terça-feira 28 2012

EUA aprovam pílula diária única contra a aids


HIV

Chamado de Stribild, novo comprimido simplifica tratamento pos libera pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV

Pílula do medicamento Truvada
Pílula do medicamento Truvada, que compõe o novo comprimido Stribild (Jeff Chiu/AP)
Uma nova pílula para combater a aids foi aprovada para uso adulto nesta segunda-feira pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. O medicamento combina duas drogas já autorizadas, deve ser usado uma vez ao dia e proporciona um tratamento completo contra a aids, liberando os pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV. 
Chamado de Stribild, o comprimido faz parte de opções cada vez mais simples contra o HIV, destacou a Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês). "Através da pesquisa continuada e do desenvolvimento de medicamentos, o tratamento para os infectados com o HIV tem evoluído de múltiplas pílulas para apenas um comprimido" diário, destacou Edward Cox, diretor do Bureau de Produtos Antimicrobiais da FDA para avaliação de medicamentos.
O novo remédio, fabricado pela companhia Gilead Sciences no estado da Califórnia, foi testado em mais de 1.400 pacientes em dois testes clínicos e os resultados mostraram que ele é tão eficaz ou mais que outras duas combinações de tratamentos, reduzindo o HIV a níveis indetectáveis em nove entre dez pacientes após 48 semanas de ingestão.
Composição – O Stribild combina quatro remédios: Truvada, primeira pílua de prevenção à aids, Elvitegravir, substância que combate uma enzima, Cobicistat, que potencializa seus efeitos, e o Tenofovir. O medicamento foi testado em pacientes adultos não previamente tratados. A FDA afirma que serão necessários mais estudos para determinar a segurança entre crianças e mulheres e se há interação com outras substâncias.
O Stribild tem alguns efeitos colaterais, que incluem problemas no fígado e nos rins, acúmulo de ácido láctico no sangue e enfraquecimento dos ossos, mas a Gilead afirma que durante os testes "a maioria dos efeitos adversos foi leve ou moderada". Além disso, o medicamento provoca enjôos e diarreia entre os pacientes.
"As terapias que atendem às necessidades individuais dos pacientes são fundamentais para melhorar a manutenção do tratamento e seu potencial de sucesso", declarou o presidente do laboratório, John Martin.
Para que o medicamento chegue aos pacientes com HIV em países com menos recursos, onde milhões de pessoas não têm opções efetivas de tratamento, estão sendo desenvolvidos genéricos com autorização e ajuda da Gilead. A companhia estabeleceu uma parceria com várias empresas indianas e com a Medicines Patent Pool, organização sem fins lucrativos que promove a fabricação de medicamentos genéricos.

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