sábado 14 2018

Sativa ou Indica, macho ou fêmea? Aprenda a distinguir

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Sativa ou Indica, macho ou fêmea? Aprenda a distinguir

O cultivador iniciante, pode ficar um pouco confuso quanto ao tipo de cannabis que está plantando. Vou fazer uma comparação rápida sobre as diferenças entre a Cannabis Sativa e a Indica, para que você não tenha mais dúvidas e saiba as principais características de cada uma.

Sementes feminizadas

Em termos simples, as plantas de cannabis fêmeas são tratadas com uma solução de prata coloidal. Este tratamento faz com que as plantas de maconha feminina produzam pólen masculino.
O pólen é usado para polinizar a planta fêmea. Sementes produzidas da planta de maconha fêmea, produzem sementes que produzem apenas plantas do sexo feminino.

Sementes regulares (macho)

As sementes macho, seguem as leis da natureza, sem intervenção humana, se reproduzem naturalmente por polinização da planta fêmea, com o pólen de uma planta macho.
A maioria das sementes das lojas de sementes são f-1, oriundas do cruzamento de uma semente macho com uma fêmea. Estas sementes são chamados de F-1. Este é o tipo mais comum de sementes.

Indicas

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As sementes indicas produzem plantas que apresentam as seguintes características:
Período de floração mais curto. Devido a genéticas de suas flores, as plantas  indicas têm um período de floração mais curto que as sativas.
As indicas geralmente desabrocham em menos de 9 semanas. A maioria delas estão prontas para a colheita dentro de um período que varia de 7 a 9 semanas.
As  sementes de maconha Indica, produzem plantas geralmente são mais curtas na altura e são mais robustas que as sativas.
As plantas são cultivadas a partir de sementes Indicas, produzindo brotos robustos característicos das Indicas. A lombra é muito forte e poderosa.
São menos usadas durante o dia, a maioria dos usuários preferem usa-las a noite, porque o efeito é totalmente relaxante e pode ajudar com o sono.
Sementes indicas produzem plantas com as folhas menores e mais gordas em comparação com as plantas sativas.

Sativas

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As sementes Sativas produzem plantas com as seguintes características:
As plantas de Cannabis Sativa, demoram um pouco mais para desabrochar suas flores. Em geral, as plantas sativas levam em média de 9 a 11 semanas para dar flores.
As plantas sativas, geralmente são mais altas e tendem a esticar mais do que as Indicas. Com cuidados apropriados, a altura pode ser controlada.
A altura é um problema para alguns jardineiros, tendo em vista que as Indicas podem chegar a quatro metros ou mais de altura.
As plantas sativas, ao contrário das indicas, têm a lombra mais eufórica, seu uso é mais preferido durante o dia.
As folhas das plantas de Cannabis Sativa são mais finas por natureza. Muitos acham as plantas de Cannabis Sativa, são muito agradáveis ​​de ver, são esplendorosas e muito belas.
Para saber se sua planta é macho ou fêmea fique atento aos detalhes da planta no período de pré-floraçã0, que ocorre entre a quarta e a sexta semana de crescimento vegetativo.
As pré-flores se desenvolvem onde as folhas e hastes se juntam ao caule principal(entrenós). Se não tiver certeza do sexo sua plantas durante este período, você com certeza saberá até a segunda semana de floração.
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Como demonstrado na imagem acima, as plantas macho desenvolvem umas bolinhas na junção com o caule, enquanto as plantas fêmeas desenvolvem os pistilos(fiapos).
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Planta de maconha macho (Foto: Dinasty Genetics)
As plantas fêmeas concentram mais THC do que as plantas macho, por isso a maioria dos cultivadores ficam tristes quando percebem plantas macho no grow.
https://lombra.com.br/2014/09/sativa-ou-indica-macho-ou-femea-aprenda-distinguir-suas-sementes-de-cannabis/

Globo Repórter – Alimentos Poderosos – 13/07/2018.



