domingo 09 2013

Adeus, convicções!

Por Natália Leite, Tempo de Mulher
NATÁLIA LEITE: “Viver leve é tããão melhor! Essa tarefa de guardiã feroz das próprias convicções cansa e é chata pra caramba”.

E a chance do outro ter razão? No assunto mulher? Desconsiderava. / Foto: Thinkstock

Por NATÁLIA LEITE
Dona Rosa, a vizinha, diz que a posição dos astros explica a mudança. Meu tio, zen de carteirinha, tem certeza de que é a força da repetição dos místicos números da trindade, 3 e 3. Mas tenho outra teoria para a transformação que veio com meu aniversário de 33 aninhos. Acredito que (finalmente!) reagi às dicas de pessoas queridas que, há anos, tentam desarmar minha rigidez. 
Seja por conta de planetas, algarismos ou pela natureza do processo de acumular anos, o fato é que a vida está diferente. É nítido. Tive mais uma prova num saboroso encontro com um casal queridíssimo. Os dois são inteligentes e divertidos, logo, adoro ser a vela oficial. Nesse dia, o namorado entrou num tema que me apaixona e costuma despertar em mim posições pra lá de firmes: comportamento feminino.
Historicamente, numa situação como essa, nem ouvia de verdade. Estava tão fechada nas minhas convicções que o outro começava a falar e eu imediatamente me punha a pensar em argumentos, defesa, contra-ataque. E a chance do outro ter razão? No assunto mulher? Desconsiderava.
Neste dia, ouvi. Juro, nem pensei em pensar. Ouvi com alma e coração. Sabe o que aconteceu? Concordei. Nem doeu admitir que meus estudos sobre o tema não me fizeram perceber a sutileza e verdade do que ele viu.
A lição que aprendi: viver leve é tããão melhor! Essa tarefa de guardiã feroz das próprias convicções cansa e é chata pra caramba. Foi uma delícia ouvir e crescer. Bem melhor que o velho sentimento de estar num ringue de boxe, em clima de luta final, a cada conversa.
Viver sentindo, deixar o raciocínio para quando é de fato necessário - uma novidade que me traz a sensação de fluir na suave correnteza de um rio gostoso. Bem mais feliz que passar dia e noite a pensar, pensar, pensar e pensar. Tchau, Nat velha!!!
* Natália Leite é jornalista, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, curiosa e otimista incurável. Escreve quinzenalmente sobre os erros, acertos e dúvidas que nos fazem mulheres.

Beleza que vem da alma

Por Natália Leite, Tempo de Mulher
NATÁLIA LEITE: "Havia algo de diferente nas linhas do rosto, no semblante, no brilho dos cabelos e da pele. Não, não era botox, progressiva ou algo do gênero. Vinha de dentro".
Existe um tipo de beleza rara, típica do amadurecimento, da sabedoria, das escolhas corretas.
Por NATÁLIA LEITE
Vejo Mariana todos os dias. Na redação trabalhamos em mesas compridas, sem divisórias, e ela senta bem na minha frente. A moça é uma graça. Não dispensa uma balada, então, nas sextas-feiras costuma chegar bem mais produzida.
Mas não foi a roupa ou a maquiagem o que me chamou atenção essa semana. Ela chegou mais bonita, sem dúvida. E sei que não fui a única a notar. Até gente que estava de costas instintivamente virou na direção do elevador quando Mariana entrou.
Havia algo de diferente nas linhas do rosto, no semblante, no brilho dos cabelos e da pele. Não, não era botox, progressiva ou algo do gênero. Vinha de dentro. Mariana estava emanando uma graça, uma luz especial. Como somos bastante próximas, aproveitei a oportunidade do cafezinho no fim do dia para entender a transformação paradoxal - 100% visível, mas não objetiva, concreta.
Aprendi que Mariana está colhendo os frutos da arte de cultivar a própria inteligência. Ela escolheu ser amiga de si mesma e sair de relacionamentos que a maltratavam. Depois de meses de erro, de decisões contra ela mesma, Mari cortou a turma que só a fazia perder tempo, juventude, dinheiro e saúde.
Ao observar Mari lembrei de muitos casos semelhantes. E hoje ouso afirmar: existe um tipo de beleza rara, típica do amadurecimento, da sabedoria, das escolhas corretas. É uma beleza serena e profunda. Uma beleza que deriva da bondade consigo mesma e, por consequência, com os outros. 
Não é algo fútil ou superficial. É como o belo da arte que inspira e alimenta a alma. É o tipo de belo que me faz acreditar no seguinte raciocínio: a vida faz cada indivíduo de uma forma. Mas perder o viço e cair em velhice precoce não é puramente genético ou acidental. Tem a ver com atitudes contrárias a própria singularidade.
Acredito também que esse tipo de beleza que vem da alma traz consigo um poder especial. O poder de inspirar, motivar e oxigenar qualquer ambiente. Enfim, obrigada Mari por me ajudar a entender que a beleza nasce do íntimo da ação.
* Natália Leite é jornalista, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, curiosa e otimista incurável. Escreve quinzenalmente sobre os erros, acertos e dúvidas que nos fazem mulheres.

