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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Partículas plásticas de cosméticos colocam vida marinha em risco

Seu esfoliante facial preferido pode estar custando caro ao oceanos. De acordo com um estudo feito na Universidade de Plymouth, no Reino Unido, os esfoliantes e cosméticos que usam partículas plásticas têm as partículas incorporadas a outras substâncias e, por serem tão pequenas, não são captadas em processos convencionais de tratamento de esgoto, sendo lançadas diretamente em rios e oceanos. Um outro estudo recente apontou que a maioria das aves marinhas já comeram plástico vindo do oceano, e cientistas preveem que que esse percentual chegará a 99% até 2050
A cada uso, quase 100 mil partículas microscópicas deste material podem ser lançadas em rios e oceanos, depois do tratamento de esgoto. Os microplásticos são utilizados para substituir compostos esfoliantes naturais e foram encontrados em uma enorme variedade de produtos, como sabonetes, creme dental, espuma de barbear, espuma de banho, protetor solar e xampu.
Conforme a pesquisa, liderada pelo doutorando Imogen Napper, a estimativa é de que somente no Reino Unido, o consumo desses produtos descarte cerca 80 toneladas de resíduo microplástico nos oceanos anualmente.
Para esse estudo, os pesquisadores escolheram esfoliantes faciais que continham plástico entre seus compostos e os submeteram à filtragem a vácuo para isolar as partículas. Usando um microscópio poderoso, eles contabilizaram entre 137 mil e 2,8 milhões de nanopartículas plásticas a cada 150 ml dos produtos.
Segundo o professor Richard Thompsom, que participou da pesquisa e estuda os efeitos do lixo no ambiente marinho há mais de 20 anos, o uso desses produtos leva à contaminação desnecessária dos oceanos por milhões de partículas de microplásticos.
"Existe uma grande preocupação em relação ao acúmulo dessas partículas no ambiente. Nosso trabalho anterior mostrou que essas partículas podem ser ingeridas por peixes e crustáceos e existem evidências de estudos laboratoriais de efeitos adversos nos organismos marinhos", disse ao site Science Daily.

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