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sábado 07 2018

O lado bom do tédio


Não aguenta mais o papo do chefe? Ou o blá-blá-blá do professor? Agarre esta oportunidade. Sentir tédio é uma bênção mental: vai fazer de você uma pessoa mais criativa e inovadora

Resultado de imagem para Tédio faz bem para você
“Querido mundo, estou deixando você porque estou entediado.” Foi com esse recado que o ator americano dos anos 50 George Sanders se despediu da vida. Assim como ele, o jornalista e beberrão Hunter Thompson reclamou em sua carta suicida que era um baita tédio ter vivido 17 anos além dos 50 – e que não via a hora de se mandar. E mesmo Kurt Cobain deixou claro em suas últimas palavras que não via mais graça nenhuma em tocar para as multidões e estava de saco cheio de fazer música. Tudo indica que, quando o tédio bate de jeito, a história pode acabar mal. Mas a verdade para a grande maioria das pessoas é bem menos dramática. Sentir tédio tem lá as suas vantagens – é daquelas pequenas irritações cotidianas essenciais para a nossa saúde mental.

Todo mundo já sentiu tédio, mesmo que não saiba defini-lo: é uma estranha sensação de vazio, mas bem diferente da preguiça ou do cansaço. “É um leve sentimento de repulsa, produzido temporariamente em circunstâncias previsíveis e inevitáveis”, define Peter Toohey, professor da Universidade de Calgary, no Canadá, e autor do livro Boredom: A Lively History, que pesquisa esse sentimento há anos (isso que é gostar de tédio). Quem pensou em tarefas repetitivas e pouco estimulantes, como passar roupa ou longas viagens de avião, acertou. Outro pesquisador, John Eastwood, da Universidade de York, no Canadá, define o enfado de forma diferente. Segundo ele, é uma “experiência aversiva de querer, mas não conseguir, se engajar em uma atividade satisfatória”. Ele aparece quando não temos estímulos, e piora quanto mais obcecados estivermos com ele. Ou seja, simplesmente pensar que estamos entediados já aumenta a sensação.
O sentimento é tão comum que já houve até tentativas de quantificá-lo em nosso dia a dia: em 2009, uma pesquisa na internet concluiu que um habitante britânico sofre com o tédio por cerca de seis horas semanais, e a New Economics Foundation concluiu que a Grã-Bretanha é o país mais entediado da Europa. Já nos EUA, uma pesquisa com estudantes da Nova Inglaterra descobriu que 9% deles consideravam o tédio um problema sério em suas vidas. Por aqui não há pesquisas, mas quem nunca?
O tédio causa alterações no funcionamento do cérebro. Uma pesquisa da Universidade de Michigan resolveu investigar o que acontecia na cabeça de voluntários entediados. A tarefa era identificar letras numa tela durante uma hora inteira, enquanto eram examinados numa máquina de ressonância magnética. A conclusão: quando ficavam entediados, as áreas do cérebro ligadas à visão, linguagem e autocontrole se desconectavam umas das outras. Por isso o tédio tira nossa atenção de qualquer atividade, ou faz com que a gente coma mais sem pensar. É aquele hábito de abrir a geladeira só para ver o que tem lá dentro – afinal, quem está entediado não se controla e ataca a pizza de anteontem.
Apesar de parecer que o tédio é um fenômeno da modernidade, que surgiu quando inventamos máquinas que pudessem fazer o trabalho duro por nós, pesquisadores reconstituem sua existência até pelo menos a Idade Média. Naqueles tempos, o sentimento era sinal de status: apenas quem não tinha nada a fazer, porque não passava o dia carpindo terra, por exemplo, podia senti-lo. Hoje em dia, ter tédio é quase sinal de falta de status no meio de tantos recursos criados para evitá-lo. A TV é o maior deles. “Não há motivos para assistir a horas seguidas de televisão, a não ser matar o tempo”, diz Toohey. Mas também celulares, e-mails e atualizações do Facebook servem para esmagar o enfado. E isso não é lá o melhor dos mundos. O tédio pode fazer de você uma pessoa muito mais interessante.
Já inovou hoje?
Entre os pesquisadores do tema, não há dúvidas de que o tédio esteja relacionado à criatividade – e de que mentes criativas sofram mais com ele. Por isso, escritores como Sartre, Flaubert e cia. debateram tanto o tema, já que sofreram na pele os males. “O tédio muitas vezes encoraja a criatividade. Indivíduos que se entediam facilmente geralmente também ficam mais insatisfeitos com dogmas sociais – são artistas, cientistas, empreendedores”, diz Toohey. “A criatividade é um antídoto para o enfado, então essas pessoas produzem coisas criativas para `medicar¿ seu problema.”
