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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Políticos Fichas sujas?

César Maia


Candidato ao Senado, o vereador do Rio de Janeiro César Maia (DEM) foi condenado por improbidade administrativa pela 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça na última segunda-feira. De acordo com a Justiça, o vereador financiou, com dinheiro público, a construção de uma igreja em 2005, quando ainda era prefeito. A condenação inclui a suspensão de seus direitos políticos por cinco anos. César Maia insiste na candidatura e promete recorrer da decisão. 

José Roberto Arruda

Candidato ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR) foi condenado em segunda instância no início do mês pelo envolvimento no chamado mensalão do DEM, esquema de desvio de recursos públicos em contratos do governo com empresas de informática e de publicidade, além da cooptação de parlamentares e de caixa dois de campanha eleitoral. Arruda teve seus direitos políticos cassados por oito anos, mas tenta manter-se na corrida ao Palácio do Buriti sob o argumento de ter apresentado o registro da candidatura antes da condenação. 

Paulo Maluf

Candidato a deputado federal por São Paulo, Paulo Maluf (PP) foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por ter desviado recursos da construção de obras públicas enquanto era prefeito. Parte do dinheiro teria sido enviada para uma conta no exterior. Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal aceitou pedido da Procuradoria-Geral da República para requisitar o repatriamento de cerca de 53 milhões de dólares depositados em contas bancárias atribuídas a Maluf. O candidato perdeu seus direitos políticos por cinco anos, mas ele recorre da decisão e tenta uma vaga no Legislativo.

Cássio Cunha Lima

Ex-governador da Paraíba, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tenta voltar ao posto mesmo após ter sido condenado por abuso de poder político e econômico durante campanha à reeleição. Segundo a Justiça, ele distribuiu 35.000 cheques para eleitores sob o argumento de se tratar de um programa assistencial e promoveu sua candidatura em um jornal oficial. Apesar de ter a candidatura impugnada pelo MP, o senador alega que já cumpriu a pena de três anos e que, mesmo se forem aplicados os oito anos de inelegibilidade, o prazo também já teria se encerrado.    

Marcelo Miranda

Candidato ao governo de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB) foi cassado em 2009 por abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2006. O Ministério Público pediu a impugnação da candidatura de Miranda. Se a ação for aceita, será a segunda derrota do peemedebista na Justiça Eleitoral – em 2010 ele foi eleito para o Senado, mas não pôde exercer o mandato por estar inelegível. 

Moreira Mendes

Líder do PSD, bancada com 45 deputados, Moreira Mendes tenta a reeleição por Rondônia, mas enfrenta ação do Ministério Público por ter perdido seus direitos políticos por cinco anos por improbidade administrativa. De acordo com a denúncia, ele teria desviado recursos da Assembleia Legislativa do Estado por meio da emissão de falsas passagens aéreas pagas a uma agência de viagens da qual era sócio. Caso a Ficha Limpa seja aplicada, ele fica inelegível até 2016. 

Jaqueline Roriz

Candidata à reeleição na Câmara dos Deputados, Jaqueline Roriz (PMN) ao lado de Arruda, foi condenada em segunda instância por improbidade administrativa e perdeu seus direitos políticos por oito anos. Filha do ex-governador Joaquim Roriz, Jaqueline foi citada no mensalão do DEM, esquema de desvio de dinheiro do governo do DF. 

Luizianne Lins

Ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT) foi condenada no início do ano por supostamente ter usado o cargo para tentar alterar as eleições de 2012, quando apoiava o então candidato Elmano de Freitas à prefeitura de Fortaleza. De acordo com o MP, Luizianne ameaçava demitir funcionários caso não fizessem campanha para Elmano. Mesmo com a condenação de oito anos de inelegibilidade, ela tenta uma vaga na Câmara dos Deputados. 

Maria de Lourdes Abadia

Ex-governadora do Distrito Federal, a candidata Maria de Lourdes Abadia (PSDB) a uma vaga na Câmara dos Deputados foi condenada pelo TRE em 2006 por compra de votos. De acordo com denúncia do MP, Abadia usou a máquina administrativa, servidores e carro oficial para pedir votos. O episódio foi gravado por uma testemunha. 

Carlos Melles

Candidato à reeleição na Câmara dos Deputados, Carlos Melles (DEM-MG) foi condenado por abuso de poder político e econômico. Nesta semana, o MP entrou com um pedido de impugnação da  candidatura do mineiro. A defesa de Melles, no entanto, alega que a pena de oito anos de inelegibilidade encerra dois dias antes das eleições, o que o tornaria apto a participar do pleito. 

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