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domingo, 6 de setembro de 2015

Investigação de dois ministros aumenta desgaste de Dilma


Ministros da Comunicação Social, Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, são investigados por suspeita de recebimento de propina

A presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto
Investigação dos ministros da Comunicação Social, Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afetam a já desgastada imagem da presidente(Ueslei Marcelino/Reuters)
A investigação de dois ministros diretamente ligados à presidente Dilma Rousseff, ambos com gabinete no Palácio do Planalto, é mais um fator de desgaste para a petista e mais um ingrediente pesado ao clima político já ruim de Brasília. Um ministro consultado pelo jornal O Estado de S.Paulo tentou minimizar o problema alegando que "investigação não é denúncia". Justificou ainda sua tese lembrando que, no final do mês passado, a Procuradoria Geral da República, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), pediu o arquivamento do inquérito contra o ex-governador de Minas Gerais e senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) depois de ter, primeiro, aberto uma investigação, porque a PGR entendeu que não havia "elementos mínimos" para prossegui-la. E é nisso que eles apostam.
Os ministros da Comunicação Social, Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tiveram autorização dada pelo STF para investigação, têm reiterado que todas as doações foram legais. Mas uma das linhas desta investigação é se os recursos doados, mesmo que por meios legais, são oriundos de desvios de contratos, ou seja, de propina. A presidente Dilma tem defendido todas as investigações, mas também tem destacado que não é possível fazer prejulgamento de ninguém. Nesse clima, pelo menos por enquanto, não se fala em afastamento deles no Planalto.
Dilma tem uma reunião agendada com os ministros no final do dia, no Palácio da Alvorada, e o tema, que antes estava previsto para ser buscar meios para cobrir o rombo de 30,5 bilhões de reais do orçamento, deve se deslocar, mais uma vez, para a crise política. O vice-presidente Michel Temer, que havia sido convidado para esta reunião de domingo no Alvorada, não recebeu confirmação do encontro e, a princípio, só deverá estar com a presidente Dilma no palanque da Esplanada dos Ministérios, durante as comemorações do dia 7 de setembro, na manhã desta segunda-feira.
(Com Estadão Conteúdo)

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