Essa relação pode ser explicada de forma fácil: quem fica entediado procura novas formas de fazer a mesma coisa. Você já deve ter sentido isso em tarefas repetitivas, como lavar louça. Cansado de ensaboar os pratos do almoço de domingo? Monte uma pirâmide com as peças limpas no final. E pronto: você terá inovado na lavagem. Um estudo da Universidade Vanderbilt, EUA, mostrou que os mais propensos a ir atrás de novidades são aqueles que possuem menos receptores de dopamina, um neurotransmissor do sistema de recompensa do cérebro. Claro, quem não se sente satisfeito com as atividades normais vai atrás de novas emoções. E adivinhe? As pessoas mais propensas a ficar entediadas são justamente as com menos receptores.
De fato, o tédio é um indicativo de que algo está errado – e pode dar aquele empurrãozinho para você levantar e sacudir a poeira. Toohey explica que a lógica é parecida com a do nojo. O nojo tem função de proteção: quando estamos em frente a uma comida que parece estragada ou cheira mal, nos recusamos a comê-la, porque pode nos fazer mal. O tédio, por essa lógica, funciona da mesma forma em termos sociais. “O tédio foi projetado para encorajar as pessoas a mudar seu comportamento e se proteger de toxinas sociais. Talvez o tédio devesse ser visto como a gota, ou a angina, ou pequenos derrames: como um sinal de que coisas piores virão, a não ser que se mude o estilo de vida”, escreve. E essa seria também sua função evolutiva. Se ele ajuda a nos distanciar de coisas enfadonhas, nos ajudou também a chegar até aqui.
O daydreaming, aquele famoso período em que você “viaja” de olhos abertos, também tem a ver com as duas questões – o tédio e a criatividade. Isso porque ele é muitas vezes uma consequência de longos períodos entediantes. E aí, o que acontece é que as áreas do cérebro que antes estavam desligadas acabam se tornando muito ativas – especialmente a chamada “rede executiva” do cérebro, área ligada à resolução de problemas. “Quando você sonha acordado, não está atingindo seu objetivo imediato, como ler um livro ou prestar atenção a uma aula, mas sua mente pode estar resolvendo questões mais importantes da sua vida, como sua carreira ou sua vida amorosa”, diz Kalina Christoff, psicóloga e pesquisadora da Universidade de British Columbia, no livro Boredom, a Lively History.
“Melhor morrer de vodca do que de tédio”
Era isso o que achava o poeta Vladimir Maiakovski (que, coincidência ou não, também acabou se matando). E ele não é o único a pensar assim. Como o tédio faz com que as pessoas busquem novas formas de se excitar, ele costuma também ser caminho direto para compulsões, como drogas, álcool, comida ou fazer compras. Esses vícios agem exatamente nos tais receptores de dopamina, que recebem uma carga extra durante a atividade e ficam mais estimulados. Essas pessoas também se tornam mais impulsivas. “Pessoas com baixa tolerância ao tédio têm mais chance de cometer atos violentos do que quem o tolera mais”, explica Svendsen.
E vem mais encrenca por aí. Uma pesquisa do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública, da University College London, entrevistou 8 mil trabalhadores sobre seus níveis de tédio e concluiu que ele pode tirar anos da vida de alguém. Cerca de 20 anos depois do início da pesquisa, os cientistas voltaram para ver quais deles já estavam mortos: quem passou a vida mais enfadado tinha 37% mais chance de morrer no meio da pesquisa, concluíram, principalmente porque acabava fumando ou bebendo para compensar. Os outros viveram felizes até então. Ou seja: se você anda entediado demais, tá na hora de tirar a poupança do sofá. Vai ler um livro, aprenda a tocar trombone, abra uma empresa de aplicativos para celular. Pode salvar a sua vida.
Grandes enfados
Depois de sentir tédio, grandes personalidades fizeram grandes revoluções
Albert Einstein
Einstein não era mau aluno, como diz a lenda – era um aluno entediado, já que as matérias não o desafiavam. Mas tornou-se grande defensor do tédio e considerava-o “o mais elevado estado mental”. Foi levando uma vida monótona (como ele dizia), que teve tempo para criar a teoria da relatividade.
Steve Jobs
Se todo mundo sente tédio, poucos tiraram tanto dele quanto o fundador da Apple, que afirmou ser grande defensor do sentimento. Ele acreditava que do tédio surgiria a curiosidade – e, dela apareceria todo o resto. Tipo o seu iPhone.
Woody Allen
O cineasta declarou que não terminou a faculdade porque era muito entediante, e também que não se diverte com quase nada. Ainda assim, ou talvez por causa disso, Allen já dirigiu 43 filmes desde 1965 – um ou mais por ano desde 2001.
Winston Churchill
Ser o primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial não salvou Churchill do tédio. Prova disso é que suas últimas palavras, antes de entrar num coma (e morrer nove dias depois) foram: “Estou entediado com tudo isso”.

