotidianas e políticas.

No dia seguinte, 19 de julho, o Brasil ficou ainda mais triste com a partida do escritor, pedagogo e psicanalista mineiro Rubem Alves, aos 80 anos. Conhecido principalmente como cronista e autor de livros infantis, Alves escreveu mais de 120 títulos sobre pedagogia, teologia e psicanálise, suas áreas de formação. O escritor mineiro não era membro da ABL.
E apenas alguns dias após o fim do luto da Academia Brasileira de Letras pela morte de João Ubaldo, morre Ariano Suassuna, outro integrante da instituição. O escritor paraibano era um ferrenho defensor da cultura brasileira. Autor de peças, romances, contos e poemas, Suassuna é o criador de Auto da Compadecida (1955), seu texto mais conhecido, adaptado para o cinema e televisão.
Vagas na ABL – Com a morte de Junqueira, Ubaldo e Suassuna, três cadeiras estão vagas na Academia. O escritor Ferreira Gullar já oficializou seu interesse pela vaga deixada por Junqueira. Já a de Ubaldo deve ser concorrida entre Zuenir Ventura e Evaldo Cabral de Mello.

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