Para o seu dinheiro render

Por Tempo de Mulher
NATÁLIA LEITE: “Em dois supermercados, nos Jardins, a pera seca variou entre R$ 34 e R$ 125. Mesmo a mais barata da região ainda é mais cara do que na zona cerealista. Alguém me explica como chegaram à conta de R$ 125?".
Foto: Thinkstock
Por NATÁLIA LEITE
Resolvi perder aqueles três quilinhos que quase toda mulher acredita ter a mais. No meu caso, o mais difícil foi resistir à tentação da barra de chocolate ou brigadeiro no meio da tarde. A vida sem doce parecia não valer a pena. Nem em nome do tão sonhado jeans 36.
Andava meio cabisbaixa, glicose lá no pé, dúvida sobre manter a dieta. Até que um telefonema às nove da noite de uma segunda-feira triste, de baixíssimas calorias, mudou tudo. “Não precisa ficar sem doce, querida. Pode abusar de gelatina zero e frutas secas”, disse meu pai e médico de confiança. 
Uhuuuuuuu! Como diz minha amiga Thais quando está com pressa, “saí em desabalada carreira” rumo ao supermercado. Carregamentos de pozinhos coloridos e pequenos potes com maçãs, peras, mangas e abacaxis desidratados devolveram minha alegria.   
O consumo de frutas secas aumentava e a conta no caixa do supermercado também.  Assustadoramente. O pote vem pouquinho e custa R$ 8, R$ 10. Ok. Nunca tinha prestado atenção no preço do quilo. Antes da dieta era raro comprar esses itens. Sabe quanto custa o quilo da pera desidratada onde eu costumava comprar? Pasmem: R$ 125! Cen-to e vin-te e cin-co re-ais. Isso mesmo. Será que o processo de desidratação envolve banho de ouro nas frutas? Só pode. De que outra forma explicar cerejas secas ao custo de quase R$ 200 o quilo?
Trabalho muito, 12, 14, 16 horas por dia. Respeito o dinheiro. Decidi achar uma saída para manter o doce na boca e o saldo no banco. Fui bater na zona cerealista, centro de São Paulo. Logo no comecinho da famosa Rua Santa Rosa entrei numa casa de produtos naturais lotada. Por quê? Preços honestos.

Se estiver em pé, melhor sentar para não cair. Lá o quilo da mesmíssima pera desidratada é vendido por R$ 24,99. Um quinto do preço! Poderia se argumentar que a explicação está no custo do transporte, do aluguel. Não cola. Em dois supermercados lado a lado, nos Jardins, a pera seca variou entre R$ 34 e R$ 125. Mesmo a mais barata da região ainda é mais cara do que na zona cerealista. Por favor, alguém me explica como chegaram à conta de R$ 125?
Minha relação com essas maravilhas de baixa caloria existe há tempo suficiente para me dar condição de avaliar qualidade. Se houver diferença é para melhor lá no mais barato.  Me senti respeitada. Afinal, é justo para todos. A loja no centro tem lucro. Não é ONG, é negócio. E vai bem.
Em nome de todas as mulheres que fazem dieta e trabalham muito para ter a vida que escolheram, saí de câmera em punho.
* Natália Leite é jornalista, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, coordenadora do Projeto Mulher do Milênio em São Paulo, curiosa e otimista incurável. Escreve quinzenalmente sobre os erros, acertos e dúvidas que nos fazem mulheres.


Para o seu dinheiro render

Tempo de Mulher |

Por NATÁLIA LEITE
Para quem ainda precisa de mais estímulo, lá vai: o metrô é pertinho da Santa Rosa (estação D. Pedro II). Para os motoristas tem estacionamento em frente e para na rua com Zona Azul, não é difícil. Sem falar que o passeio é colorido, tem aroma de temperos exóticos. Sim, é lotado aos sábados. Mas durante a semana, cedinho, é tranquilo. Evite a hora do almoço.  
No armazém que frequento, precisa pegar senha para ser atendido. Tudo bem. A simpatia e boa vontade da Cristiane, Adriana e toda turma compensam a espera. Sem falar na postura do seu Adhemar Machado que faz a gente acreditar nas pessoas e nos negócios a base de respeito e compromisso com o cliente. “Nós não queremos que só rico compre. Acho que todo mundo tem condição de comprar, sim, coisa boa, de qualidade a preço justo”, diz o dono da Casa Santa Filomena, uma das boas opções na zona cerealista.
Encontrar qualidade e preço justo tem gosto de vitória. Adorei. Pode acreditar que a partir de agora, a câmera está sempre pronta. 

Castanha do Pará
O preço do quilo pode variar entre R$ 24,00 até R$ 70,00.

Semente de abóbora
O preços pode variar de R$ 16,90 até R$ 56,99.