Abre o olho

O corpo fala. Se seus funcionários ou sua namorada estiverem com essa cara, está na hora de inovar no repertório
1. Os entediados dobram o pescoço para o lado, mostrando que não querem ouvir ou lidar com o que a outra pessoa está dizendo.
2. Eis o sinal mais inconfundível: colocar a mão no queixo, apoiando o cotovelo na mesa. Se for durante uma longa reunião, então…
3. Quem está sem paciência para conversar não olha diretamente para o interlocutor, mas parece focalizar algo bem longe, fora do contexto.
4. Apoiar os braços no quadril é sinal tanto de tédio quanto de repulsa.
Para saber mais:
Boredom, a Lively History
Peter Toohey, Yale University Press, 2012.
A Philosophy of Boredom
Lars Svender, Reaktion Books, 2005.

sexta-feira 29 2018

BEBER VINHO ANTES DE DORMIR FAZ VOCÊ PERDER PESO



Nova pesquisa diz que beber vinho antes de dormir faz você perder peso .

O vinho não só têm o dobro do teor de álcool da maioria das cervejas, como também é repleto de antioxidantes, e pesquisadores encontraram evidências de que ele pode até mesmo ajudá-lo a perder peso, se você beber antes de deitar.

Cientistas da Universidade do Estado de Washington e Harvard descobriram uma substância química no vinho, chamada resveratrol, que impede as células de gordura do corpo de adquirirem mais gordura. Eles descobriram que beber dois copos de vinho por dia pode ajudar a reduzir o risco de obesidade em cerca de 70 por cento.
Parte da razão pela qual o vinho é recomendado à noite é que suas calorias ajudam a manter a sua sensação de saciedade, reduzindo os seus desejos de se alimentar tarde da noite.


 Outro estudo, da Universidade da Dinamarca, também revelou uma relação distinta entre cintura e consumo de vinho: as pessoas que bebem vinho todos os dias têm cinturas mais finas do que aquelas que não o fazem.

