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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Graça Foster: ex-gerente nunca falou em corrupção

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Ao 'Jornal Nacional', presidente da estatal nega que Venina Velosa da Fonseca tenha feito denúncias e sido mandada para Singapura em represália

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, negou acusações da ex-gerente Venina Velosa da Fonseca
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, negou acusações da ex-gerente Venina Velosa da Fonseca(Yasuyoshi Chiba/AFP)
Em entrevista ao Jornal Nacional nesta segunda-feira, a presidente da Petrobras, Graça Foster, rebateu as acusações da ex-gerente da estatal Venina Velosa da Fonseca, que disse ao Fantástico, na noite deste domingo, tê-la alertado pessoalmente de irregularidades na empresa. "Os e-mails que eu recebi da Venina foram de feliz aniversário e relativos a quando eu assumi a presidência da Petrobras. Um e-mail de outubro de 2011 é longo, bastante emocionado, cheio de preocupações dela, e em quatro linhas ela faz comentários que me pareceram bastante cifrados. Ela fala de licitações ineficientes. Só ontem ela explicou o que quis dizer com projetos esquartejados. Em nenhum momento, ela fala em corrupção, conluio, cartel, que são palavras muito simples de serem entendidas”, disse Graça.
Ao Fantástico, Venina disse que entregou pessoalmente a Graça Foster farta documentação sobre as irregularidades. Na última terça-feira, a Petrobras afirmou que a ex-gerente só havia feito afirmações vagas nas mensagens e que a presidente da estatal só foi alertada sobre irregularidades em um e-mail encaminhado em 20 de novembro de 2014, após a demissão da funcionária. Só que o Fantástico mostrou um e-mail que Venina enviou para Graça Foster em outubro de 2011 em que ela se queixava de técnicos da empresa sendo passados para trás e do "esquartejamento" de projetos para dificultar a fiscalização. Na época do e-mail, Graça Foster era diretora de gás e energia. Ela assumiria a presidência da empresa em fevereiro do ano seguinte.
Assim que assumiu a presidência, Graça falou que atendeu a um pedido de Venina para encontrá-la pessoalmente, quando então conversaram "sobre vários desafios que eu tinha pela frente". "O que nós conversamos muito era sobre custos de projetos mais altos do que os previstos, prazo de projetos muito mais longos que o previsto e das atitudes que eu precisava tomar para a gente ir para um outro caminho". 
Graça também rebateu as acusações de que Venina teria sido mandada para Singapura por causa das denúncias que insistia em fazer. Segundo Graça, foi Venina quem primeiro pediu para ir ao país asiático, para fazer um curso de pós-graduação no campus da Universidade de Chicago de Singapura. Após o curso, Venina teria voltado para o Brasil para trabalhar na área de marketing de comercialização. Alguns meses após Graça assumir a presidência, Venina teria pedido novamente para retonar ao país asiático ocupar o cargo de presidência, que havia acabado de vagar. 
De acordo com o Jornal Nacional, Venina comentou por telefone a entrevista concedida por Graça Foster. A ex-gerente disse que nunca usou a palavra corrupção nas denúncias por escrito, mas fez alertas a Graça Foster sobre irregularidades na área de comunicação e nos processos de licitação. Segundo a ex-gerente, os processos seriam feitos de forma ineficiente para dificultar o acompanhamento. Ela afirmou também que nunca pediu para ir a Singapura e só foi por falta de opções de trabalho no Brasil.


Nesta segunda-feira, Dilma ressaltou a integridade de Graça e defendeu sua permanência no cargo de comando da Petrobras. Em café da manhã com jornalistas, Dilma disse que Graça colocou o cargo à disposição do governo, mas ponderou que não pretende alterar a diretoria da Petrobras – apenas o Conselho de Administração do órgão, do qual já foi presidente. “Eu falei pra ela (Graça Foster) que, do meu ponto de vista, isso não era necessário. É óbvio que o cargo de todas as pessoas do governo estão a minha disposição. O fato de isso ocorrer (Graça colocar o cargo à disposição) é uma consideração comigo, é um ato que se podia chamar de educação política por parte da Graça", disse Dilma. 

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