Macadâmia
O preço do quilo pode variar entre R$ 41,85 até R$ 120,99

Pêra desidratada
Se estiver em pé, melhor sentar para não cair. Lá o quilo da mesmíssima pera desidratada é vendido por R$ 24,99. Um quinto do preço! Poderia se argumentar que a explicação está no custo do transporte, do aluguel. Não cola. Em dois supermercados lado a lado, nos Jardins, a pera seca variou entre R$ 34 e R$ 125. Mesmo a mais barata da região ainda é mais cara do que na zona cerealista. Por favor, alguém me explica como chegaram à conta de R$ 125?
O preço do quilo pode variar entre R$ 24,30, R$ 34,50 até R$ 125,99.

Entre quatro paredes, inovar é preciso

Por Tempo de Mulher
REGINA RACCO: “Dicas para fazer seu Dia dos Namorados inesquecível”.

Foto: Thinkstock



Por REGINA RACCO
Esse ano não precisa ser exatamente como os passados, onde as “comemorações” eram sempre aqueles jantarzinhos em casa ou na rua, seguidos de motel... e todas as variações mais ou menos conhecidas dos dois.
Inovar é preciso!
O amor tem que estar em constante movimento. Não podemos deixar jamais que fique morno ou caia em estagnação. Nossa vida amorosa depende disso! Lutamos no dia a dia contra o cansaço, o marasmo, as protelações, facilmente qualquer coisa toma corpo e peso bem maior do que a nossa vida íntima. É assim que os apaixonados de ontem se tornam os novos “amigos e companheiros” de amanhã e, posteriormente, “desconhecidos”.
Quando sugiro que telefonem durante o dia, rapidamente apenas para dizer “te amo, estou com saudades” ou que mandem uma mensagem ou um e-mail, essas ações são pílulas mágicas que manterão acesa a chama. A brisa da lembrança que não deixará o fogo se apagar.
Um Dia dos Namorados especial é uma boa chance para isso, afinal, se criará novas lembranças que irão embalá-los por muito tempo. Lógico que continua valendo os presentinhos, aquele prato especial ou uma cesta de guloseimas para degustar na cama, acompanhadas por vinho ou champanhe. Os preparativos básicos como cenários especiais com velas, flores, incensos etc. Isso ajuda a marcar a data de forma especial, mas certamente acrescentando alguma novidade, tudo isso ficará bem mais interessante!
E também, é claro, abrindo o leque para novas brincadeiras vocês poderão determinar uma sequência de “Dias dos Namorados”, ao longo do ano. Por que esperar somente por uma data?
As minhas sugestões são fáceis e certamente irão surpreendê-lo. E mais: você não precisa necessariamente reproduzir as ideias como estou colocando aqui, elas servirão de esboços para as suas próprias criações que, tenho certeza, logo que comecem não cessarão tão cedo! E meninos que estejam lendo, mãos à obra para surpreendê-las também, afinal as recompensas são maravilhosas.

Balanço verão 2013/14: cabelos do SPFW


MÁRCIO MADEIRA/FIRST VIEPro verão, rabo de cavalo baixo e bem liso. Acima, na Ellus...Ver mais fotos
Pro verão, rabo de cavalo baixo e bem liso. Acima, na Ellus...
A edição de primavera-verão 2013/14 do SPFW trouxe ideias bem práticas de cabelos pra próxima estação. Além dos anos 90, aposte em rabos de cavalo baixos e lisos,riscas laterais (sempre no lugar com spray fixador ou gel de efeito molhado) etranças – longas, embutidas ou trabalhadas. 

Lilian fala sobre a tendência do vestido com calça


MÁRCIO MADEIRA/FIRST VIEW
A Prada usou o truque de styling em seu outono-inverno 2012/13, mostrando saias bordadas sobre calças secas, lisas ou estampadas em conjuntinhoVer mais fotos
A Prada usou o truque de styling em seu outono-inverno 2012/13, mostrando saias bordadas sobre calças secas, lisas ou estampadas em conjuntinho
Blog LP já te contou que os anos 90 estão de volta. E junto com eles, a sobreposição de vestido com calça, que foi febre na época e agora é a aposta de várias marcas doSPFW e do Fashion Rio pra primavera-verão 2013/14. Mas é uma ótima tendênciapra adotar já no inverno! Aliás, lá fora já tá rolando desde a temporada de outono-inverno 2012/13 em desfiles como o da Prada, Louis VuittonMarc Jacobs Chanel – Karl adora!
Aqui as duas peças aparecem de diversos jeitos. Com túnica e calça sequinha da mesma cor, como na Osklen e Alessa, ou com tricô comprido e skinny, ouvestidinho mais calça cropped… Tem até a versão macacão e saia! E pra quem acha que a combinação não é chic, o styling também tem suas adeptas no tapete vermelho e na alta-costura, viu? Emma Watson e Leighton Meester estão entre as famosas que já usaram. E Raf Simons foi um dos principais detonadores da onda em sua 1º coleção pra Dior.