E, se você precisa de mais alguma razão para comprar algumas garrafas de vinho, o estudo de Harvard sobre o ganho de peso descobriu que das 20.000 pessoas testadas, cada uma que ganhou uma quantidade significativa de peso não bebe álcool!

Então, agora que você tem um pouco de apoio da ciência, não fique envergonhado por seu vício moderado pelo vinho; é algo a ser comemorado!
https://coruja-prof.blogspot.com/2018/05/beber-vinho-antes-de-dormir-faz-voce.html?m=1

terça-feira 26 2018

Em meio à Copa, deputados aprovam mudança na lei de agrotóxicos

Agrotóxico sendo espalhado sobre plantação

Comissão especial na Câmara dá aval a projeto de lei que expôs racha entre ambientalistas e ruralistas. Oposição tacha proposta de "pacote do veneno", enquanto defensores chamam medida de "Lei do Alimento Mais Seguro".

Herbicida é pulverizado sobre plantação de soja


Fabricantes de agrotóxicos, como Syngenta e Bayer, apoiam mudança na lei de agrotóxicos brasileira
Em meio à Copa do Mundo de Futebol e a portas fechadas, a comissão especial que analisa uma nova lei de agrotóxicos na Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (25/06) o parecer do relator, o deputado Luiz Nishimori (PR-PR), favorável a uma mudança na legislação. Dezoito parlamentares votaram a favor do texto, e nove, contra.
O debate expõe o crescente racha entre ambientalistas e ruralistas, uma das muitas rivalidades que marcam o polarizado cenário político e social brasileiro. Para uns, a Câmara debate um "pacote do veneno", para outros, o país está diante da "Lei do Alimento Mais Seguro".
A discussão se dá em torno de quem pode autorizar o uso de agrotóxicos no Brasil. Atualmente, o Ministério da Agricultura é responsável por registrar esses produtos, mas apenas se tiver o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os efeitos tóxicos sobre a saúde humana, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), responsável por verificar o risco ambiental.
Pelo projeto de lei (PL) 6299/2002, de autoria do então senador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, junto com outros 29 textos apensados a ele, o Ministério da Agricultura deveria passar a avalizar sozinho o registro dos agrotóxicos.
Em seu parecer, apresentado na semana passada, o relator do projeto, que é favorável ao PL, afirmou que Anvisa e Ibama devem apenas "analisar e, quando couber, homologar os pareceres técnicos apresentados nos pleitos de registro".
A oposição vinha conseguindo adiar a votação com manobras regimentais, mas acabou sendo derrotada com a aprovação do texto pela comissão especial nesta segunda-feira. A proposta segue agora para o plenário da Câmara.
Lentidão e burocracia
A mudança na lei é defendida pela bancada ruralista, nome informal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e conta também com o apoio de empresas fabricantes de agrotóxicos. Entre elas estão a Syngenta, comprada pela chinesa ChemChina, a holding DowDuPont, e as alemãs Basf e Bayer – que acaba de aquirir a Monsanto –, cujos resultados mundiais são significativamente impactados por sua atuação no Brasil. 
Para os ruralistas, o texto traz mudanças capazes de "modernizar" a forma como o país lida com os agrotóxicos. O ponto central de reclamação é a burocracia envolvendo o registro dessas substâncias.
Eles afirmam que não há uma fila única para o registro, mas três diferentes, uma em cada órgão, e que há muita lentidão. O processo, de fato, é longo e pode durar mais de cinco anos, em grande medida pela falta de pessoal tanto na Anvisa quanto no Ibama.
Vulnerabilidade à pressão política
Os opositores ao texto protestaram de forma veemente, destacando que o Ministério da Agricultura está muito mais propenso a sofrer pressões políticas do que Anvisa e Ibama. Lembraram ainda que há pouca fiscalização a respeito do uso de agrotóxicos e que a lei atual seria uma das poucas proteções para a sociedade.
Uma das principais preocupações com o texto é a possibilidade de agrotóxicos ainda não analisados pelas autoridades brasileiras receberem uma autorização de uso provisória.
Isso ocorreria caso o processo burocrático leve mais de 24 meses, e o produto em questão tenha sido autorizado por pelo menos três países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tem uma maioria de seus membros formada por países desenvolvidos. Essa cláusula de "proteção" preocupa os setores contrários ao projeto.
"A OCDE congrega os países desenvolvidos, mas inclui também México, Turquia e Chile, que não são exatamente bons exemplos", afirma Larissa Mies Bombardi, professora e pesquisadora do Laboratório de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, esses países têm legislações a respeito de agrotóxicos muito mais permissivas que as da Europa ou do Japão, por exemplo.
A ideia de colocar na lei o registro provisório de agrotóxicos veio de um episódio ocorrido há cinco anos. Em 2013, uma lagarta chamada Helicoverpa armígera, cuja entrada no Brasil ainda não foi explicada, dizimou plantações de soja, feijão, milho e algodão em diversos estados, causando prejuízos bilionários.
