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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

‘Se a Lava Jato for abafada, crimes como esse jamais serão investigados’, diz procurador sobre Cabral


Athayde Ribeiro Costa, do Ministério Público Federal no Rio, alerta que 'a sociedade deve estar vigilante quanto ao retrocesso do Legislativo'
RJ 17/11/2016 NACIONAL / PRISÃO SÉRGIO CABRAL/PF - Movimentação na sede da Polícia Federal, Zona Portuária do Rio de Janeiro (RJ), após prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público, na manhã desta quinta-feira (17). O ex-governador foi alvo de dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Além de Cabral, outras nove pessoas tinham sido presas até as 7h30. FOTO FABIO MOTTA/ESTADÃO
O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, ao chegar na sede da Polícia Federal no Rio. FOTO FABIO MOTTA/ESTADÃO
O procurador do Ministério Público Federal, Athayde Ribeiro Costa, fez um discurso inflamado sobre os efeitos negativos da corrupção na sociedade, durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro para tratar da prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) na manhã desta quarta-feira, 17.
Segundo o investigador, “a sociedade deve estar vigilante quanto ao retrocesso do Legislativo” e ainda “voltar os olhos ao Congresso Nacional”, que discute projetos de lei sobre os limites de atuação do Judiciário e Ministério Público.
Ribeiro Costa repetiu por vezes, durante a coletiva, que é preciso “haver um avanço no combate à corrupção e não um retrocesso”. E destacou a importância da Operação Lava Jato para combater esquemas de desvios de recursos envolvendo políticos. “Se a Operação Lava Jato for abafada, crimes como esse jamais serão investigados”, afirmou.
O posicionamento de Ribeiro Costa ocorre em meio à reação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal aos avanços das Lava Jato e seus desdobramentos no combate à corrupção. Atualmente, deputados discutem a possibilidade de anistiar o caixa 2 e de se poder enquadrar procuradores e juízes em crimes de responsabilidade.
Segundo a Polícia Federal, o esquema de corrupção no Rio de Janeiro se estendeu após o mandato de Cabral, mas não há indícios de que o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), tenha participado do esquema. Pezão foi vice-governador durante o governo de Cabral.

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