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domingo, 24 de janeiro de 2016

Das dez maiores obras do PAC, só 2 foram concluídas


Enquanto o governo prepara uma série de medidas para tentar destravar investimentos, uma espécie de 'novo PAC', obras anunciadas ainda no primeiro, em 2007, e que já deveriam ter sido entregues há anos, continuam inacabadas

Dilma Rousseff em lançamento do PAC2 – programa é conhecida 'peça de ficção'
Em 2010, as obras ainda em andamento foram reembaladas, juntadas a outras e o governo Dilma lançou o PAC 2(Ricardo Stuckert/Presidência/VEJA)
Para tentar estimular a economia, em meio a uma profunda recessão, o governo prepara uma série de medidas para destravar investimentos, um plano tratado internamente como uma espécie de "novo PAC". Mas obras anunciadas ainda no primeiro PAC, em 2007, e que já deveriam ter sido entregues há anos, continuam inacabadas.
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que, das 10 maiores obras anunciadas pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Programa de Aceleração de Crescimento, há nove anos, apenas duas, na área de petróleo, foram totalmente concluídas. Outras três usinas de energia e uma refinaria até entraram em operação, mas de forma parcial - e ainda estão em obras.
A maior obra anunciada em 2007, a refinaria Premium 1, no Maranhão, com projeção de investimentos de R$ 41 bilhões, foi simplesmente abandonada, com prejuízo de R$ 2,1 bilhões para a Petrobras.
O PAC foi lançado no governo Lula, em tempos de bonança econômica, com o objetivo declarado de "estimular o aumento do investimento privado e do investimento público, principalmente na área de infraestrutura" e "desobstruir os gargalos que impedem os investimentos", nas palavras do então ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O programa previa um total de R$ 503,9 bilhões em investimentos em mais de mil projetos. Em 2010, as obras ainda em andamento foram reembaladas, juntadas a outras e o governo lançou o PAC 2, com projeção de investimentos de R$ 1 trilhão. No início do seu segundo mandato, no ano passado, a presidente Dilma Rousseff disse que lançaria a terceira fase do programa, que ainda não saiu do papel.
Apesar de ter sido criado para destravar a infraestrutura, dados compilados pela organização Contas Abertas mostram que, de 2007 a 2014, 34% de tudo que foi considerado investimento dentro do PAC se referiam a financiamentos habitacionais tomados pelos cidadãos em bancos públicos, a preços de mercado. Se incluídos os financiamentos subsidiados do programa Minha Casa Minha Vida, essa conta chega a 40%.
No complexo de favelas do Alemão, no Rio, onde Dilma foi batizada em 2008 por Lula de "mãe do PAC", só 53% das unidades habitacionais prometidas foram entregues. O teleférico é a obra na região que mais chama a atenção - apesar de ter sido fechado só no ano passado 11 vezes, em função de tiroteios.
(Com Estadão Conteúdo)

E ainda há quem acredite que Obama é muçulmano...


O ministro de segurança de Dubai sugeriu aos seus mais de 1 milhão de seguidores no Twitter que as “raízes xiitas” de Obama o ajudaram na aproximação entre Irã e EUA

Papa Francisco tem conversa descontraída com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na chegada à Base Aérea de Maryland - 22/09/2015
Papa Francisco conversa com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na chegada à Base Aérea de Maryland(Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)
Ao longo dos dois mandatos de Barack Obama, os americanos convivem com boatos de que o presidente dos Estados Unidos é muçulmano. Embora Obama já tenha reiterado inúmeras vezes ser praticante do cristianismo, o rumor se mantém vivo no país - uma pesquisa realizada em 2015 mostrou que 54% dos republicanos acreditam que, "lá no fundo", o primeiro presidente negro dos EUA é muçulmano. A teoria da conspiração sobre a religião secreta de Obama ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e ganhou detalhes que ajudariam a provar sua "veracidade" e, assim, justificar decisões da política externa americana, como o acordo nuclear com o Irã que resultou no fim das sanções contra o país islâmico.
Uma das versões estrangeiras do boato diz que o presidente americano não só é muçulmano como pertence ao grupo xiita, a segunda maior vertente do islamismo. Recentemente, Dhahi Khalfan Tamim, ministro de segurança de Dubai, sugeriu que as "raízes xiitas" de Barack Obama ajudaram a elegê-lo para que ele pudesse promover a aproximação entre Irã e Estados Unidos. Tamim, que tem mais de 1,2 milhão de seguidores no Twitter, postou diversas mensagens na rede social associando Obama aos xiitas que foram retuitadas centenas de vezes, disseminando ainda mais o boato.
Em julho do ano passado, o ex-parlamentar iraquiano Taha al-Lahibi deu uma entrevista a uma emissora do país explicando que a aproximação entre Obama e os "xiitas iranianos" se dava pelo "passado xiita" dos pais do presidente americano, e citou o nome do meio de Obama, Hussein, como prova - Hussein é o nome de um mártir sagrado da tradição xiita, mas é comumente adotado também por sunitas e não-muçulmanos. No mesmo mês, o escritor sírio Muhydin Lazikani disse em outra entrevista que Obama era "filho de um queniano xiita", de acordo com o jornal Washington Post.
Boato antigo - O rumor se espalhou antes da vitória de Obama nas urnas, quando jornais estatais do Iraque já se referiam ao então candidato como muçulmano. Quando ele venceu as eleições presidenciais, em novembro de 2008, redutos xiitas no Iraque comemoraram sua vitória. "Agora temos um irmão na Casa Branca", disse à época um iraquiano morador de Sadr, bairro xiita de Bagdá, à revista Time.
Uma segunda versão da teoria de que Obama é muçulmano afirma que ele apoia os sunitas, maior vertente do Islã. No Iraque, muitos militares acreditam que o governo americano fornece armas ao grupo extremista sunita Estado Islâmico. "Não há dúvidas disso", disse Mustafa Saadi, membro de uma milícia xiita iraquiana, ao jornal Washington Post.
Os boatos de que o presidente dos Estados Unidos esconde sua verdadeira religião se baseiam, provavelmente, no passado de Obama. Seu pai, filho de muçulmanos que se tornou ateu, nasceu no Quênia, um país islâmico, de maioria sunita. Na infância, durante o segundo casamento de sua mãe com um indonésio muçulmano sunita, Obama morou dos 6 aos 10 anos em Jacarta, onde frequentou duas escolas: uma católica e uma instituição pública, ao lado de alunos islâmicos. Porém, em diversas entrevistas o presidente americano já afirmou que as maiores influências religiosas em sua vida vieram de sua mãe e avós maternos, cristãos.
(Da redação)