O Benzoato de Emamectina, agrotóxico que poderia conter a praga, havia sido barrado pela Anvisa em 2010, por ser considerado "extremamente tóxico", mas desde então fora liberado em países como Japão e Austrália e também na União Europeia (UE).
Diante da situação, que atingiu em particular a Bahia, o então governador do estado, Jaques Wagner (PT), recorreu à presidente Dilma Rousseff (PT) e conseguiu a liberação provisória do produto. Em 2017, a Anvisa concluiu a avaliação sobre o benzoato e liberou seu uso controlado.
Abismo entre Brasil e Europa
Em 2017, Bombardi publicou um estudo mostrando que 30% dos agrotóxicos permitidos no Brasil não têm mais registro aprovado na União Europeia UE, incluindo dois dos dez mais vendidos. Além disso, sua pesquisa mostrou as diferenças entre os limites de resíduos de agrotóxicos permitidos em alimentos e na água nos dois locais.
"Há um abismo entre a realidade do Brasil e da UE", diz Bombardi. "Nós autorizamos, por exemplo, um resíduo de malationa, inseticida do feijão, que é 400 vezes maior que o autorizado pela UE", afirma.
Com base nessa realidade, a professora da USP diz ver com preocupação um dos dispositivos previstos no relatório de Nishimori. Trata-se de uma mudança no parágrafo sexto da lei dos agrotóxicos. Atualmente, a legislação proíbe o registro de substâncias "que revelem características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas", ou seja, capazes de causar má formação de fetos, câncer ou mutações genéticas.
O projeto de lei prevê, entretanto, que só sejam proibidas substâncias que apresentem "risco inaceitável" para a saúde humana "no que concerne teratogênese, carcinogênese e mutagênese".
"Essa expressão, 'risco inaceitável', cria na minha perspectiva uma janela jurídica que abre e não fecha", afirma Bombardi. "Como você vai discutir o que é aceitável ou não do ponto de vista de câncer e má formação de fetos? O texto rasga a ideia de princípio da precaução", conclui.
Agrotóxicos versus botóx
O setor produtivo rebate as argumentações e diz que a situação atual é ruim não apenas para seus negócios, mas também para o meio ambiente.
"Os produtores brasileiros estão usando os mesmos produtos, as pragas vão se tornando resistentes a eles e a eficiência vai caindo", afirma Fabrício Rosa, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja). "Se a fila de registro andasse mais rapidamente, poderíamos estar usando um produto mais eficiente e menos tóxico", afirma.
A lentidão da burocracia não é o único fator negativo no cenário atual, diz Rosa. Houve, segundo ele, "gestores ideológicos" na Anvisa, contrários a qualquer tipo de agrotóxico, com pensamento semelhante ao de "ONGs de esquerda que atuam contra o agronegócio brasileiro".
A atuação dessas pessoas, diz o dirigente da Aprosoja, seria favorecida por uma lei que é prejudicial ao agronegócio por banir automaticamente produtos que possam provocar câncer ou má formação de fetos. Segundo ele, o mesmo não acontece em outros setores.
Rosa usa como exemplos o botóx – uma toxina produzida pela mesma bactéria que causa o botulismo – e a talidomida, que nos anos 1950 e 1960 provocou más-formações graves em mais de 10 mil fetos em todo o mundo. O primeiro, quando altamente diluído, é comumente utilizado em tratamos estéticos. A segunda foi banida em muitos lugares, mas no Brasil é indicada para tratar hanseníase, ainda que sua prescrição a mulheres grávidas seja proibida.
Opção orgânica
Apesar do acirramento dos ânimos na Câmara, há um meio-termo capaz de unir os dois lados na busca por uma alimentação menos sujeita aos agrotóxicos.
"Hoje existem muitos produtos orgânicos ou minerais, por exemplo, que, associados aos agrotóxicos, diminuem muito a necessidade desses agroquímicos, que não podem ser totalmente eliminados", afirma Rui Daher, criador e consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola, baseada em São Paulo.
Sua empresa é uma das centenas dedicadas a explorar soluções orgânicas de baixo impacto ambiental. Há exemplos disso – como na produção de frutas no Vale do Rio São Francisco e também no combate à lagarta que afetou a Bahia em 2013 – mas falta uma diretriz governamental para ampliar a prática, diz Daher. Sem isso, prevalece a força das empresas produtoras de agrotóxicos.
"Na medida em que o Brasil é um dos principais consumidores de agrotóxicos do mundo, todas as multinacionais têm bases aqui e, com grande poder de divulgação, tentam massificar o uso, às vezes recomendando doses exageradas" afirma. "Precisaríamos de um governo que por um lado regulamente e fiscalize os agrotóxicos de forma rígida e, por outro, dê apoio técnico para as soluções de menor impacto."
Além de reduzir a quantidades de químicos nos produtos vendidos aos consumidores, isso poderia diminuir os custos para os produtores, uma vez que os agrotóxicos são importados e cotados em dólar. De acordo com Rosa, da Aprosoja, os agroquímicos representam o maior peso no custo de produção do agronegócio brasileiro atualmente.

