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terça-feira, 26 de julho de 2016

Moro visitará o Congresso em dia de votação sobre impeachment


O juiz federal participará de audiência na Câmara dos Deputados no próximo dia 4 de agosto para discutir um pacote de medidas anticorrupção

Sergio Moro durante evento realizado pela revista "The Economist" no Hotel Grand Hyatt em São Paulo
Em um dia de esperada turbulência política, o juiz federal Sergio Moro visitará o Congresso Nacional no próximo 4 de agosto, mesma data em que o Senado deve impor mais uma derrota à presidente afastada Dilma Rousseff e aprovar, na comissão especial, o relatório que sustenta o impeachment da petista. Moro, no entanto, deve passar longe das discussões sobre o futuro de Dilma: ele vai à Câmara dos Deputados debater um conjunto de propostas para endurecer a legislação voltada ao combate à corrupção.
Relator do chamado pacote anticorrupção, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) se reuniu nesta segunda-feira com Moro para formalizar o convite para o juiz inaugurar os debates sobre a nova legislação. Ao site de VEJA, o parlamentar informou que o juiz responsável pelas investigações da Lava Jato confirmou a presença no dia 4. “Ele fará o primeiro depoimento da comissão e levará as suas contribuições sobre o tema. Nós precisamos construir o maior consenso possível para que esses instrumentos sejam eficientes”, disse Onyx.
A audiência com Moro está prevista para ter início às 9h30, enquanto a comissão do impeachment deve começar às 11h. Após sair do colegiado, o processo por crime de responsabilidade tem de ser votado em plenário para confirmar o impeachment da petista. 
No próximo dia 4, os senadores vão se debruçar sobre o parecer do relator Antônio Anastasia (PSDB-MG), que tende a responsabilizar Dilma por irregularidades fiscais durante sua gestão. Apesar de a petista ter tido sua campanha abastecida com dinheiro de caixa dois pago pelo lobista Zwi Skornicki, réu na Lava Jato, conforme afirmou o ex-marqueteiro João Santana em acordo de delação premiada, as implicações do petrolão não devem constar no parecer final.
A poucos metros dali, por outro lado, a comissão que terá a participação de Moro deve discutir, entre outros pontos, justamente medidas para coibir o caixa dois. O pacote em análise prevê a criminalização da prática e a responsabilização dos partidos políticos pela movimentação paralela à contabilidade exigida nas regras eleitorais. O esforço é para que as medidas sejam aprovadas ainda neste ano pela Câmara dos Deputados.

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