quarta-feira 11 2012

'Brasil transpira energia e otimismo', diz escritor Javier Cercas


Cultura

São Paulo, 11 jul (EFE).- O escritor espanhol Javier Cercas afirmou nesta quarta-feira que é compreensível que a Europa imersa em uma 'crise permanente' comece a enxergar melhor o Brasil, já que o país é um lugar que 'transpira energia e otimismo'.
Em declarações à Agência Efe, Cercas, que hoje concluiu sua primeira visita ao Brasil em São Paulo, se mostrou entusiasmado com a interação do público brasileiro com a literatura.
O literato espanhol foi um dos destaques da recém-concluída Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), considerada o principal festival das letras do país.
O escritor qualificou como 'extraordinário' o ambiente do festival e, ao redor de 'curiosos leitores', afirmou que algo assim seria 'inimaginável na Europa'.
Cercas também fez questão de declarar que ficou 'impressionado com o país', que, em sua opinião, 'transpira energia e otimismo'. 'Agora entendo porque a Europa está olhando o Brasil', completou Cercas.
O autor, que ofereceu um encontro com leitores em São Paulo, assegurou estar 'agradecido' pela positiva recepção que teve no país, onde sua editora brasileira prevê a publicação de todos os seus livros.
Ganhador do Prêmio Nacional de Narrativa da Espanha por 'Anatomia de um Instante', um olhar literário e histórico de uma fracassada tentativa de golpe de Estado na Espanha (em 23 de fevereiro de 1981), Cercas tornou-se reconhecido no universo literário internacional com seu livro 'Soldados de Salamina'.
Doutor em Filologia Hispânica pela Universidade de Barcelona, Carca já recebeu inúmeros prêmios e teve sua obra traduzida em mais de 20 idiomas. EFE

Roberta Flack - First Time Ever I Saw Your Face 1972

Roberta Flack - Killing Me Softly with his song

terça-feira 10 2012

Bryan Adams - Heaven - Acoustic Live

Demóstenes Torres - Mentir Na Tribuna Não Significa Quebra De Decoro

Moradores de rua encontram R$ 20 mil e os entregam para a PM


09/07/2012 15h45 G1


Dois moradores de rua em São Paulo, um homem e uma mulher, encontraram sacos plásticos com R$ 20 mil em dinheiro numa calçada durante a madrugada desta segunda-feira (9) e os entregaram à Polícia Militar. O caso está sendo registrado no 30º Distrito Policial, no Tatuapé, na Zona Leste da capital paulista. A informação foi divulgada nesta segunda pelo Bom Dia São Paulo.
Segundo a PM, os moradores de rua passavam pela Radial Leste quando ouviram o alarme de uma empresa de ferragens disparar. Em seguida, foram verificar do que se tratava e encontraram um malote e um saco plástico de lixo repletos de envelopes com dinheiro. Eram cerca de R$ 17 mil em notas e R$ 3 mil em moedas.
De posse do dinheiro, os moradores de rua procuraram um segurança da empresa e pediram para ele chamar a PM.
O morador de rua que junto com a esposa encontrou a quantia contou que se lembrou da mãe ao decidir acionar a polícia para devolver o dinheiro. "A única coisa em que eu pensei foi ficar ali e acionar o 190. Quando os policiais chegaram e viram a quantia não acreditaram que eu estava devolvendo o dinheiro. Eu parei para pensar no que minha mãe falou para mim, para nunca roubar nada que é dos outros", disse ao Bom Dia São Paulo.
Em seus dez anos de profissão como policial militar, o tenente disse à equipe de reportagem que nunca havia presenciado a devolução de tanto dinheiro. Os donos do restaurante japonês roubado foram até o 30º DP onde agradeceram ao casal que encontrou o dinheiro do estabelecimento comercial

Moradores de rua que devolveram R$ 20 mil têm oferta de emprego


G1 
09/07/2012 18h08 
foto
Foto: g1/Reprodução
Casal que encontrou e devolveu R$ 20 mil













Os proprietários do restaurante japonês que foi furtado na madrugada desta segunda-feira (9) ofereceram emprego para o casal de moradores de rua que encontrou, e devolveu, os R$ 20 mil levados pelos ladrões. O crime aconteceu no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.
O casal estava sob um viaduto da Radial Leste quando ouviu o alarme de uma empresa de ferragens disparar. Em seguida, os dois foram verificar do que se tratava e encontraram um malote e um saco plástico de lixo repletos de dinheiro. Eram cerca de R$ 17 mil em notas e R$ 3 mil em moedas. De posse do dinheiro, os moradores de rua procuraram um segurança da empresa e pediram para ele chamar a Polícia Militar.
Um dos sócios do restaurante invadido, Miguel Kikuchi, de 42 anos, disse não ter acreditado quando a polícia ligou e o informou que o dinheiro havia sido encontrado e devolvido. “Pensei que era trote”, afirmou. “É inimaginável que alguém faria uma coisa dessas. Difícil de acreditar.”
O casal, que trabalha catando material reciclável nas ruas da capital e vive há mais de um ano na rua, aceitou na hora a proposta de emprego. “Vou ganhar treinamento para me capacitar e aprender alguma coisa”, disse Rejaniel de Jesus Silva Santos, de 36 anos. “Da limpeza até a cozinha, posso trabalhar onde quiserem.” O homem contou que era auxiliar de limpeza antes de ir morar na rua. “Eu perdi o emprego e tive que vender minha casa, na Divineia, região de São Mateus [Zona Leste].”
Depois de devolver o dinheiro, Santos e a mulher, Sandra Regina Domingues, também com 36 anos, foram levados até o restaurante japonês e fizeram uma refeição bem brasileira: bife, arroz, feijão e batata frita. “Uma vez na vida eu me lembrei que sou gente. Há tanto tempo eu não me sento para ter uma refeição tão boa.”
Rejaniel contou que ganha, em média, R$ 100 por mês. Com esse “salário”, para juntar os R$ 20 mil teria que trabalhar mais de 16 anos e meio, sem gastar nada. “Melhor ter o seu dinheiro suado do que usar um dinheiro roubado”, afirmou.
Apesar de estar feliz com a proposta de emprego, Sandra disse que se sente apreensiva. “Me ameaçaram depois que devolvi o dinheiro.” Por questão de segurança, o casal não voltará para o viaduto que usava como lar nos próximos dias. “Não quero voltar nunca mais para lá”, completou a mulher.