segunda-feira 25 2018

ISSO É O QUE ACONTECE SE VOCÊ TOMAR DOIS VIAGRAS DE UMA SÓ VEZ

É bem comum as pessoas acreditarem que apenas os mais velhos usam viagras para auxiliar na hora da relação sexual, só que esse fato não e verdade, muitos jovens, com medo de possíveis "broxadas" tentam se garantir tomando as pílulas azuis. Elas foram criadas há mais ou menos vinte anos atrás, mas seu objetivo era bem diferente.
Na verdade, elas tinham como intenção ajudar em problemas cardíacos, dilatando os vasos sanguíneos ao redor do coração iria aliviar as dores. Os resultados dos testes clínicos não foram bem os esperados, e os médicos ficaram bastante decepcionados, pelo menos até perceberem um de seus efeitos colaterais nos voluntários homens.
O assessor da Associação de Disfunções Sexuais, Doutor Mike Kirby, conta que "Os pesquisadores sabiam que não estavam de todo errados quando, ao final do tratamento teste, os pacientes não quiseram devolver os medicamentos".
04.
O Viagra gera vendas de mais de um bilhão de libras por ano. Além de ser extremamente eficaz para disfunções eréteis, também está ganhando espaço para o tratamento de outras doenças, como pulmonares. Isso porque, como dissemos acima, ele auxilia na dilatação dos vasos sanguíneos, fazendo com que o sangue flua livremente ajudando no relaxamento das artérias. E o motivo de isso acontecer é porque ele bloqueia uma enzima chamada fosfodiesterase.
Atualmente várias pesquisas estão sendo realizadas em busca de novas formas de se utilizá-lo para auxiliar o tratamento de outras doenças. Na maioria dos casos essas pesquisas estão em fase inicial e ainda não podem garantir nada, mas na Grã-Bretanha, esse medicamento, já está sendo utilizado para tratar doenças como hipertensão e pulmonar.

O Viagra

Caso você utilize o Viagra apenas para "recreação" é importante ter alguns fatores em mente.
Como usar
Ele funciona melhor se tomado aproximadamente uma hora antes da relação sexual, para que a ereção aconteça é preciso que a pessoa seja sexualmente estimulada. Normalmente os médicos indicam que a seja ingerido 50 mg apenas uma vez por dia, mas essa dosagem pode ser diminuída, para 25mg, ou aumentada, para até 10mg, de acordo com a necessidade.
É expressamente proibido que se tome mais de uma dose em menos de 24 horas, e que seja tomado combinado a outros medicamentos para disfunção erétil. Também não é aconselhado que se tome após refeições pesadas, isso porque ele pode não funcionar 100%.
05.
Efeitos
Normalmente os efeitos colaterais do uso do viagra são poucos. Dores de cabeça, de estômago, problemas de visão, tontura, sensibilidade à luz, pele corada, erupções cutâneas, são alguns desses efeitos.
Outros efeitos, porém mais raros são problemas de audição, cegueira temporária, curto período de ereção. Caso algum desses apareça, o ideal é procurar um médico o mais rápido possível.
Esse efeitos podem acontecer com qualquer pessoa, mas caso você não utilize corretamente e com indicação médica, a probabilidade de algo dar errado é muito maior.

Ataques Cardíacos

01.
Após um ataque cardíaco, se a pessoa tomar um viagra é possível reparar o dano, pelo menos parcialmente, pois, como já falado, ele dilata os vasos sanguíneos, dando passagem para o sangue ser bombeado eficazmente, levando mais oxigênio para o cérebro.
Pesquisadores da Universidade de Commonwealth, Virgínia, nos Estados Unidos, concluíram que, para os casos de ataque cardíaco, quando comparado com o tratamento padrão que utiliza nitroglicerina, o viagra é melhor, por restaurar o fluxo de sangue e ajudar na cicatrização do tecido.

Doenças Pulmonares

02.
Ainda não se sabe qual a causa exata da hipertensão arterial pulmonar. Mas já é provado que essa condição atinge em torno de quatro mil pessoas, ó no Reino Unido, e que a maioria são mulheres entre os 30 e 40 anos. E que poucas dessas pessoas sobrevivem mais de três ou quatro anos.
Um medicamento, à base de viagra, chamado Revatio, está sendo utilizado para auxiliar o tratamento dessas doenças e, com sucesso, está ajudando alguns doentes a viverem mais. Ele faz com que o fluxo sanguíneo nos pulmões aumente, reduzindo a carga sobre o coração.

Doença de Raynaud

Também conhecida como Doença das mãos frias, ela afeta uma em cada cinco pessoas e é causada pela interrupção da corrente sanguínea, nos pés e nas mãos. Na maioria das vezes, os sintomas dessa doença são extremidades frias, brancas, com aspecto morto. mas essa exposição ao frio pode causar a sensação de queimação.
Assim, os pacientes que receberam em torno de 50 mg de Viagra, duas vezes por dia, ao longo de um mês, tiveram menos e por menores períodos a sensação de queimação, isso por causa do aumento no fluxo sanguíneo.
Algumas outras doenças que o medicamento está sendo testado são: Doença de Crohn, Infertilidade, Diabetes, Dor Pélvica e problemas na próstata.
https://www.fatosdesconhecidos.com.br/isso-e-o-que-acontece-se-voce-tomar-dois-viagras-de-uma-so-vez/